Pesquisa · Mapa mental

Economia de Portugal

A economia de Portugal é a 49.ª maior economia mundial em 2021, representando um Produto interno bruto de perto de 250 mil milhões de dólares, crescendo em cerca de 4,9% depois da crise económica durante a pandemia da COVID-19 no ano de 2020, aonde registou uma queda de 8,4%, passando de 240 mil milhões de dólares em 2019 para 228,5 mil milhões de dólares. Assim, a economia portuguesa já recuperou totalmente da crise económica da COVID-19. Já o Produto interno bruto per capita, a riqueza que cada cidadão cria, foi de 36.700 dólares em 2021, estando em 34° na comparação mundial.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
01

Caracterização

Atualmente, a estrutura da economia portuguesa baseia-se principalmente no setor dos serviços, que representa cerca de 67% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. A partir de 2002, Portugal tem vindo a enfrentar um problema de estagnação económica, com a economia a crescer menos de 2% ao ano, abaixo da média da União Europeia, que é de 2,5%. A partir de 2009, Portugal tem vivido uma situação de recessão económica, conjugada com um crescimento contínuo da dívida pública, políticas de austeridade, nacionalização de bancos falidos, intervenção externa acompanhada de resgates financeiros à economia nacional, dificuldades no controlo do défice, clima de contestação social e atritos entre diversas instituições, nomeadamente o governo e o tribunal constitucional, provocados pela crise económica. Segundo dados de 2010, o país é o 43.º no ranking de competitividade do Fórum Económico Mundial.

02

História

Desde 1974, a evolução do PIB a preços constantes pode ser dividida em diferentes períodos: Tendo aderido à então Comunidade Económica Europeia, em 1986 (que se veio a tornar na União Europeia) juntamente com a Espanha, o país iniciou, então, um período de fortes reformas e de elevados investimentos em infraestruturas que se refletiram numa rápida aceleração do crescimento económico português. Entre 1970 e 2003, o produto interno bruto per capita, isto é, tudo o que é produzido pelo país dividido por cada habitante, cresceu de pouco mais de 50% para cerca de 70% da média europeia. Portugal foi dos primeiros países selecionados para a fase final da União Económica e Monetária, iniciando a introdução do Euro como moeda a partir de 1 de Janeiro de 1999. A circulação de notas e moedas iniciou-se em 1 de Janeiro de 2002. A participação no Euro obriga o país ao cumprimento das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento, obrigando o controle das contas públicas e da inflação, mas assegurando ao país níveis mínimos históricos de inflação e taxa de juro.

Crise financeira 2008-2011

O fraco desempenho da economia portuguesa foi explorado em abril de 2007 pelo The Economist, que descreveu Portugal como "um novo homem doente da Europa". Entre 2002 a 2007, a taxa de desemprego aumentou de 5% para 8% (270 500 cidadãos desempregados em 2002 para 448 600 cidadãos desempregados em 2007). No início de dezembro de 2009, o desemprego atingiu 10,2 % da população, o maior em 23 anos. Desde então, o desemprego já subiu para 15,6%, no final de 2013 e a emigração intensificou-se, com destaque para a mão de obra qualificada. Só entre janeiro de setembro de 2013, a população activa em Portugal diminuiu 1,6%. Em dezembro de 2009, a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou a sua avaliação de crédito de longo prazo de Portugal de "estável" para "negativa", expressando o pessimismo sobre as debilidades estruturais económicas do país e a fraca competitividade, o que prejudicaria o crescimento e a capacidade de reforçar a sua finanças públicas. Em julho de 2011, a agência de classificação Moody's rebaixou a sua avaliação após o aviso do risco de deterioração em março de 2011.

03

Setores

Setor Primário

O setor primário em Portugal era até aos anos 60 o mais importante, sendo que nesta década a população a trabalhar na agricultura desceu rapidamente de 42% em 1960 para 32% em 1970, continuando esta queda até aos dias de hoje, situando-se atualmente em pouco menos de 12%. Apesar de hoje ser pouco expressivo, este setor conta com fortes empresas, como a Lactogal e a Sogrape. Em 2018, Portugal foi o 9º maior produtor mundial de azeitona (740 mil toneladas), o 16º maior produtor mundial de pera (162 mil toneladas), o 17º maior produtor mundial de tomate (1,33 milhões de toneladas) e o 20º maior produtor mundial de uva (778 mil toneladas). O país também produziu, no mesmo ano, 713 mil toneladas de milho, 431 mil toneladas de batata, 344 mil toneladas de laranja, 267 mil toneladas de maçã, 160 mil toneladas de arroz, além de produções menores de outros produtos agrícolas como repolho (137 mil toneladas), cebola (130 mil toneladas), cenoura (108 mil toneladas), trigo (67 mil toneladas), melão (57 mil toneladas), aveia (55 mil toneladas), etc. Alguns dos produtos mais famosos oriundos de Portugal são o azeite de oliva, o vinho e as pêras portuguesas.

