EDP
A EDP é uma empresa do setor energético, verticalmente integrada, com uma posição consolidada na Península Ibérica, quer ao nível de produção, distribuição e comercialização de eletricidade, e comercialização de gás. A EDP está cotada no índice PSI.
Desde os primórdios da introdução da eletricidade em Portugal que a sua geração e distribuição era assegurada de maneira descentralizada, por companhias de âmbito regional. A Lei n.º 2002, lei da eletrificação nacional, publicada em 26 de dezembro de 1944, estabelecendo as bases para a existência de uma Rede Elétrica Nacional, (prioridade à produção de hidroeletricidade), veio alterar substancialmente o quadro existente à época. Já no âmbito da mesma, cinco grandes empresas de eletricidade foram constituídas, depois de 1945, nomeadamente: Em 1951, foi ainda criado o Repartidor Nacional de Cargas (RNC), importante órgão de coordenação da exploração da então nascente Rede Elétrica Primária. Em 1969, visando um modelo empresarial de "concessão única", o governo, através do DL 49.211 de 27 de agosto, decide proceder à fusão das empresas atrás referidas, HICA;HEZ; HED; ETP; CNE, criando, a 3 de dezembro de 1969, a Companhia Portuguesa de Eletricidade - CPE, sendo «a maior empresa do sector elétrico português, de 1969-1974, responsável por 95 % da energia elétrica produzida no país».
Criação da Eletricidade de Portugal - Empresa Pública (EDP, E.P.) (1976)
Em 1975, durante o Processo Revolucionário em Curso, o setor elétrico foi nacionalizado (Decreto-Lei n.º 205-G/75, de 16 de abril) pelo governo de Vasco Gonçalves, passando para as mãos do Estado Português 14 companhias elétricas de produção, transporte e distribuição. A 30 de junho de 1976, durante o VI Governo Provisório, através de Decreto-Lei n.º 502/76, de 30 de junho, do Ministério da Indústria e Tecnologia, liderado então por Walter Rosa, foi criada a Eletricidade de Portugal - Empresa Pública (EDP, E.P.), que resultou da fusão das 13 companhias previamente nacionalizadas que operavam em Portugal Continental, nelas incluída a CPE - Companhia Portuguesa de Eletricidade, a maior empresa do sector elétrico português, à época:
Transformação da EDP, E.P. em EDP, S.A. (1991)
Com a entrada de Portugal na CEE em 1986, dez anos após a criação da EDP, E.P., "o monopólio constituído pelas redes elétricas (não só em Portugal, mas em diversos países europeus), revela-se um obstáctulo ao crescimento do sector, o qual deveria evoluir segundo uma lógica de mercado concorrencial, e não de mercado controlado, nas áreas da produção e comercialização de energia." Em 1991, o governo decidiu, através do Decreto-Lei n.º 07/91 de 8 de janeiro, alterar o estatuto jurídico da EDP, de Empresa Pública para Sociedade Anónima de capitais exclusivamente públicos.
Reestruturação/Cisão da EDP, S.A. - Criação do GRUPO EDP (1994)
Em 1994, depois de uma profunda reestruturação/cisão da EDP, S.A.,foi constituído o Grupo EDP. O desígnio do DL 07/91 (constituição de novas sociedades anónimas, por meio de cisões simples, de que a EDP, S.A. seria a única detentora de capital), juntamente com o novo ordenamento jurídico do sector elétrico, DL n.º 99/91 (criação do Sistema Elétrico de Abastecimento Público - SEP, constituído por uma Rede Nacional de Transporte - RNT, produtores e distribuidores de eletricidade vinculados ao sistema, e o acesso de terceiros à rede - "open acess" ) levou a EDP a realizar, entre em 1991 e 1993, sob a tutela de Mira Amaral, Ministro da Industria e Energia do XII Governo Constitucional, e a liderança do Presidente da empresa, Silva Correia, uma profunda Reestruturação e Cisão da empresa, a qual culminou, em maio de 1994, na constituição do Grupo EDP composto por uma Holding e um conjunto de 19 empresas:
Impacto do Novo Modelo Organizativo da EDP, S.A. na Reorganização do Sector Elétrico Nacional - SEN (1995)
O Impacto do novo Modelo Organizativo da EDP, S.A. na reorganização do Sector Elétrico Nacional - SEN, foi determinante para a adaptação do SEN às exigências da liberalização do mercado de eletricidade, que começava a surgir, conforme preâmbulo do DL n.º 182/95 de 27 de julho: «Em paralelo com a abertura do sector elétrico à iniciativa privada, DL n.º 449 de 10/12/88, o modelo de Reestruturação da EDP - Eletricidade de Portugal, S.A., implementado em 1994, veio determinar a desintegração vertical do sector, dando origem a empresas vocacionadas, exclusivamente, para as atividades de produção, transporte ou distribuição de energia elétrica. Esta nova realidade, justificou que se procedesse à revisão do enquadramento jurídico do Sector Elétrico Nacional - SEN, levando a que, em 1995, o mesmo passasse a ser constituído pelo SEP (Sistema Elétrico de Serviço Público) e pelo SEI (Sistema Elétrico Independente). No âmbito do SEI, criou-se ainda o denominado SENV (Sistema Elétrico não vinculado) que integra os agentes que operam segundo regras de mercado, e portadores de uma licença não vinculada.»
