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Estação Ferroviária de Braço de Prata

A estação ferroviária de Braço de Prata situa-se na parte nordeste da cidade de Lisboa, em Portugal, integrando o mais antigo e mais movimentado eixo ferroviário do país.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/07/2026
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Descrição

Localização e acessos

A estação situa-se junto à Rua Fernando Maurício, pela qual se faz a sua entrada principal, sendo servida por várias paragens de autocarro epónimas, das quais a mais distante se situa a menos de meio quilómetro.

Infraestrutura

Esta interface apresenta quatro vias de circulação, numeradas de I a IV, com comprimentos de, respetivamente 330, 330, 299, e 305 m de extensão, todas acessíveis por plataformas de 303 m de comprimento e 90 cm de altura; todas estas vias estão eletrificadas em toda a sua extensão. Nesta estação a Linha de Cintura entronca na Linha do Norte no lado esqurdo do seu enfiamento descendente, bifurcando-se a via para sudoeste e possibilitando percusos diretos S.Apolónia-Oriente e Entrecampos-Oriente, sendo que o percurso S.Apolónia-Entrecampos é assegurado pela Concordância de Xabregas. Fruto desse entroncamento, esta estação é um ponto de câmbio nas características da via férrea e do seu uso:

Serviços

Em dados de 2023, esta estação é servida por comboios de passageiros da C.P. de tipo urbano dos serviços chamados “Linha de Sintra” e “Linha da Azambuja”, que circulam entre Santa Apolónia, Alcântara-Terra, ou Sintra e Azambuja, Castanheira do Ribatejo, Alverca, ou Oriente, com 75 circulações diárias em cada sentido aos dias úteis e 19 aos fins de semana.

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História

Século XIX

Esta interface insere-se no lanço entre Lisboa e o Carregado da Linha do Norte, que foi inaugurado em 28 de Outubro de 1856, pela Companhia Central Peninsular dos Caminhos de Ferro de Portugal. Durante a construção das oficinas dos caminhos de ferro em Santa Apolónia, foram empregados como operários os habitantes de várias povoações ao longo do Tejo, e durante algum tempo tornou-se habitual a deslocação diária de dezenas de pessoas desde as suas habitações até às estações, onde apanhavam os primeiros comboios até à estação de Braço de Prata e depois o “comboio operário” até Santa Apolónia, fazendo depois o percurso inverso no final do dia. Em 16 de Fevereiro de 1891, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que a linha de concordância entre as estações de Braço de Prata e Chelas (hoje considerada como o troço final da Linha de Cintura) estava quase concluída, tendo sido inaugurada em 5 de Setembro de 1891, pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.

Século XX

Em 16 de Agosto de 1902, a Gazeta dos Caminhos de Ferro reportou que já tinha entrado em funcionamento um sistema de sinalização baseado nos discos eléctricos Barbosa em várias estações nacionais, incluindo a de Braço de Prata. Em 30 de Janeiro de 1908, José Relvas tomou o comboio na estação de Braço de Prata quando estava a ser perseguido pela polícia, tendo seguido escondido a bordo até Santarém de onde fugiu para Alpiarça. Em 1 de Novembro de 1916, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que a estação já tinha sido equipada com um sistema de iluminação eléctrica. Em 1 de Julho de 1926, a Gazeta referiu que já tinha sido aberto o concurso para a electrificação entre as estações de Braço de Prata e do Rossio; esta obra, cuja duração se previa em quatro ou cinco anos, visava reduzir o incómodo proveniente da passagem de locomotivas a vapor pelo Túnel do Rossio. No mesmo número, também informou que a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses tinha deixado de fazer a recepção de remessas de peixe em grande velocidade em Santa Apolónia, de forma a descongestionar aquela estação, tendo esse serviço passado a ser feito em Alcântara-Terra. Como os apeadeiros ao longo da Linha de Cintura não aceitavam expedições ordinárias, o peixe para ser expedido a partir dessa zona devia passar a ser apresentado em Braço de Prata. A estação deveria continuar o seu serviço normal de recepção de remessas de peixe em grande velocidade, mas que podiam ser expedidos apenas para as estações e apeadeiros no lanço entre Olivais e Entroncamento.

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Referências literárias

No Guia de Portugal de 1924, é descrita a estação de Braço de Prata e a paisagem em redor: - 11 km. Braço de Prata (D.), entr. da linha de Santa Apolónia. À dir. da linha as fábricas e armazéns deste bairro industrial da cid. Linhas: a L.ª Alentejo • c L.ª Cascais • s L.ª Sintra • ẍ C.ª X.n L.ª Norte • o L.ª Oeste • z L.ª Cintura • u L.ª Sul • 7 C.ª 7 R. (*) vd. Campolide-A (**) continua além z. tarif. Lisboa

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Fontes consultadas

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