Doutor em filosofia
Um Doutor, abreviado nos países anglófonos: PhD, Ph.D., DPhil, é um título fornecido pelas universidades reconhecido como grau terminal nos países de língua inglesa. Ou seja, é o maior grau universitário conferido ao final de um curso de estudos das mais variadas áreas na maioria dos países, obtido através de pesquisa científica. Os indivíduos que obtém o PhD podem usar o título de "doutor". Aqueles que lecionam ou trabalham em ambientes acadêmicos, de pesquisa ou educacionais geralmente usam o título como forma de reconhecimento e respeito.
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Idade Média e Europa Moderna
Nas universidades medievais da Europa, o estudo era organizado em quatro faculdades: a faculdade de artes de nível básico e três instituições superiores, constituindo os cursos de teologia, medicina e direito (tanto o canônico quanto o legal). Estas três instituições fornecerem títulos intermediários (bacharelado) e finais. Inicialmente, os títulos de mestre e doutor eram usados de maneira intercambiável para os títulos finais. O título de "doutor" era apenas uma formalidade oferecida ao professor/mestre de artes, mas na Idade Média os termos de mestre em artes e doutor em teologia, doutor em direito e doutor em medicina se tornaram padrão em vários lugares, ainda que na Alemanha e na Itália, as universidades usassem o título em todas as faculdades.
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A situação muda no começo do século XIX por meio de várias reformas educacionais na Alemanha, fortemente baseadas no modelo da Universidade de Berlim, fundada e administrada pelo governo da Prússia, em 1810. A faculdade de artes, que na Alemanha era chamada de faculdade de filosofia, começou a exigir contribuições em pesquisa, comprovadas com uma dissertação, para poder obter o título final, que era chamado de doutor em filosofia, abreviado como PhD (originalmente, era o equivalente alemão ao mestrado em artes). Enquanto na Idade Média o corpo docente de artes tinha um currículo definido, baseado no Trívio e no Quadrívio, no século XIX passou a abrigar todos os cursos em disciplinas agora comumente referidas como ciências humanas. Praticamente todo o financiamento vinha do governo central, e poderia ser cortado se o professor fosse politicamente inaceitável. Essas reformas foram extremamente bem-sucedidas e, rapidamente, as universidades alemãs começaram a atrair estudantes estrangeiros, principalmente dos Estados Unidos. Os estudantes norte-americanos iam para a Alemanha para obter o doutorado após terem estudado para um bacharelado em uma faculdade em seu país. Essa prática foi tão influente que foi importada para os Estados Unidos, onde em 1861 a Universidade Yale começou a conceder o grau de doutor para alunos mais jovens que, após terem obtido o diploma de bacharel, concluíram um curso de pós-graduação com sucesso e defendeu uma tese ou dissertação contendo pesquisas originais em ciências ou humanidades. Na Alemanha, o nome do doutorado foi adaptado depois que o corpo docente de filosofia começou a ser dividido - por ex. Dr. rer. nat. para doutorados na faculdade de ciências naturais - mas na maior parte do mundo anglófono, o nome "Doutor em Filosofia" foi mantido para doutorados de pesquisa em todas as disciplinas.
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As universidades brasileiras fornecem o título de DSc (Scientiae Doctor, Doctor of Science ou Doutor em Ciências) para as pessoas que completam um curso de doutorado, sendo este título (DSc) equivalente ao PhD obtido em universidades de outros países.


