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Metropolitano de Lisboa

Metropolitano de Lisboa, E. P. E. (ML) MHIH é o sistema de metropolitano da cidade de Lisboa, em Portugal. Foi criado por escritura pública de 26 de janeiro de 1948 e inaugurado em 29 de dezembro de 1959, tornando-se assim na primeira rede de metropolitano do país. É constituído por quatro linhas com 56 estações, seis das quais duplas, numa extensão total de 44,5 km.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/08/2026
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História

Em 2000 iniciou-se a exploração com composições de seis carruagens na Linha Azul e na Linha Amarela, o que originou o afastamento das ML7, dado que só comportavam quatro carruagens atreladas. Depois de 40 anos ao serviço, as duas primeiras carruagens desta série viriam a ser preservadas e restauradas. A quebra de oferta que se seguiu foi complementada com a entrada em circulação de um novo lote, denominado ML99, composto por 20 unidades triplas, ou seja, por 60 carruagens, numeradas de M-601 a M-660. Face à série anterior, os novos comboios possuem baterias que asseguram a iluminação e ventilação no caso de a corrente falhar e uma melhor insonorização. Entretanto, uma vez que em 2001 se começaram a verificar avarias constantes nas ML79, foi encomendado um segundo lote das ML99, constituído agora por 18 unidades triplas, ou por 54 carruagens, tendo em vista o afastamento das ML79. Assim sendo, em 2002, com a receção do segundo lote das ML99, numerado de M-661 a M-714, e com a saída de circulação de todas as ML79, o número de carruagens do Metropolitano de Lisboa ficou estabilizado nas 339: 57 ML90, 114 ML95, 54 ML97 e 114 ML99. Todavia, uma vez que, ainda nesse ano, uma ML99 galgou uma proteção no PMO II, a sua inutilização fez na verdade cair a disponibilidade do parque de material circulante para 338 carruagens.

A Ideia

Desde 1888 que se pensava em construir um sistema de caminhos de ferro subterrâneo na cidade de Lisboa, à semelhança das que já existiam em Londres, Budapeste e Glasgow, e da que estava a ser construída em Paris. A ideia foi apresentada pelo engenheiro militar Henrique de Lima e Cunha, que havia publicado na revista Obras Públicas e Minas o projeto de uma rede com várias linhas que poderia servir a capital portuguesa. Mais tarde, já na década de 1920, Lanoel d’Aussenac e Abel Coelho em 1923, e José Manteca Roger e Juan Luque Argenti em 1924, apresentaram os seus projetos para um sistema de metropolitano em Lisboa, mas ambos foram rejeitados. Após a Segunda Guerra Mundial, na qual o país se manteve neutro, a retoma da economia nacional e a ajuda financeira do Plano Marshall deram um forte impulso para o início da construção do metro. Foi constituída uma sociedade a 26 de janeiro de 1948, que tinha como objetivo o estudo da viabilidade técnica e económica de um sistema de transporte público subterrâneo na capital.

Década de 1950

Em agosto de 1955 iniciou-se a construção dos troços Sete Rios — Rotunda (2,8 km) e Entre Campos — Rotunda (2,7 km). Ambos se intersectavam na Rotunda, onde seria criado o famoso Y da Rotunda, de onde partia um tronco comum, Rotunda — Restauradores (1,1 km). Em 29 de dezembro de 1959, após mais de quatro anos de trabalhos, foi aberto ao público o Metropolitano de Lisboa. Todas as estações, à exceção do nó da Avenida, assinada por Rogério Ribeiro, tinham intervenções plásticas de Maria Keil.[carece de fontes?] Das 11 estações inauguradas, apenas Sete Rios, Entre Campos, e Rotunda detinham um cais com 70 m de comprimento, o que permitia acolher quatro carruagens. Todos os outros nós (Palhavã, São Sebastião e Parque no primeiro troço, Campo Pequeno, Saldanha e Picoas no segundo e Avenida e Restauradores no tronco comum) possuíam apenas cais com 35 m de comprimento, o suficiente para receber comboios de duas carruagens. O Parque de Material e Oficinas (PMO) situava-se em Sete Rios e era acedido através da estação da Palhavã. Os comboios que circulavam na rede tinham apenas duas carruagens. Nesta época, o Metropolitano de Lisboa tinha ao seu dispor 24 unidades da série ML7, construídas pela Sorefame, com a configuração motora-motora, e numeradas de A-1 a A-24.[carece de fontes?]

