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Radiodifusão

Radiodifusão é a transmissão de ondas de radiofrequência que por sua vez são moduladas, estas se propagam eletromagneticamente através do espaço. É um meio de telecomunicação ao qual a maioria da população tem acesso como ouvinte. O receptor de rádio, por se tratar de um instrumento de baixo custo, pequeno porte e programações diversificadas, exerce uma maior incidência na vida diária das pessoas, tanto em zonas urbanas quanto rurais.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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História

Para o desenvolvimento da radiodifusão, contribuíram cientistas e técnicos de muitos países, com seus estudos sobre Electromagnetismo (eletromagnetismo) a partir do final do século XIX. Na época, já existiam dois meios de comunicação rápida e a longa distância: o telégrafo e o telefone, que enviavam sinais eletromagnéticos através de fios. Aleksander Stepanovitch Popov, Henry Bradwardine Jackson e Oliver Joseph Lodge, conseguiram em 1895 e 1896, transmitir sinais de rádio a pequenas distâncias. Guglielmo Marconi registrou em junho de 1896, em Londres, a primeira patente de um sistema de radiocomunicação, inventado com base em pesquisas anteriores de Michael Faraday, James Maxwell, Heinrich Hertz e outros. Marconi aproveitou o coesor de Edouard Branly, a antena de Aleksandr Popov e a sintonia desenvolvida por Oliver Lodge que permitia selecionar o recebimento de apenas uma frequência específica entre as inúmeras que podem ser captadas por uma antena.

O avanço da tecnologia

Com a invenção da válvula termiônica, foi possível melhorar a transmissão e reprodução do sinal de rádio. Começaram as emissões radiofônicas com mais qualidade. Em 1908, Lee De Forest realizou, do alto da torre Eiffel, uma emissão ouvida nos postos militares da região até Marselha. Um ano depois, a voz do tenor Enrico Caruso era transmitida do Metropolitan Opera House. Em 1916, De Forest instalou uma estação emissora experimental em Nova York. No final da primeira guerra mundial, a radiofonia já estava em pleno funcionamento no mundo inteiro.

As primeiras transmissões comerciais

Em novembro de 1919, foi inaugurada uma emissora de rádio regular em Rotterdam. Em 1920, inaugurou-se a primeira radiodifusora comercial, em Pittsburgh, Estados Unidos, com o prefixo KDKA. O transporte marítimo, que já vinha utilizando a radiotelegrafia desde o início do século XX, passou a utilizar também a radiotelefonia, além disto, começaram a surgir estações amadoras que transmitiam programas musicais. O interesse do público pelos receptores aumentou.

Era de ouro do rádio

Em 1922, por ocasião do Centenário da Independência do Brasil, foi inaugurada a radiodifusão brasileira, com a primeira transmissão realizada no Rio de Janeiro. No mesmo ano, nos Estados Unidos, surgiu a primeira emissora comercial, a WEAF, de Nova Iorque, criada pela companhia telefônica American Telephone and Telegraph (atual AT&T). A primeira emissora do Brasil foi a Rádio Sociedade, no Rio, fundada por Roquette Pinto e Henrique Morize. Em um Brasil ainda sem televisão, viveu-se a época do auge do sucesso desse meio de comunicação, a chamada Era do Rádio, onde nomes famosos, como o do gaitista Maurício Einhorn começaram a destacar-se (Revista Veja, 2.11.2005, pág.114).

A disseminação pelo mundo

Na década de 1920, vários países montaram transmissores de rádio, como Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, Reino Unido, França, Itália, Japão, Noruega, Portugal, Suíça, Checoslováquia e União Soviética. A partir das primeiras emissões de rádio, começaram a ser notados os primeiros fenômenos de radiopropagação. Ainda não se sabia da influência da ionosfera e da troposfera na propagação das ondas de rádio, e nem se conheciam os efeitos de reflexão ionosférica, espalhamento e canalização. Os fenômenos de radiopropagação começaram a empolgar técnicos e engenheiros, pois as emissoras de então, começaram a receber correspondências de que estavam sendo captadas em cidades e países distantes. O que de certa forma, acelerou as pesquisas e ajudou a disseminar mais ainda a radiodifusão.

