Dona Lola
Dona Lola é um romance da escritora paulista Maria José Dupré, publicado originalmente em 1949 pela Brasiliense. Trata-se de uma continuação de sua obra anterior, Éramos Seis, de 1943. Posteriormente, o livro teve mais algumas edições na década de 1950 e 1960, pela Brasiliense e Saraiva. Porém, ao contrário do sucesso de Éramos Seis, Dona Lola teve sua última edição em 1968 e tornou-se um livro raro e de difícil acesso, até ser republicado em 2020, pela editora Ática.
Imagem: donalola · CC0 · Openverse
Após o sucesso de Éramos Seis, o livro deixa dúvidas sobre como Dona Lola envelhece, onde está Alfredo, se Isabel formará uma família, se Julinho, Olga e Clotilde ainda vivem em Itapetininga. A fim de saciar a curiosidade do leitor, Maria José Dupré escreveu em 1949 o romance Dona Lola, que dá continuidade a história da narradora-personagem. O livro ainda apresenta a busca de Dona Lola pelo paradeiro de Alfredo.
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Como uma sequência de uma história anteriormente contada (Éramos Seis), o romance Dona Lola nos apresenta, desta forma, três categorias de personagens: Personagens que aparecem em Éramos Seis: Dona Lola, Isabel, Felício, Julinho, Alfredo, Dona Genu, Clotilde, Olga, Zeca, Tia Candoca, Mocinha, Maria Laura, Dona Carola. Personagens apenas citados em Éramos Seis: Carlos (filho de Isabel e Felício); o filho de Felício e enteado de Isabel (Eduardo); as duas filhas de Julinho (Ivone e Lídia); os pais de Maria Laura (Raimundo e Julia), os filhos de Olga e Zeca (anteriormente só citados; porém neste romance seus nomes são: Vítor, José Luís, Inês e Glórinha) Personagens inexistentes em Éramos Seis: Tio Damião (um velho parente de Felício, morador da Mooca, afeiçoado a música e uma espécie de faz tudo); Janina (filha imaginária de Tio Damião); os outros filhos de Isabel e Felício (Sílvia, Maria Helena e José Felício "Zézinho"); o filho caçula de Maria Laura e Julinho (Julio César), Benevenuta (parteira de Isabel na noite em que nasce Maria Helena); Dona Augusta (constantemente citada por Felício); padrinho e madrinha de Silvia e Maria Helena (sem ter os nomes mencionados, são amigos de Felício e Isabel), Dona Prudencinha (moradora da pensão de freiras onde Dona Lola residiu por algum tempo), Dona Tututa (irmã de Prudencinha, também moradora da Pensão).
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Assim como na obra anterior Éramos Seis, a história é narrada em primeira pessoa pela personagem principal Dona Lola.