Década de 1960

Em maio de 1960 arrancaram as obras de prolongamento até à estação do Rossio, inaugurada em 27 de janeiro de 1963. A extensão inaugurada acrescentava 500 m à rede do Metropolitano de Lisboa. O novo nó já tinha um cais com 70 m de comprimento. Três anos mais tarde, em 28 de setembro de 1966, foi aberta ao público uma nova extensão, desta vez entre o Rossio e os Anjos. A rede era aumentada em 1,5 km com a entrada em funcionamento de três novos nós: Martim Moniz, Intendente e Anjos. Todas estas estações detinham um cais com 35 m de comprimento.

Década de 1970

Em 18 de junho de 1972 foi inaugurado o troço Anjos — Alvalade, que possuía cinco novas estações: Arroios, Alameda, Areeiro, Roma e Alvalade, todas dotadas de cais com 70 m de comprimento. Com este troço, a rede cresceu mais 3,4 km e possuía agora 20 nós, dos quais 19 tinham intervenções plásticas de Maria Keil. Ao longo da década de 1970 começaram a ser ampliados os nós do Metropolitano de Lisboa. Em 1973 o cais da estação Entre Campos foi ampliado para 105 m. Simultaneamente, foram instituídos os "comboios rápidos", que faziam o percurso Jardim Zoológico — Marquês de Pombal e Entre Campos — Marquês de Pombal sem parar nas estações intermédias. Todavia, a contestação fez o Metropolitano de Lisboa abolir esta medida rapidamente.

Década de 1980

Ao longo da década de 1980 foram arrancando novos prolongamentos, a começar pelo de Alvalade às Calvanas, em 1980. Mais tarde, foi também iniciada a frente de obra de Jardim Zoológico ao Colégio Militar / Luz, em 1982, e depois a das Calvanas ao Campo Grande, em 1983. Também no ano seguinte viria a arrancar a construção do empreendimento de Entre Campos ao Campo Grande, estação designada por Cruz Norte, numa época em que já se havia abandonado o projeto de edificar um nó nas Calvanas. O PMO II começava também a ser construído perto do Campo Grande. Em 1982 concluíram-se as obras de ampliação de todos os nós da rede. Assim sendo, os cais dos nós Campo Pequeno, Picoas, Avenida, e Anjos foram alargados para 105 m depois de já terem sofrido uma intervenção alguns anos mais cedo. Por seu turno, as estações Parque e Martim Moniz viram o seu cais alargado dos 35 para os 105 m, de uma só vez. Desta forma, a exploração com comboios de duas carruagens cessou definitivamente a partir de 30 de novembro de 1982, razão pela qual agora circulavam somente comboios de quatro carruagens. Apesar de todas as estações poderem já receber comboios de quatro carruagens, os nós Jardim Zoológico, Marquês de Pombal, Rossio, Arroios, Alameda, Areeiro, Roma e Alvalade ainda não tinham um cais com 105 m de comprimento, razão pela qual seriam alvo de futuras intervenções.

Década de 1990

Em 1990 foi apresentado o Plano de Expansão da Rede (PER I), que previa os prolongamentos Rossio — Cais do Sodré e Restauradores — Baixa-Chiado. Era também contemplada a desconexão do Y da Rotunda e a extensão ao Rato, bem como o alargamento à Pontinha e a construção do PMO III nesse local. No ano de 1991, foram apresentados os protótipos da série ML90, numerados de M-201 a M-206. Eram então construídas as duas primeiras unidades triplas do Metropolitano de Lisboa, com a configuração motora-reboque-motora, tal como todas as seguintes, o que acrescentava em seis o futuro número de carruagens disponível. Note-se que apenas estas motoras possuem uma porta frontal à cabine de condução.