O caos nos Estados Unidos

As frequências das emissoras de rádio foram regulamentadas pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos que passou a determinar as horas em que podiam operar. Houve contestação, o caso foi aos tribunais em 1924, o Departamento de Comércio perdeu a questão. O espectro se transformou num caos que durou por três anos. Em 1927 o congresso americano foi obrigado a intervir criando uma comissão federal de radiocomunicações, que regulamentou o sistema.

Décadas de 1930 e 1950

Entre as décadas de 1930 a 1950, o rádio viveu sua chamada Era de Ouro, como o principal meio para divulgação de informações, artistas e talentos, junto ao Cinema. A autorização do governo Vargas para a veiculação de publicidade no rádio, em 1932, deu ao novo meio um impulso comercial e popular. No mesmo ano, o governo começou a distribuir concessões de canais a indivíduos e empresas privadas. Em 1934, surgiu a Rádio Mayrink Veiga, no Rio de Janeiro, uma das mais importantes do país pelas três décadas seguintes. No ano seguinte, foram criadas a Rádio Jornal do Brasil e a Rádio Tupi, duas emissoras históricas que existem até hoje. Em 1936, aparece a Rádio Nacional, que liderou audiência por 20 anos e transformou os padrões de linguagem do rádio brasileiro.

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Educação a distância

Devido à facilidade de acesso, à ampla cobertura e à flexibilidade, o rádio oferece inúmeras possibilidades para a educação a distância no desenvolvimento de programas de educação formal e não formal. Ao utilizar esse recurso aliado às escolas públicas, amplia-se a capacidade de estratégias criativas para uma educação de qualidade chegar o mais longe possível. Esse veículo de comunicação tem como característica seu apelo da fala direta com o público, o contato íntimo entre o ouvinte e o locutor. O rádio cria a oportunidade para uma identificação mútua com a população, integrando-se à rotina cotidiana do ambiente familiar da comunidade, com grande potencial de mobilização e divulgação. Assim, motivado pela cultura da oralidade, pelo seu grande poder de penetração nas áreas rurais - grande parte sem acesso a energia elétrica - e pelos custos mais baixos em relação a outros meios, o rádio é ainda o principal meio de comunicação, justificando-se seu grande potencial de parceria pela educação.

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Funcionamento

As antenas receptoras após captar os sinais de radiofrequência, enviam-nos através da linha de transmissão ao receptor que os amplifica, sintoniza, demodula o áudio, detecta, pré-amplifica, amplifica novamente, e converte-os à som através dos alto-falantes. A faixa mais usada no mundo para a radiodifusão é a das ondas médias. Segundo a regulamentação internacional vai de 535 a 1 650 kHz. Na Europa, em especial, são usadas as ondas longas. Estas alcançam distâncias maiores que as atingidas pelas ondas médias. Podem chegar até 500 km, isto permite a uma só emissora de grande potência cobrir todo o território de muitos países. A faixa vai de 150 a 285 kHz. As emissoras que pretendem atingir grandes distâncias (mil a vinte mil quilômetros) transmitem sinais na faixa das ondas curtas. Concedidas aos serviços de radiodifusão, as ondas curtas denominam-se também faixas de alta frequência (HF).

Rádio digital

A rádio digital é uma alternativa recente para a comunicação que permite que as transmissões por FM tenham qualidade de CD e as transmissões por AM tenham qualidade semelhante às FM tradicionais. Apesar dos testes com o modelo de transmissão IBOC (In Band On Channel), o padrão ainda não está definido. Por enquanto, as empresas realizam transmissões em analógico e digital para observar vantagens e problemas desta alternativa. Segundo estimativas da Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo, toda a malha de receptores de rádio será atualizada para o formato digital em dez anos. Ou seja, durante este período ocorrerá o simulcasting para que todas as pessoas possam ter condições de adquirir um aparelho de rádio digital.

Sistemas de modulação

O método mais usado na radiodifusão ainda é a Amplitude modulada (AM, ver: Rádio AM), que é a variação da amplitude da portadora dependente do áudio inserido no modulador (Misturador). O processo de Modulação em frequência modulada (FM, ver: Rádio FM), difere da modulação em amplitude, pois neste, a amplitude não varia. Nele, é a frequência do sinal que varia em função da variação da frequência de áudio, ou seja, o misturador, não soma e subtrai a tensão do sinal, e sim a frequência é que sofre um desvio para cima e para baixo da fundamental. As transmissões no modo de modulação em frequência FM em VHF, permitem uma recepção muito mais nítida, porque são menos afetadas pelo ruído. Devida frequência alta seu alcance é menor.

