Eletrofone
Eletrofone é um instrumento musical que utiliza a corrente elétrica.
A classificação "eletrofones" começou a surgir nas primeiras décadas do século XX para albergar as primeiras experiências com instrumentos elétricos (por exemplo, o teremim). A partir dessa altura, foi-se integrando nesta classe qualquer instrumento onde interviesse a energia elétrica. A primeira edição do sistema de classificação Hornborstel–Sachs em 1914 não contemplava essa classe. Mas a revisão de 1940 do mesmo sistema já inclui esta classe, com numerações que começam pelo algarismo "5". Esta nova classe já é universalmente aceite e mereceu o seu lugar por direito próprio, sobretudo devido à crescente importância (e crescente uso) dos novos instrumentos eletrónicos. Sachs subdividiu esta quinta classe em três subclasses: No entanto, a subclassificação dos eletrofones não reúne consenso. Alguns etnomusicólogos (como Margaret Kartomi ou Terry Elingson) sugerem que, mantendo o espírito original das classificações Mahillon/Hornborstel–Sachs, apenas a subclassificação 53 devia ser considerada como eletrofones. A tendência actual é de classificar os instrumentos eletroacústicos conforme o modo de produção de som, portanto, conforme cada caso, em cordofones, membranofones ou idiofones. Mesmo assim, ainda existem organólogos que integram os instrumentos eletroacústicos nesta classe.
Conforme foi dito anteriormente, para quem trata de organologia a classificação não é consensual. Pode-se no entanto classificar os eletrofones do seguinte modo
Instrumentos elétricos
São instrumentos musicais que contêm um mecanismo móvel, e dispositivos que transformam essa energia móvel para energia acústica. São instrumentos cujo som é produzido de um modo acústico, e posteriormente o som é captado através de fonocaptadores para ser amplificado. Para explicar de um modo mais simples, num instrumento eletroacústico ainda podemos ouvir o som, porque ele é produzido da mesma maneira que nos instrumentos acústicos, mas como a intensidade sonora é baixa esse som é amplificado eletricamente. Alguns autores não consideram estes instrumentos como sendo eletrofones porque o som é produzido acusticamente. Quando a captação do som é feita através de fonocaptadores de pressão (piezo pick-ups). Como exemplo existem cordofones eletroestáticos (várias guitarras eletroacústicas, violinos elétricos, o modelo CP-70 de piano elétrico da Yamaha, etc.) e idiofones eletroestáticos (os pianos elétricos Wurlitzer, os órgãos elétricos Radareed).
Instrumentos eletrónicos
São instrumentos musicais que não contêm nenhum mecanismo móvel produtor de som. O som é gerado apenas por processos eletrónicos. Nesta categoria, todos os autores estão de acordo que se tratam de eletrofones. Quando o som é produzido apenas pela variação de uma tensão elétrica. Como exemplo existe o teremim, as ondas Martenot, e os primeiros modelos de sintetizadores. Note-se que nesta categoria também estão incluídos os sintetizadores que produzem o som analogicamente, mas cujo controle é totalmente digital (síntese aditiva, síntese FM, síntese PD). Quando o som é produzido através de dados guardados numa memória digital. Como exemplo são a maioria dos sintetizadores actuais, assim como instrumentos relacionados como os pianos eletrónicos, os órgãos eletrónicos, os samplers, as caixas de ritmos, etc.
Eletrificar um instrumento é o processo pelo qual se adapta um instrumento acústico para que o seu som possa ser amplificado eletricamente. Geralmente é feito dotando o instrumento acústico de fonocaptadores. Portanto, é um processo que só é aplicável a instrumentos acústicos, instrumentos eletromecânicos e instrumentos eletrónicos não são instrumentos eletrificados.