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Expansão da Rede

Projeto Atual

Em 14 de dezembro de 2016, foi anunciado o desejo de estender a Linha Amarela do Rato ao Cais do Sodré, o que implicaria a criação de duas novas estações: Estrela e Santos. A obra custaria 215 milhões de euros e deveria estar concluída em 2021. Esta intenção acabaria por ser confirmada cinco meses mais tarde, não apenas pelo Ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, como também pelo próprio Metropolitano de Lisboa. Com efeito, em 8 de maio de 2017, foi apresentado o Plano de Desenvolvimento Operacional da Rede, que prevê a construção de duas novas estações, uma na Estrela (localizado na calçada com o mesmo nome, junto ao antigo Hospital Militar e em frente à Basílica da Estrela) e outra em Santos (junto ao edifício do Batalhão dos Sapadores de Lisboa), até 2022. Uma vez que ambas as estações serão edificadas entre duas estações já existentes (Rato e Cais do Sodré), tanto a Linha Amarela como a Linha Verde sofrerão alterações no seu traçado: enquanto a primeira deverá passar a terminar em Telheiras, a segunda deverá agregar o troço da atual Linha Amarela compreendido entre as estações do Campo Grande e do Rato, tornando-se assim circular. Avaliada em 216 milhões de euros, a criação da linha circular exigirá a realização de obras a céu aberto entre Santos e o Cais do Sodré e ainda um extenso trabalho de modificação da estação do Campo Grande.

Projetos Planeados

Após a conclusão dos projetos em curso, o Metropolitano de Lisboa deverá focar-se no prolongamento da Linha Amarela, com um percurso já encurtado devido à criação da Linha Circular (Linha Verde). Este prolongamento, com um traçado não inteiramente definido, irá levar a Linha Amarela até à zona de Benfica, contando com 3 novas estações: São Francisco (na Praça de São Francisco de Assis, servindo não só o Bairro da Horta Nova como a Quinta dos Inglesinhos, o LISPOLIS e uma parte do Bairro Padre Cruz), Colégio Militar / Luz (onde fará a correspondência com a Linha Azul e com o terminal rodoviário) e Benfica (junto ao Palácio Baldaya). Grande parte da contestação a este prolongamento prende-se com a inexistência de uma ligação à Estação Ferroviária de Benfica, em detrimento de uma localização mais central da estação terminal. No entanto, o próprio traçado ainda não é definitivo e, como tal, poderá ser drasticamente modificado numa versão final.

Projetos Abandonados

A 17 de julho de 2009, foi apresentado em Lisboa, por Ana Paula Vitorino, Secretária de Estado dos Transportes do XVII Governo Constitucional de Portugal, o projeto de expansão das linhas Amarela e Vermelha para servir os concelhos de Odivelas e Loures. Esta expansão contaria com sete novas estações, cinco na Linha Amarela (Codivel, Santo António, Torres da Bela Vista / Frielas, Loures e Infantado) e duas na Linha Vermelha (Portela e Sacavém). Estas duas extensões para norte e nordeste da Cidade de Lisboa teriam um custo aproximado de 565 milhões de euros e deveriam estar prontas em 2014 e 2015. A 30 de julho de 2009, uma nova apresentação expôs o projeto de expansão da Linha Azul para o interior do concelho da Amadora. Esta extensão representava um investimento de 214 milhões de euros, e consistia no prolongamento da linha em 2,5 km, com três novas estações: Atalaia, Amadora Centro e Hospital. Esta apresentação preconizava ainda parques de estacionamento periféricos nas estações Hospital, Infantado e Sacavém.

Linha das Colinas

Estudou-se também a criação da Linha das Colinas, a executar apenas a muito longo prazo. Construída de raiz, a quinta linha do Metropolitano de Lisboa uniria os bairros históricos da cidade, entre Campo de Ourique e Santa Apolónia. O objetivo passaria por alcançar áreas ainda não servidas pela rede do Metropolitano de Lisboa, em que o acesso em transporte individual se revela insuficiente e sem capacidade e em que as carências de estacionamento são significativas. Atravessando as quatro linhas já existentes, a Linha das Colinas teria 8,5 km de extensão e contaria com 16 estações: Campo de Ourique (Linha Vermelha), Estrela (Linha Amarela), São Bento, Academia das Ciências, Príncipe Real, Avenida (Linha Azul), Campo Mártires da Pátria, Gomes Freire, Estefânia, Arroios (Linha Verde), Paiva Couceiro, Penha de França, Sapadores, Graça, Cerca Moura e Santa Apolónia (Linha Azul). Este traçado corresponde ao da Linha III prevista no plano original do Metropolitano de Lisboa, ainda na década de 1950.

