Engenharia florestal
Engenharia florestal ou engenharia silvícola é o ramo da engenharia que visa à produção de bens oriundos da floresta ou de cultivos florestais, através do manejo de áreas florestais para suprir a demanda por seus produtos.
Silvicultura
O engenheiro florestal ou engenheiro silvicultor possui a capacidade de gestão da produção florestal através da silvicultura. Para tanto, conhecimentos profundos nas áreas de engenharia econômica e gestão da produção, bem como em diversas áreas da administração, são necessárias.
Manejo Florestal
O termo "manejo" pode ser definido como sendo o gerenciamento dispensado a um povoamento florestal, o qual interfere nas condições ambientais em prol do desenvolvimento da floresta, ou de um cultivo florestal, ou também como sendo a administração de uma empresa florestal. Relaciona-se à administração dos benefícios diretos e indiretos proporcionados pela floresta ou pela cultura florestal. O manejo de florestas, ou de cultivos florestais, deve englobar um conjunto de procedimentos e técnicas que assegurem:
Gestão Ambiental
Tem um conceito muito amplo, mas, na área da engenharia florestal, relaciona-se ao desenvolvimento sustentável da produção rural e o meio ambiente. O objetivo maior da gestão ambiental deve ser a busca permanente de melhoria da qualidade ambiental dos serviços, produtos e ambiente de trabalho de qualquer organização pública ou privada. A engenharia florestal atua nas atividades das unidades de conservação, principalmente em órgãos públicos, como o Instituto Ambiental do Paraná.
Tecnologia de Produtos Florestais
O engenheiro florestal também atua na interface entre a produção de bens florestais (madeireiros e não madeireiros) e o seu processamento, analisando a influência da qualidade da matéria-prima produzida na floresta e nas culturas florestais sobre o seu processamento industrial e sobre a qualidade dos produtos obtidos. Entre os produtos madeiráveis, destacam-se a madeira para serraria, celulose, madeira tratada etc. Entre os não madeireiros, destacam-se óleos essenciais, extrativos químicos, ecoturismo etc.
História
Em 1960, foi criada a Escola Nacional de Florestas, primeira do ramo no Brasil, instalada primeiramente em Viçosa, em Minas Gerais, e transferida para Curitiba, no Paraná em 14 de novembro de 1963ː atualmente, é o curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Paraná - UFPR. No mesmo ano de 1963, foi criada a Escola Superior de Florestas em Viçosa, atualmente o curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa. O período inicial de funcionamento do curso, de 1961 a 1969, foi caracterizado pela existência do Convênio de Assistência das Nações Unidas, através da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, conhecido como "Projeto 52". De 1971 a 1982, vigorou, em Curitiba, o Convênio de Cooperação Técnica entre a Universidade Federal do Paraná e a Universidade Albert-Ludwig, em Freiburg na Alemanha. Foi durante este período que houve um efetivo desenvolvimento da Faculdade de Florestas de Curitiba em ensino, pesquisa e extensão florestal, incluindo a criação em 1973 do primeiro curso de pós-graduação a nível de mestrado em engenharia florestal do Brasil. Posteriormente, em 1982, foi, também, criado o primeiro curso a nível de doutorado em engenharia florestal do Brasil.
Graduação
O curso de engenharia florestal é, a princípio, dividido em três grandes áreas de conhecimento/atuaçãoː a área silvícola, a área ambiental e a área industrial madeireira. Em geral, cada curso de engenharia florestal tende para uma dessas áreas, isso conforme a realidade na qual o curso está inserido. Durante a formação, há a capacitação profissional para a atuação nas atividades que se referem ao uso sustentável dos recursos florestais (o aproveitamento do que as florestas podem oferecer para um uso em prol da humanidade), bem como a recuperação, manutenção e continuidade do ambiente florestal. Veja que na engenharia florestal é pensada a produção florestal integrada ao ambiente. Contudo é de suma importância saber que a engenharia florestal não forma militantes ambientais, e sim profissionais aptos na aplicação do conhecimento científico e da engenharia nas questões florestais.
Atribuições no âmbito da Engenharia Florestal
Segundo o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA), Resolução nº 1.010, Anexo II, de 22 de agosto de 2005.
José Bonifácio de Andrada e Silva foi o primeiro português (luso-brasileiro) a possuir estudos superiores florestais, obtidos na Alemanha, tendo desempenhado o cargo de intendente geral das Minas e Metais do Reino e sendo, nesse âmbito, responsável pelo ordenamento e gestão dos distritos florestais para abastecimento das minas e metalurgias. Projetou e dirigiu as primeiras ações sistemáticas de fixação e arborização de dunas móveis (na Costa de Lavos) e publicou um estudo fundador de política florestal, a "Memória sobre a Necessidade e Utilidade do Plantio de Novos Bosques em Portugal [...]". Mais tarde, novos técnicos são formados na Alemanha (Tharandt) e em França (Nancy), desempenhando funções tanto na administração pública florestal (na Administração Geral das Matas do Reino [a partir de 1824], nas circunscrições florestais da Direcção Geral do Comércio e Indústria [a partir de 1852] e nos Serviços Florestais da Direcção Geral da Agricultura [a partir de 1886]), como nas explorações agroflorestais privadas, dominantes em Portugal continental. Destacam-se, entre estes, Adolfo Frederico Möller, Bernardino Barros Gomes, Joaquim Ferreira Borges ou José Lopes Vieira.
Atribuições no âmbito da Engenharia Florestal
A partir da década de 1970, com a criação de mais cursos superiores florestais em diversas universidades e institutos politécnicos, em Portugal a "engenharia silvícola" passou a ser preferencialmente referida como "engenharia florestal", existindo na Ordem dos Engenheiros portuguesa um Colégio Florestal, onde se encontram definidos os atos próprios da Engenharia Florestal: 1.1 Planeamento e ordenamento do território (PROT, PDM)* 1.2 Planeamento e ordenamento florestal (PROF)* 2.3 Auditorias e certificação da gestão florestal sustentável* 2.4 Instalação e gestão de espaços florestais (incluindo urbanos)* 2.7 Avaliações florestais periciais e inspeções de projetos florestais*
Instituições de ensino superior portuguesas que oferecem cursos na área da Engenharia Florestal
Segundo a Direção-Geral do Ensino Superior, hoje em dia existem os seguintes cursos superiores de engenharia florestal,


