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Filipe de Saxe-Coburgo-Koháry

Fernando Filipe de Saxe-Coburgo-Koháry, foi um príncipe alemão de Saxe-Coburgo-Gota e Príncipe de Koháry de Csabrag e Szitnya, membro da Câmara Alta da Hungria, escritor e numismata de renome.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Biografia

Em 26 de julho de 1881, o príncipe Augusto morreu em Coburgo e Filipe tornou-se chefe do ramo católico de Koháry e único possuidor da fortuna da família, além de assumir a vaga paterna na Câmara Alta da Hungria. Sua mãe, no entanto, herdou parte das propriedades do marido e continuou a residir parte do ano no Palácio Coburgo, em Viena. De volta à capital austríaca, Filipe e Luísa passam a ter uma movimentada vida social e recebem regularmente a sociedade austro-húngara. O prestígio do casal aumentou consideravelmente com o casamento, em 1881, da princesa Estefânia da Bélgica (irmã de Luísa) com o herdeiro do trono austro-húngaro, o arquiduque Rodolfo. Amigo íntimo do príncipe herdeiro, Filipe foi uma das três pessoas que encontraram seu corpo e o de sua amante no controverso caso de suicídio conhecido como Incidente de Mayerling, em 30 de janeiro de 1889. Bastante próximo da côrte imperial, Filipe teve reconhecido seu direito ao tratamento de "Alteza Real" e recebeu do imperador Francisco José I a Ordem do Tosão de Ouro.

Família e primeiros anos

Filipe era o filho mais velho do príncipe Augusto de Saxe-Coburgo-Gota, duque de Saxe, e da princesa Clementina de Orléans. Seus avós paternos foram o príncipe Fernando de Saxe-Coburgo-Gota e a princesa Maria Antônia de Koháry e seus avós maternos foram o rei Luís Filipe I de França e a rainha Maria Amélia de Nápoles e Sicília. Irmão mais velho do czar Fernando I da Bulgária, o príncipe tinha entre seus familiares vários soberanos europeus, como a rainha Vitória do Reino Unido e seu marido, o príncipe Alberto de Saxe-Coburgo-Gota, e os reis Leopoldo I da Bélgica e Fernando II de Portugal. Desejosa de que seus filhos nascessem em território francês, Clementina de Orléans deu à luz Filipe no Palácio das Tulherias, em Paris. Desde muito jovem, excursionou pela Europa com sua família e passou a infância entre França, Bélgica, o Ducado de Coburgo e as propriedades de sua família paterna na Áustria-Hungria.

O trono da Grécia

Em 1863, Filipe instalou-se em Bonn para estudar Direito por um ano. Nesta época, o duque Ernesto II foi cogitado como possível substituto ao destronado rei Oto I da Grécia. As negociações, com o apoio de Leopoldo I da Bélgica, duraram várias semanas e, como Ernesto não tinha filhos, pensou-se em Filipe ou em Luís Augusto como seus herdeiros presuntivos. Entretanto, Augusto e Clementina recusam-se a permitir que um de seus filhos abandone a fé católica para converter-se à Igreja Ortodoxa Grega. A série de exigências feitas por Ernesto II levaram-no a perder o apoio que já havia recebido de ouros monarcas europeus e o príncipe Guilherme da Dinamarca acabou sendo eleito rei da Grécia, como Jorge I.

Formação militar

Após seu retorno de Bonn, Filipe estudou durante seis meses o Direito austríaco e regulamentos militares, em Viena. A partir de então, assumiu o posto de oficial da cavalaria imperial em Raab. Durante a Guerra Austro-prussiana de 1866, Filipe combateu pelo exército austríaco na Morávia, retirando-se apenas para acompanhar seu cunhado, o arquiduque José Carlos, palatino da Hungria, quando este foi ferido em uma batalha. Filipe saiu ileso do conflito, mas os termos impostos durante as negociações de paz afetou toda sua família. Em maio de 1869, Filipe deixou o seu regimento de cavalaria para juntar-se aos hussardos húngaros. Poucos meses depois, o príncipe caiu gravemente doente pelo tifo, mas conseguiu recuperar-se e retomou suas funções militares.

Volta ao mundo

Em julho de 1872, Filipe iniciou uma volta ao mundo com seu irmão Luís Augusto, viajando para a Índia e pelas ilhas do Havaí. A viagem durou nove meses e o príncipe retornou com grande quantidade de artigos para suas coleções. Suas impressões de viagem foram publicadas alguns anos depois.

A procura por uma esposa

Retornando à Europa, Filipe iniciou a procura por uma pretendente. Em 1870 ele já havia visitado Roma, a fim de conhecer uma princesa italiana mas, a pouca idade da pretensa noiva o fez abandonar o projeto de casamento. Dois anos depois, Filipe e sua família voltaram-se para a côrte belga, na expectativa de que Leopoldo II consentisse em dar sua filha Luísa em casamento. No entanto, a resposta do soberano foi evasiva, pois ele pretendia conseguir uma união mais vantajosa para a filha mais velha - talvez até mesmo o herdeiro de um trono estrangeiro. Em pouco tempo, no entanto, os planos de Leopoldo II mudaram radicalmente. Temendo que Napoleão Eugênio (filho e herdeiro de Napoleão III de França) ou um príncipe da Casa de Hohenzollern pedissem a mão de Luísa - cuja recusa poderia soar ofensivo e a aceitação, no caso do príncipe francês, poderia gerar problemas com a recém instaurada Terceira República Francesa -, o rei apressou-se em aceitar a proposta dos Saxe-Coburgo-Koháry. O noivado de Filipe com sua prima belga foi acertado em Bruxelas, em 25 de março de 1874.

Casamento desastroso

A cerimônia de casamento de Filipe e Luísa foi celebrada em Bruxelas, em 4 de fevereiro de 1875. Entre os convidados estavam o Príncipe de Gales (futuro Eduardo VII do Reino Unido), o príncipe herdeiro da Alemanha (futuro Frederico III), o duque de Aumale e o conde de Paris. A cerimônia e a festa transcorreram perfeitamente, mas a noite de núpcias foi um fiasco. Luísa, enojada com o ato sexual, fugiu em lágrimas da câmara nupcial e foi ter com sua mãe, que conversou longamente com a filha até que ela concordasse em voltar para junto do marido. Poucos dias depois, o jovem casal deixou a Bélgica e iniciou uma longa viagem através da Alemanha, até chegar a Viena. Na capital austríaca, Luísa ficou consternada ao conhecer sua nova casa: habituada ao luxo e ao conforto do Palácio Real de Bruxelas, ela fica chocada com as antiquadas instalações do Palácio Coburgo. Na verdade, desde o início, a união de Filipe e Luísa mostrou-se desastrosa. O casal passava a maior parte do tempo brigando por ninharias e a princesa evitava ao máximo cumprir com os deveres conjugais.

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