O que é uma estação de radiodifusão

Uma estação de radiodifusão se compõe de elementos ativos, circuitos moduladores, osciladores, e amplificador de potência. Todos integram a emissora, desde o estúdio, onde são gerados os programas ao vivo, ou em sistemas de reprodução, até chegar no parque de antenas através de linha de transmissão.

O estúdio de radiodifusão

O estúdio, onde é gerada a programação, é um sistema composto de diversas salas à prova de som, existem os mixers, ou misturadores, onde são harmonizadas as saídas das salas do estúdio e sala de controle para transmissão em cadeia se for o caso. Quando a estação transmissora encontra-se distante do estúdio, um circuito especial (Chamado link) faz o enlace das duas, geralmente em Ultra Alta Frequência, ou modernamente via satélite. Nas salas do estúdio estão os microfones, estes captam os sons emitidos, vozes, músicas ao vivo, etc. São enviados aos equipamentos de mixagem e editoração, depois aos pré-amplificadores, amplificadores, moduladores, estágios de potência e finalmente às antenas, para ser irradiados em forma de ondas eletromagnéticas, capazes de viajar pelo espaço a longas distâncias. A onda de radiofrequência é a chamada onda portadora, no caso do AM, ou FM, pois em SSB não existe portadora, embora comumente não se use portadora suprimida para transmissão de radiodifusão.

O espectro eletromagnético

O espectro de radiofrequência é dividido arbitrariamente em várias faixas**: As porções do espectro Eletromagnético alocadas para fins de radiodifusão, foram distribuídas de acordo com critérios rigorosamente técnicos, estas dividem o serviço com outras modalidades, por exemplo: auxílio para a navegação aérea, telemetria, comunicação telefônica, radares, satélites artificiais, estudos científicos, etc. Cada emissora de rádio opera numa frequência determinada por Agências reguladoras (No caso do Brasil, quem regula estas frequências é a ANATEL) para evitar o fenômeno da interferência mútua.

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Rádio por país

Portugal

Em Portugal o espectro radiofónico nacional é dividido pelo Grupo Renascença Multimédia (Rádio Renascença e RFM), pela RDP (Antena 1, Antena 2 e Antena 3) e pela Rádio Maria. Em termos regionais, duas rádios que já são ouvidas, através de parcerias em todo o território, TSF Rádio Notícias e M80. E as rádios locais, várias. Entre elas a Rádio Voz de Alenquer (93,5 FM - 100,6 FM), a Rádio Pernes - Santarém (101,7 FM), a Rádio Seixal, a Rádio Festival e a Rádio Amália (92,0 FM - 100,6 FM) destacam-se pela grande aposta na música portuguesa. Em outro posto do espectro posicionam-se novas formas de Rádio já presentes em Portugal, como é o caso das Rádios Online, que operam para todo o mundo mas sendo ouvidas através da internet, como é o caso da Noite FM e Rádio Zero, ambas sediadas em Lisboa, ou ainda do Grupo Marcante de comunicação, dos Açores, com quatro canais disponíveis online.

Rádio no Brasil

De acordo com dados da Kantar IBOPE Media, 89% dos brasileiros que residem em uma das 13 principais regiões metropolitanas do Brasil ouvem rádio habitualmente. Isso equivale a 52 milhões de ouvintes nas áreas pesquisadas. O maior alcance acontece pela manhã, entre 10 e 11h, quando o rádio chega a alcançar mais de 37 milhões de pessoas. No Brasil, destacam-se as redes de rádios via satélite como a Rede Jovem Pan, Rede Transamérica, Rede Mix, Central Brasileira De Notícias e a Rede Gaúcha Sat. Também destacam-se as emissoras estatais Rádio MEC e Rádio Nacional, ambas emissoras oficiais do governo do Brasil mantidas pela Empresa Brasil de Comunicação. Algumas outras emissoras de rádio do Brasil são a Super Rádio Tupi, Rádio Clube do Pará, Rádio Globo, Rede Clube Brasil, Rádio Itatiaia, etc.

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Fontes consultadas

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