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Infraestrutura

Via

A circulação das composições que fazem serviço no Metropolitano de Lisboa é feita exclusivamente em ferrovia pesada em canal exclusivo, ou seja, sem partilha de via com outros serviços, e rigorosamente isolado, ou seja, sem passagens de nível nem qualquer acesso pedonal, maioritariamente subterrâneo. A maior parte dos túneis albergam via dupla, sendo que alguns segmentos apresentam as duas vias em galerias separadas. A via é de carril clássico em bitola internacional (1435 mm), contando com um terceiro carril para alimentação ao material circulante, feita por contacto simples na sua face superior, que corre paralelo ao binário, exterior a este, num dos lados da via, eletrificado a 750 V (c.c.). Este está presente ao longo de toda a rede uma vez que o material circulante não tem autonomia para arranque. Para garantir uma maior segurança, nas estações o terceiro carril encontra-se do lado oposto do respetivo cais, no centro das vias de circulação.

Linhas e Estações

Atualmente, o Metropolitano de Lisboa conta com 56 estações, 6 delas duplas, em 4 linhas.

Tráfego

As 10 estações com maior movimento de passageiros em 2017 totalizaram 128,5 milhões de validações, representando um crescimento de 5% (6,1 milhões de validações), face às 10 estações com maior movimento em 2016. Todas estas estações apresentaram crescimentos face ao ano anterior, destacando-se as estações Colégio Militar / Luz e Cais do Sodré com acréscimos de 9% e 7% respetivamente. Durante o ano de 2019, no período pré-pandémico, foi transportado um valor recorde de 173 milhões de passageiros, valor que reduziu em 50,7% para 85,6 milhões de passageiros em 2020 em consequência da Pandemia de COVID-19. Em 2021 foram transportados 81,3 milhões de passageiros, menos 5,1% do que em 2020 e menos 53,2% do que em 2019.

Material circulante

Desde a sua inauguração, já foram utilizados pelo Metropolitano de Lisboa 6 séries distintas de composições, 4 delas ainda em circulação, encontrando-se em fase de testes uma sétima série e em fase de concurso uma oitava série: Até fevereiro de 2012, apenas circulavam na Linha Verde composições das séries ML90 e ML95. Tal se devia à limitação de tamanho de algumas estações desta linha, as quais apenas comportavam comboios de 4 carruagens. Apesar de todas as composições funcionarem originalmente como unidades triplas, os comboios de 4 carruagens eram obtidos recorrendo a duplas de composições das séries já referidas, às quais eram retirados os reboques intermédios.

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Viagem

Horário de Operação

O Metropolitano de Lisboa opera diariamente entre as 06h30 (o primeiro comboio parte das estações terminais às 06h30) e a 01h00 (o último comboio parte das estações terminais à 01h00). Em 2026, iniciam-se testes com operação iniciando às 5h30, com implementação oficial em janeiro de 2027 caso seja decidida a adoção. No entanto, os átrios secundários de algumas estações praticam horários mais reduzidos.

Zonamento

Em 2004, a rede do Metropolitano de Lisboa ultrapassou pela primeira vez os limites administrativos do concelho de Lisboa: enquanto a Linha Amarela alcançou a estação de Odivelas, a Linha Azul atingiu os nós de Alfornelos e da Amadora Este. Doze anos depois, em 2016, esta última linha foi novamente prolongada, agora para a estação da Reboleira. Este facto levou à criação de um novo tarifário que dependia de zonas, até então desnecessário. Foi estabelecido um sistema de "coroas urbanas", ficando Lisboa na Coroa L e as novas estações numa coroa adicional, fora da primeira, denominada Coroa 1. Desta forma, um passageiro que viajasse na Linha Azul na direção Santa Apolónia — Reboleira, ou vice-versa, teria de comprar um bilhete de duas zonas, se passar para lá da estação da Pontinha. O mesmo sucedia na Linha Amarela, no sentido Rato — Odivelas, ou vice-versa, se passasse para lá do nó do Senhor Roubado.

Cartões e Bilhetes

Até meados dos anos 1990 foram utilizados diversos tipos de cartões passivos em cartolina impressa, com numeração individual e passíveis de obliteração manual ou eletromecânica. A rede do Metropolitano de Lisboa dispõe de uma vasta gama de títulos de transporte que permitem várias modalidades de transporte de passageiros. Para clientes que utilizam com pouca frequência os serviços prestados pelo Metropolitano de Lisboa, está disponível o cartão Navegante Ocasional, existindo ainda o cartão Navegante Personalizado para o carregamento de títulos mensais. O cartão 7 Colinas era um suporte sem contacto para carregamento de títulos de transporte ocasionais das empresas transportadoras aderentes. Foi substituído pelo cartão VIVA Viagem, o qual ofereceu não só um novo design como uma maior resistência a danos.