Entrada da EDP, S.A. em Bolsa
Dos objetivos estratégicos do Grupo EDP constituído em 1994, fazia parte a entrada programada da EDP em Bolsa. Neste contexto, em Junho de 1997 ocorre a primeira fase de privatização da EDP, tendo sido alienado 30% do capital. Foi uma operação de grande sucesso em que a procura superou a oferta em mais de trinta vezes, e pela qual mais de oitocentos mil portugueses (cerca de 8% da população) se tornaram acionistas da EDP. Seguiram-se sete fases de privatização: 2.ª fase, maio de 1998; 3.ª fase, junho de 1998; 4.ª fase, outubro de 2000; 5.ª fase, novembro de 2004; 6.ª fase, dezembro de 2005; 7.ª fase, novembro de 2007; 8.ª fase, outubro de 2011.
Internacionalização
Com a criação do Grupo EDP em 1994 a internacionalização da EDP passou a constituir um objetivo estratégico de grande relevância. Em 1996 dão-se os primeiros passos na internacionalização do Grupo EDP, inaugurando-se em São Paulo, Brasil, um escritório de representação da EDP. E em 1997, transforma-se o Escritório de Representação da EDP na empresa de direito local, a EDP BRASIL, a qual «veio a tornar-se na 4.ª maior empresa privada em produção de energia do país». Em 2004, numa dinâmica de se fortalecer a imagem internacional da EDP, a empresa altera a sua designação para EDP - Energias de Portugal, S.A., com o sorriso a ser a imagem de marca.
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O Grupo EDP é composto por várias empresas, sendo estas as principais:
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O capital social da EDP em 15 de junho de 2025 era de cerca de 4.184.021.624,00€, repartidos aproximadamente da seguinte forma:
Descrição
Procurando corresponder à empresa que representa, o edifício da sede da EDP, na Avenida 24 de Julho, “projeta uma aparência elétrica e enérgica, que se transforma com a luz do dia e o local de onde é observado”. “É desenhado por uma única linha, que lhe atribui volume e expressão, sem perder leveza e permeabilidade”. As “lâminas de ensombramento — perfis metálicos revestidos a placas de cimento branco reforçado com fibra de vidro — respondem à necessidade de sustentabilidade energética do edifício e garantem a flexibilidade programática interior e o suporte dos vários pisos”, refere a descrição disponibilizada pela Trienal de Arquitetura. O arquiteto Manuel Aires Mateus, que classificou o Valmor como uma “distinção importante” explicou que a sede da EDP foi concebida para “dialogar com a cidade”. Trata-se de um “edifício que quer criar a primeira praça sombreada da cidade”, constituindo também “um espaço de arejamento da rua D. Luís”. “É uma tradição que vem desde o Bairro Alto, que foi claramente desenvolvida na cidade iluminista, com a Baixa, em que tudo são enfiamentos perpendiculares ao rio, exatamente para privilegiar essa relação entre a cidade e o rio. Agarrámos nesse princípio que a cidade sempre consagrou e transformámo-lo, numa escala com outra dimensão.”
Prémio Valmor
O júri do Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura para o ano de 2017, distinguiu como vencedoras, ex aequo, o Edifício Sede EDP, do ateliê Aires Mateus, e o Terminal de Cruzeiros de Lisboa, de Carrilho da Graça. O Júri do Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura do ano 2017 foi constituído pelos seguintes elementos: a Vereadora do Pelouro da Cultura, Dra. Catarina Vaz Pinto em representação do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. Fernando Medina; o Diretor Municipal de Urbanismo, Arquiteto Jorge Catarino Tavares, como Comissário Técnico-Científico e sem direito a voto, em representação do Vereador do Pelouro do Urbanismo, Arquiteto Manuel Salgado; a personalidade nomeada pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Arquiteto Alberto Souza Oliveira; o representante da Academia Nacional das Belas Artes, Arquiteto Francisco Berger; o representante da Ordem dos Arquitetos, Arquiteto Cândido Chuva Gomes; o representante da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, Arquiteto João Pardal Monteiro.
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Em 2011 a EDP optou por suspender a sua página no Facebook, devido a polémica associada à eliminação do comentário de uma utilizadora da rede social. Em Junho de 2012, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) decidiu a compensação de 105869 clientes afetados por erros nos contadores, num montante de 4,1 milhões de euros. Em Março de 2012 o secretário de Estado da Energia Henrique Gomes demitiu-se do governo devido a pressões do lobby da energia, sofridas após a elaboração de um relatório que pretendia aplicar cortes às rendas excessivas no setor elétrico português, em particular da EDP, no montante de 165 milhões de euros por ano. Estas políticas estavam previstas no Memorando de Políticas Económicas e Financeiras celebrado em Maio de 2011. Em 2013 a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos decidiu que a EDP Distribuição pague mais 7 milhões de euros aos 800 mil clientes afetados por desvios nas leituras dos contadores só deverão receber o crédito na fatura a partir de Maio.