Setor Secundário

Este setor foi pouco expressivo até meados do século XX quando a partir dos anos 50 e sobretudo dos 60, sofreu uma forte expansão movida pelas mudanças em curso na sociedade portuguesa, pela abertura económica do país com a entrada na EFTA em 1965, os investimentos nas colónias africanas e naturalmente a criação de uma maior sociedade de consumo, ainda assim pouco patente na altura. A partir dos anos 80, e continuando até aos dias atuais, assistiu-se a uma massiva industrialização do país e reestruturação das empresas, sobretudo na região Norte, a vários níveis, com a chegada de multinacionais estrangeiras e do aumento da taxa de emprego e consequente, deslocação para os arredores e subúrbios. O nível de vida e de emprego melhoraram, assim como o poder de compra. São de salientar o grande crescimento das zonas industriais da Maia e da Trofa, como exemplos a seguir e do surgimento de um enorme número de confecções têxtil até aos finais dos anos 90, onde se viu uma queda na mão de obra, devido à deslocação em grande maioria de empresas nacionais e internacionais para países com mão de obra mais barata. Apesar de tal acontecimento, a região Norte Litoral e região Minho do país continua até aos dia de hoje a ser a responsável pela continuidade do maior número de zonas e parques industriais, com uma taxa de emprego elevada em relação a outras zonas do país e dos maiores índices e níveis de exportações.

Setor Terciário

O setor terciário foi o que mais se expandiu desde os anos 60. Neste, destaca-se o turismo, que é um dos grandes setores que faz crescer a economia portuguesa. A explosão do consumismo sobretudo nos anos 80 e 90 foi a grande mudança social no país que fez aumentar rapidamente o número de empregados no setor terciário, permitindo uma melhoria do nível de vida e uma maior qualificação ao nível de emprego e educação. Desde os anos 30 a rede de estradas aumentou exponenciamente em Portugal. Nos anos 80 e 90 verificou-se uma modernização das infraestruturas, para além da construção de millhares de quilómetros de novas auto-estradas. Na atualidade, Portugal é servido por uma densa e moderna rede de autoestradas, todas com sistema de portagem. Nas ex-SCUT, vão sendo instalados, progressivamente, sistemas de portagens eletrónica.

04

Economias territoriais

Imagem: mdic.gov.br · BY-SA · Openverse

PIB regional

Em 2024, a região da Grande Lisboa registou o maior Produto Interno Bruto regional do país, com mais de 90 mil milhões de euros, seguido pelo Norte com mais de 85 mil milhões de euros. Só estas duas regiões representam mais de 60 % da economia portuguesa. Em seguida vem o Centro com perto de 40 mil milhões de euros, o Oeste e Vale do Tejo com 18 mil milhões de euros e a Península de Setúbal com 15 mil milhões de euros. Mais a sul vem o Algarve com 14 mil milhões de euros e o Alentejo com 12 mil milhões de euros. Já nas regiões autónomas, a Madeira registou mais de 7 mil milhões de euros e os Açores mais de 5 mil milhões de euros.

PIB sub-regional

Já na divisão sub-regional, a Grande Lisboa lidera no Produto Interno Bruto com mais de 90 mil milhões de euros, seguida pela Área Metropolitana do Porto com perto de 47 mil milhões de euros e a Península de Setúbal com 15 mil milhões de euros. Só estas três sub-regiões concentram mais de 52 % da economia portuguesa. A seguir vem o Algarve com 14 mil milhões de euros, a Região de Coimbra com mais de 10 mil milhões de euros e a Região de Aveiro, o Cávado e o Ave com todas perto de 10 milhões de euros.

PIB per capita regional

Em termos de PIB per capita, a região da Grande Lisboa lidera com mais de 42 mil euros, seguido pelo Algarve e pela Madeira, com ambas 29 mil euros e estando assim acima da média nacional, que está em cerca de 27 mil euros. Pela seguida vem o Alentejo com 25 mil euros, os Açores com perto de 24 mil euros, o Norte e o Centro com ambas 23 mil euros, e em último a Península de Setúbal, com 18 mil euros e sendo assim a região mais pobre em termos de PIB per capita de todas as regiões portuguesas, tendo apenas 67 % da média nacional.

PIB per capita sub-regional

A sub-região da Grande Lisboa lidera no PIB per capita com mais de 42 mil euros em 2024, seguido pelo Alentejo Litoral com 30 mil euros, o Algarve e a Madeira com ambas 29 mil euros e o Baixo Alentejo com 27 mil euros. Estas cinco sub-regiões estão acima da média nacional, que está situada nos 27 mil euros.

05

Mercado de trabalho

Imagem: mdic.gov.br · BY-SA · Openverse

Portugal é um dos países que mais tem aumentado o salário mínimo nacional[carece de fontes?]. O salário mínimo tem, em 2020, o valor de 635 euros por mês. Apesar de ser um valor reduzido comparado a alguns salários europeus, o custo de vida menor em relação aos pares europeus permite ter uma qualidade de vida superior (segundo os estrangeiros que se mudam para o país) também suportada pela grande segurança, bom ambiente e simpatia dos portugueses.

Desemprego

No final da década de 1990, Portugal registava níveis historicamente baixos de desemprego, com taxas anuais inferiores a 5%. Este período coincidiu com uma fase de crescimento económico elevado, refletida em taxas de crescimento do PIB superiores a 6%, o que favoreceu a criação de emprego e a redução do desemprego. A partir de 2001, o desemprego começou a aumentar de forma gradual. Entre 2001 e 2003, a taxa de desemprego subiu de valores próximos de 4% para cerca de 6%, num contexto de desaceleração do crescimento económico, com o PIB a crescer a ritmos significativamente mais baixos do que na década anterior. Este abrandamento limitou a capacidade de criação de emprego, contribuindo para o aumento do desemprego ao longo da primeira metade da década de 2000.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando