Eleições gerais no Equador em 2023
As eleições gerais no Equador foram marcadas para agosto e outubro de 2023. O processo eleitoral foi iniciado após o presidente Guillermo Lasso invocar a Muerte cruzada, convocando eleições antecipadas para a presidência e a Assembleia Nacional. Lasso decidiu não concorrer à reeleição.
No segundo turno da eleição de 2021, o empresário Guillermo Lasso foi eleito presidente ao derrotar Andrés Arauz, ex-ministro no governo de Rafael Correa. Na campanha, Lasso defendeu o livre mercado e menor intervenção do Estado na economia, enquanto Arauz priorizava uma intervenção estatal mais ampla. Apesar da vitória, a coligação de Lasso elegeu uma minoria na Assembleia Nacional, com 30 de 137 assentos. Em março de 2023, a Assembleia aprovou com 88 votos a continuidade do processo de impeachment contra Lasso, sob a acusação de ter sido leniente com desfalques pactuados por empresas estatais, no que ficou conhecido como Caso Encuentro. Lasso apresentou sua defesa pessoalmente em 16 de maio, declarando: "o que está em jogo não é a viabilidade de um governo, mas do Equador como Estado. Estamos arriscando a alma de nossa democracia, com suas regras de conduta e instituições." Em 17 de maio, Lasso invocou o artigo 148 da Constituição, dissolvendo a Assembleia Nacional e convocando eleições legislativas e presidencial. Foi a primeira vez que o mecanismo, conhecido como Muerte cruzada, foi utilizado. Lasso anteriormente havia descartado que dissolveria o parlamento, de modo a preservar a estabilidade do país. No entanto, o presidente justificou a convocação de novas eleições pois "todos os esforços do legislativo estão voltados para desestabilizar o governo com um julgamento político infundado. Neste momento estão promovendo um suposto crime de peculato por omissão que não existe em nossa legislação, com o qual querem garantir que eu seja politicamente responsável por não ter agido contra um caso de corrupção."
O Conselho Nacional do Equador convocou as eleições extraordinárias para 20 de agosto de 2023. Os eleitos ocupariam o cargo até 24 de maio de 2025. A legislação eleitoral estabelece a eleição do presidente em dois turnos caso nenhum candidato atinja mais de 50% dos votos válidos, ou 40% e uma vantagem de 10% sobre o segundo colocado. O mandato dura quatro anos, e há a possibilidade de reeleição para outro mandato consecutivo. A campanha eleitoral iniciou em 13 de julho. Os membros da Assembleia Nacional são escolhidos através de três métodos. Dos 137, 15 são eleitos pelo voto proporcional a nível nacional, 6 pelos eleitores no exterior (2 pelo Canadá e Estados Unidos, 2 pela América Latina e 2 pela Ásia, Europa e Oceania) e 116 por representação proporcional de lista fechada, em distritos que elegem vários parlamentares, com todos os assentos alocados usando o método Webster. Em 22 de maio, o CNE aprovou a realização simultânea com as eleições gerais de uma consulta popular sobre a proibição da exploração de petróleo no Parque Nacional Yasuní. Foi a primeira consulta popular demandada pelos eleitores, representados pelo Coletivo Yasunidos. No Distrito Metropolitano de Quito, foi autorizada uma consulta popular sobre a proibição da mineração de metais.
O Conselho Nacional do Equador aprovou as seguintes candidaturas: O candidato a seguir foi assassinado durante a campanha eleitoral: Houve especulações sobre as candidaturas das personalidades abaixo relacionadas, mas estas se negaram a disputar a presidência:
Nesta seção, apresenta-se a lista das pesquisas de opinião conduzidas com as candidaturas que foram oficialmente registradas, de acordo com a tabela a seguir:
Presidência
No segundo turno, o deputado Daniel Noboa foi eleito presidente.


