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Esporângio

Esporângio é a estrutura anatómica no interior da qual os esporos são formados. Pode ser composta por uma única célula ou ser multicelular. Todas as plantas (Plantae) e fungos (Fungi), bem como muitas outras linhagens de seres vivos, formam esporângios numa das fases do seu ciclo de vida. Embora a esporogénese possa ocorrer por mitose, na vasta maioria das plantas terrestres e em muitos dos fungos, a esporogénese segue um processo de meiose e produz esporos haploides geneticamente distintos do esporófito.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 25/08/2026
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Descrição

Em botânica, micologia e ciências conexas, designam-se por esporângios os órgãos das plantas e fungos que produzem esporos. Neste contexto, o vocábulo "plantas" é utilizado como termo genérico, como era usado na taxonomia de Lineu, e inclui não só as plantas vasculares (as espermatófitas e as pteridófitas), mas também as briófitas, algas e fungos, uma vez que todos estes grupos de seres vivos recorrem à formação esporângios para a sua reprodução. Os esporos produzidos em esporângios são por vezes designados por esporangiósporos para os distinguir dos esporos formados pelos protistas. Nas espermatófitas, o esporófito (o "indivíduo" que produz esporos) corresponde à planta adulta, que produz dois tipos de esporos: os que dão origem aos gâmetas masculinos (os grãos de pólen) e os que originam os gâmetas femininos (os óvulos). Como os gâmetas masculinos são muito menores que os femininos, o órgão onde estes são produzidos designa-se por microsporângio, enquanto que o feminino se designa por megasporângio.

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Fungos

Na maioria das espécies de fungos, o esporângio desempenha um papel central na reprodução assexuada e indirectamente na reprodução sexual. O esporângio forma-se sobre o esporangióforo e contém núcleos haplóides e citoplasma. Os esporos são formados no esporangióforo encapsulando cada núcleo haplóide e citoplasma numa membrana externa resistente. Dando continuação ao processo de reprodução assexuada, esses esporos são dispersos pelo vento ou pela água e germinam formando hifas haplóides. A reprodução sexual nos fungos ocorre quando as hifas haplóides de dois indivíduos se unem para formar um zigosporângio que armazena zigósporos que contêm núcleos haplóides que no processo se fundem em núcleos diplóides.

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Plantas terrestres

Em musgos, hepáticas e antóceros, um esporófito não ramificado produz um único esporângio, que pode ser morfologicamente muito complexo. A maioria das plantas não vasculares, assim como muitas licófitas e a maioria dos fetos, são homospóricos (produzem apenas um tipo de esporo). Alguns briófitos, a maioria dos licófitos e alguns fetos são heterospóricos (produzem dois tipos distintos de esporo). Essas plantas produzem microsporos e megasporos, que dão origem a gametófitos que são funcionalmente masculinos ou femininos, respectivamente. Em alguns casos, os dois tipos de esporos são produzidos no mesmo esporângio e podem até se desenvolver juntos como parte de uma tétrade espórica. No entanto, na maioria das plantas heterospóricas existem dois tipos de esporângios, denominados microsporângios e megasporângias. Alguns fetos (das famílias Salviniaceae e Marsileaceae) e algumas licófitas (dos géneros Selaginella e Isoetes e diversos lepidodendrídeos extintos) são heterospóricos com dois tipos de esporângios, assim como todas as plantas com flor.

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Eusporângios e leptosporângios

As plantas vasculares são frequentemente categorizadas em eusporangiadas e leptosporangiadas com base na sequência de desenvolvimento dos seus esporângios, os quais são designados por:

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Sinângios e soros

Um aglomerado de esporângios que se fundiram no desenvolvimento formam uma estrutura que é designada por sinângio. Este tipo de estrutura é comum nos fetos do género Psilotum e entre as Marattiaceae, especialmente nos géneros Christensenia, Danaea e Marattia. Designam-se por soros os agrupamentos de esporângios, que apesar de poderem ser densos, não apresentam fusão entre si.

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Estrutura interna

A columela é uma estrutura estéril (não-reprodutiva) que suporta o esporângio prolongando-se para o seu interior. Nos fungos, a columela, que pode ser ramificada ou não ramificada, podendo ser de origem fúngica ou originada pelo hospedeiro nos casos de parasitismo. As espécies de Secotium apresentam uma columela simples, não ramificada, enquanto que nas espécies de Gymnoglossum, a columela é ramificada. Em algumas espécies de Geastrum a columela aparece como uma extensão do pedúnculo na massa de esporos (a gleba).

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Fontes consultadas

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