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Edviges de Holsácia-Gottorp

Edviges Isabel Carlota foi a esposa do rei Carlos XIII & II e rainha consorte da Suécia de 1809 até 1818, e também rainha consorte da Noruega entre 1814 e 1818. Era filha de Frederico Augusto I, Duque de Oldemburgo, e sua esposa Ulrica Frederica de Hesse-Cassel.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/07/2026
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Duquesa real

O príncipe Carlos viu-a pela primeira vez em Eutin, em 1770 e disse que era bonita. O casamento foi sugerido em 1772 e a cerimónia aconteceu em Wismar no dia 21 de junho de 1774: chegou à Suécia no dia 3 de junho. A cerimónia foi muito luxuosa; Edviges chegou de gôndola [necessário esclarecer] a Estocolmo no dia 7 de junho e a cerimónia aconteceu na mesma noite, sendo seguida por um baile de máscaras em Kungsträdgården. Todos repararam na sua beleza (a sua cintura media apenas 48 centímetros e calçava o número 31) e, como o casamento do monarca ainda não tinha sido consumado ao fim de nove anos, havia esperança de que ela desse herdeiros ao trono. Em janeiro de 1775 havia sinais de que ela poderia estar grávida. Havia esperanças de que a questão da sucessão ficasse resolvida e organizaram-se missas por todas as igrejas. Contudo, cedo se provou que os sinais eram falsos. As notícias sobre a gravidez falsa também fizeram o rei decidir-se a consumar o seu casamento e fornecer o herdeiro pessoalmente.

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Rainha consorte

Em 1809, o casal ducal subiu ao trono após um golpe aristocrático que depôs o rei. Durante o golpe, ela afirmou: Não tenho desejo de ser rainha! e depois sentiu-se envergonhada por tomar o lugar de outra pessoa. Quando o seu marido foi informado de que era rei, ela disse-lhe que seria a sua conselheira de confiança, mas que ficaria afastada dos assuntos de estado. Durante o reinado de Carlos, ela ia ter com ele ao quarto todas as manhãs para falar. Foi coroada com o rei no dia 29 de junho de 1809. Na coroação, foi descrita como graciosa e digna sem perder a sua vivacidade e alegria habituais. A rainha Edviges organizou uma tertúlia, a chamada "mesa verde" onde as mulheres discutiam política enquanto cosiam. Depois de ver uma actuação de Carlota Seurling, uma artista musical cega, deu-lhe protecção e enviou-a para a universidade dos cegos e surdos que tinha sido aberta por Per Aron Borg e era a primeira do género na Suécia. Também reabriu a Ópera Real Sueca, em Estocolmo.

Influência política

Apesar de o negar pessoalmente, as pessoas do seu tempo acreditavam que a rainha exercia uma grande influência política. Sentia empatia pela antiga rainha, Frederica de Baden, e visitava-a quando esta estava em prisão domiciliária. Fez tudo o que pôde pela libertação da antiga família real, e conseguiu obter permissão para que o antigo rei se juntasse à sua família, que tinha sido colocada num palácio diferente. Durante as negociações para a sucessão do trono, apoiou o partido gustavino, que queria ver o filho do rei deposto, o antigo príncipe-herdeiro Gustavo, reconhecido como herdeiro do trono. Durante um jantar, o general barão Georg Adlersparre disse-lhe que João Batista Bernadotte lhe tinha perguntado se o seu marido tinha qualquer problema e ficou interessado quando descobriu que não. Quando ela lhe disse que o trono tinha um herdeiro na figura do filho do rei deposto, Adlersparre afirmou que nenhum dos investigadores do golpe iria aceitar isso, uma vez que temiam que o rapaz quisesse vingar o pai e chegaram ao ponto de recuperar o velho rumor de que o rei deposto era filho ilegitimo da rainha Sofia Madalena e do conde Adolf Frederik Munck af Fulkila.

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