Tarifas

Devido à política de coroa única para títulos ocasionais, o bilhete simples do Metropolitano de Lisboa permite viajar entre quaisquer estações. Os títulos ocasionais terão de ser carregados num cartão Navegante Ocasional ou pagos utilizando um cartão bancário contacless diretamente nos validadores dos canais de acesso, existindo diversas modalidades dependendo das necessidades de transporte do utilizador. Os passes, carregados num cartão Navegante Personalizado, apresentam uma abrangência da rede dependente do município pretendido ou uma abrangência total no caso dos passes válidos em toda a Área Metropolitana de Lisboa. De forma a simplificar a oferta tarifária, a 1 de julho de 2025 foi descontinuada a modalidade pós-paga Viva Go. Esta permitia o pagamento de viagens utilizando o cartão bancário após adesão ao serviço numa caixa Multibanco, associando o mesmo ao cartão de transporte. Esta modalidade de pagamento foi substituída pela utilização do cartão bancário sem necessidade de adesão prévia a qualquer serviço. De igual forma o cartão de débito Caixa VIVA foi também descontinuado.

Acessibilidade

O Metropolitano de Lisboa tem vindo progressivamente a dotar as suas estações de equipamentos mecânicos, com o objetivo de facilitar o acesso à rede dos Passageiros de Mobilidade Reduzida (PMR). Atualmente, 49 das 56 estações do Metropolitano de Lisboa encontram-se totalmente acessíveis através da instalação de elevadores, escadas rolantes, tapetes rolantes ou plataformas elevatórias ou da incorporação de rampas. De forma a facilitar o planeamento atempado de viagens, o Metropolitano de Lisboa apresenta na sua página informações relativas à disponibilidade operacional dos elevadores das estações. Até ao final de 2025, o Metropolitano de Lisboa contava concluir a instalação de elevadores nas estações Intendente, Martim Moniz e Praça de Espanha, intervenções que se prolongaram para o ano seguinte. Até 2027 também as estações Alto dos Moinhos, Anjos, Avenida, Jardim Zoológico e Laranjeiras passarão a ter elevadores instalados, elevando para 55 o número de estações totalmente acessíveis e tornando a estação Parque a única sem acessibilidade plena. Entre 2026 e 2029 está planeada a substituição de elevadores em 21 estações: Alfornelos, Alvalade, Amadora Este, Ameixoeira, Bela Vista, Cabo Ruivo, Carnide, Lumiar, Odivelas, Olaias, Oriente, Pontinha, Quinta das Conchas, Rato, Restauradores, Roma, Rossio, Santa Apolónia, Senhor Roubado, Telheiras e Terreiro do Paço.

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Instalações artísticas

Em abstrato, espera-se que a combinação entre a arquitetura e as intervenções plásticas das estações de metropolitano incremente o bem-estar dos passageiros e que os incentive mesmo a viajar. O Metropolitano de Lisboa é um dos sistemas de metropolitano a nível mundial em que a arte se encontra mais bem representada. Com efeito, a preocupação de atenuar a transição entre a superfície e o ambiente subterrâneo que habitualmente caracteriza as estações foi encarada como uma prioridade desde os primórdios do Metropolitano de Lisboa. Na década de 1950, Francisco Keil do Amaral idealizou um modelo de estação-tipo, que moldou as 20 primeiras estações da rede, inauguradas entre 1959 e 1972. Embora firmes, as linhas arquitetónicas mostravam-se sóbrias, muito ao gosto do regime à época vigente em Portugal. Por seu turno, as intervenções plásticas ficaram a cargo de Maria Keil, que se socorreu dos seus característicos padrões geométricos para ilustrar 19 das 20 primeiras estações da rede.[nota 5] Estas suaves intervenções plásticas apresentavam-se essencialmente nas escadas que asseguravam a ligação entre os átrios e o cais de cada nó. A artista plástica criou toda a sua obra em azulejo, nas oficinas da Fábrica Viúva Lamego, o que permitiu valorizar um suporte que até então quase se resumia a aplicações menos importantes.

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Fontes consultadas

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