Epigrama
Epigrama pode-se referir, em seu sentido mais restrito, a uma inscrição funerária criada na Grécia Clássica e que era utilizada como uma inscrição que se punha sobre um objeto mortuário como uma estátua ou uma tumba. Em sentido mais amplo, epigrama é "todo poema caracterizado pela brevidade e pela concisão, duas qualidades às quais se ligava frequentemente ― mas não necessariamente ― o humor, indo, às vezes, até à ironia mordaz”.
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Os mais antigos epigramas de que se tem notícia como os monumentos, túmulos e estátuas pertencem ao século VIII a. C, conforme pesquisas de López Férez (2000). Com o passar do tempo, o dístico elegíaco tornou-se o esquema métrico mais comum do gênero e passou a ser o metro típico desses epitáfios e ex-votos. Com os combates bélicos, já no período clássico grego, esses tipos de inscrições tornaram-se muito comuns devido às homenagens que eram prestadas nos túmulos dos combatentes mortos. Os epigramas mais antigos carecem de indicação de autor, mas o primeiro epigramista que foi noemado é Íon de Samos (lón de Samos ou Íon of Samos, conforme a língua), que viveu no século VIII a.C.; o epigrama está inscrito na estátua consegrada por Lisandro para comemorar a captura de Atenas. No período helenístico, o epigrama continuou mantendo a sua brevidade como principal característica, mas se libertou de sua finalidade prática e de sua vinculação com as inscrições tumulares, conforme o trabalho de Gian Biagio Conte (1994). Assim, o epigrama deixou de ser inscrição, circunscrito a epitáfio e às dedicatórias e ampliou a sua temática abrigando todos os assuntos possíveis.
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Existem diversos poemas escritos sobre a forma de epigrama, como por exemplo: o satírico Epigrama de Stalin, do poeta Osip Mandelstam, que descreve o clima de medo sob o autoritarismo da União Soviética. A maioria dos epigramas gregos antigos pode ser encontrada na Antologia Palatina. Além dos gregos, destacaram-se na composição de epigramas os romanos Marco Valerio Marcial e Catulo: (Eu odeio e amo. Porque o faço, perguntas porventura. Não sei, mas sinto que acontecer e sofro.)


