Engenharia clínica
A engenharia clínica é um campo do conhecimento que deriva da engenharia biomédica e elétrica e que foca na gestão de tecnologias de saúde, usando conhecimentos de engenharia e técnicas gerenciais para proporcionar uma melhoria nos cuidados dispensados ao paciente.
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A Central de Equipamentos é uma estrutura física dentro do EAS que acondiciona equipamentos de reserva que serão solicitados pelos setores assistenciais cobertos diante de uma necessidade especial. Sua equipe é formada, na maioria das vezes por profissionais de enfermagem que agem em todos os plantões dando suporte ao recolhimento de equipamentos sob suspeita de falha e no fornecimento, em condição de empréstimo, de recurso reserva ou na orientação de ações contingenciais na falta daquele recurso. Como suporte, a engenharia clínica oferece à central de equipamentos os serviços de manutenção e gestão de tecnologia, podendo implantar ou não uma equipe dentro da central de equipamentos. A implantação de uma Central de Equipamentos pode ter diferentes motivações, dentre as mais comuns está a necessidade de reunir em um único local equipamentos e recursos que outrora ficavam sob a responsabilidade de cada setor assistencial, facilitando o acesso e poupando a energia gerencial destes setores para outras atividades. Outra motivação surge da percepção de que o profissional em engenharia clínica é pouco disponível no mercado para atuação em plantões, e que, neste caso, ter profissionais de enfermagem capazes de realizar testes funcionais pode representar enorme vantagem para a eliminação de problemas originados por descuido ou desconhecimento de procedimentos, principalmente em períodos noturnos e feriados.
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A engenharia hospitalar no Brasil reúne profissionais de engenharia focados na estrutura predial hospitalar, que na maioria das vezes demanda equipamentos não-médicos que podem ser encontrados em hotéis, por exemplo. No entanto, o profissional que atua com engenharia hospitalar tem um conhecimento mais aprofundado das regulamentações que orientam obras e espaços hospitalares, bem como age no controle de manutenção deste espaço. Embora no Brasil existam profissionais de engenharia que acumulam ambas as funções, tanto de engenharia clínica quanto de engenheiro hospitalar, pode-se dizer que, dada a complexidade associada a cada área de conhecimento e o ritmo da evolução tecnológica, o ideal para um EAS que visa afirmar seu potencial junto à comunidade em que atua seria manter profissionais dedicados de tal forma que exista um responsável técnico pela atuação quanto a gestão de tecnologia de equipamentos médico-hospitalares e outro quanto a gestão de infra-estrutura, atuando em harmonia dentro do estabelecimento hospitalar e integrando a comissão de compra ou a comissão ATS.
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A tecnologia de informação (TI) dentro dos hospitais tem desempenhado papel fundamental junto a gestão hospitalar ao suprir com dados mais precisos os administradores. Neste aspecto, a escolha de sistemas hospitalares (HIS) tem sido muito focada na questão do prontuário, nos controles de suprimentos e no faturamento, mas nem sempre contemplam plenamente a necessidade de gestão de tecnologia em engenharia clínica. Desta forma, torna-se muito importante o trabalho colaborativo entre a TI e a engenharia clínica no sentido de avaliar outras soluções complementares existentes no mercado, de modo a suprir as demandas de engenharia clínica sem comprometer a gestão hospitalar.
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Como a engenharia clínica atua diretamente com a seleção de tecnologias junto aos hospitais, e tendo em vista a necessidade crescente que vendedores e fabricantes enfrentam de melhorar a aceitabilidade de seus produtos no mercado, tem se tornado comum a incorporação de profissionais de engenharia clínica dentro destas empresas de modo análogo ao praticado pelos EAS. A contratação em si é ainda motivada pela percepção da necessidade de melhoria dos serviços prestados por tais empresas em assistência técnica, em estratégias de venda e de aluguel de equipamentos, em criação de material didático de treinamentos de novos usuários, na realização de calibrações e teste de desempenho - enfim, todas as atividades que venham a influenciar positivamente a decisão de um administrador hospitalar ou profissional de saúde na escolha dos serviços daquela empresa (na qual o profissional de engenharia clínica trabalha) em detrimento de outra concorrente.


