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Epidemia

Epidemia se trata da ocorrência de uma determinada doença em um número maior do que o esperado para determinada doença, levando em consideração o local, época do ano, estação climática, número de indivíduos infectados nos últimos tempos, ou seja, se o número de casos esperados de determinada doença for "X", só se torna uma epidemia se na mesma época do ano e local ocorrer X+(N) casos, sendo "N" qualquer número vindo a ultrapassar a quantidade média de casos para o determinado local.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Doença epidêmica

Imagem: Eneas · BY · Openverse

O número de casos indicativos da presença de uma epidemia devido a um agente transmissível varia de acordo com o agente, dimensão, tipo e estado imunitário da população exposta, experiência ou falta de experiência prévia com o agente responsável e com o tempo, local, forma de ocorrência e seu comportamento na população. Uma das formas para se dizer se uma determinada doença é epidêmica ou endêmica, baseia-se na seguinte equação: Para sua utilização é necessário conhecer a incidência de uma determinada enfermidade em um determinado espaço de tempo, que condiga com seu comportamento em uma determinada população. Técnica esta utilizada em bioestatística sob circunstâncias rigorosas. Para exemplificar, toma-se uma doença X, que tem sua incidência medida de ano em ano. Se o número de casos que ocorreram no ano atual superar o valor da "incidência máxima esperada", se tem um caso epidêmico, se for inferior, se tem um caso endêmico.

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Interação parasita

Imagem: Eneas · BY · Openverse

Ao longo do tempo a relação entre agente e hospedeiro tende a mudar depredatória (favorecendo o agente) para comensal (que não favorece nem um nem outro). Com o tempo e um ambiente estável a ocorrência de doença passa de epidêmica para endêmica e depois para esporádica. No estado natural o hospedeiro mais resistente tem maior probabilidade de sobrevivência. Do ponto de vista ecológico a produção de doença e a morte não favorece a perpetuação do agente. Portanto, a seleção natural favorece os microorganismos menos patogênicos. A raiva e a Peste bovina são exceções à regra. Para exemplificar o que foi dito, pegamos o vírus da mixomatose intencionalmente introduzido na Austrália para controlar os coelhos provocou uma mortalidade elevada (80% a 90%). Depois de alguns anos verificou-se que a taxa de fatalidade inicial de 99% passou para 90% e o tempo entre a infecção e a morte aumentou. Em 15 anos a população de coelhos chegou aos 20%.

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Surtos epidêmicos em Portugal e nas regiões lusófonas

Imagem: Eneas · BY · Openverse

A peste actualmente, e de modo correcto, significa uma doença infeciosa causada pela bactéria Yersinia pestis, no entanto a denominação utilizada nos relatos antigos de doenças infecciosas por contágio direto ou indireto era "peste". Além dessa utilização abrangente da palavra, não era também diferenciado entre epidemia (surto numa comunidade ou região) e pandemia (surto espalhado por outros países ou continentes). Na cidade de Lisboa principiou a 7 de Junho e «Nos dias 10, 11 e 12 de julho, na maior força da peste, espalhou se em Lisboa, que no dia 13 d'esse mez se subverteria a cidade [amotinação popular]. Foi tal o terror, que Lisboa ficou quasi deshabitada, fugindo tudo e cobrindo 7 ou 8 léguas em redor, porque não havia casas para tanta gente. Morreu grande numero de pessoas não só da peste, mas também de fome, sêde e outras calamidades.». A desolação foi tão grande que «Cresceu a herva pelas ruas a grande altura: os mortos não cabiam nas egrejas, sendo preciso abrirem-se vallas pelos campos, enterrando-se em cada uma aos 50 e 60. Estavam os defuntos amortalhados às portas das casas, dois e trez dias, sem haver quem os levasse á sepultura. De um instante para outro cahiam mortos os que estavam de pé e vivos; e amanheciam defuntos os que se tinham deitado sãos. As terras visinhas, em que a peste não era tão intensa e geral, não queriam communicar com Lisboa, o que causou um novo flagello — a fome — de que morreram muitas pessoas. Só no fim do mez de outubro é que cessou [o pico de] esta horrorosa epidemia.»

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