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Diverticulite

Diverticulite é uma doença gastrointestinal caracterizada pela inflamação dos divertículos – bolsas anormais que se desenvolvem na parede do intestino grosso. O sintoma mais comum é dor na parte inferior do abdómen de início súbito. No entanto, o aparecimento de sintomas também pode ocorrer de forma gradual ao longo de vários dias. Na Europa e na América do Norte a dor situa-se geralmente do lado esquerdo, enquanto na Ásia é mais comum do lado direito. Entre outros possíveis sintomas estão náuseas e diarreia ou obstipação. A presença de febre ou sangue nas fezes sugere possíveis complicações. É possível ocorrer crises de dor de forma repetida.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Causas

Os divertículos são saculações ("sacos" formados na parede) do intestino grosso no decorrer da vida, devido principalmente a pressão exercida pelo conteúdo intestinal contra esta parede. Quando há a obstrução de algum divertículo por fezes ou alimentos não digeridos, inicia-se um processo inflamatório no divertículo, que em seguida evolui para um processo infeccioso denominado diverticulite.

Fatores de risco

Vários fatores podem aumentar o risco de desenvolver diverticulite:

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Sinais e sintomas

Imagem: Denis Desaulniers et Bernard Têtu · BY-SA · Openverse

O quadro clínico se caracteriza por dor abdominal , principalmente a nível de fossa ilíaca esquerda, alteração do hábito intestinal e febre. Nos quadros mais severos pode ocorrer a obstrução intestinal ou até mesmo a perfuração do divertículo.

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Complicações

Imagem: Denis Desaulniers et Bernard Têtu · BY-SA · Openverse

Cerca de 25 por cento das pessoas com diverticulite aguda desenvolvem complicações como: Uma complicação bastante frequente é a hemorragia intestinal provocada por um divertículo sangrante. A maioria resolve sem causar problemas (autolimitados), alguns requerem tratamento com vasopressores esplâncnicos e os mais severos podem ir à cirurgia. Recomenda-se localizar o ponto exato do sangramento antes de submeter o paciente ao procedimento cirúrgico. Isso pode ser feito por meio de arteriografia seletiva dos vasos mesentéricos ou por cintilografia com hemácias marcadas (mais sensível).

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Diagnóstico

Imagem: Denis Desaulniers et Bernard Têtu · BY-SA · Openverse

Pacientes com sintomas podem ser diagnosticados com uma tomografia computadorizada (98% de sensibilidade) ou com colonoscopia, ultrassom ou raio X abdominal. A TC também é útil para verificar complicações.

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Tratamento

Imagem: Denis Desaulniers et Bernard Têtu · BY-SA · Openverse

Os casos mais brandos podem ser tratados de forma clínica:

Cirurgia

Complicações como peritonite, abscesso ou fístula, podem requerer uma cirurgia geral (laparotomia), seja de forma imediata ou eletiva. Se a cirurgia será imediata ou eletiva depende do estágio da doença, a idade do paciente e sua condição médica geral, bem como a gravidade e freqüência dos sintomas após um primeiro episódio de abdômen agudo. Na maioria dos casos, a decisão de realizar cirurgia eletiva é tomada quando os riscos da cirurgia são menores do que os resultantes da complicações da condição. A cirurgia eletiva pode ser realizada até seis semanas após a recuperação da diverticulite aguda. A cirurgia de emergência é necessária em caso de ruptura intestinal, pois sempre resulta em infecção da cavidade abdominal (peritonite). Durante a cirurgia de diverticulite de emergência, o divertículo rompido é removida e uma colostomia ou ileostomia é realizada. Isso significa que o cirurgião deixará uma abertura entre o intestino e o exterior, conectada a uma bolsa de coleta da matéria fecal. A colostomia é fechada em cerca de 10 ou 12 semanas em uma cirurgia subsequente em que as extremidades cortadas do intestino são juntas novamente.

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História

Imagem: Denis Desaulniers et Bernard Têtu · BY-SA · Openverse

A doença ficou famosa no Brasil depois da informação de que foi a causadora da internação hospitalar do presidente Tancredo Neves, na véspera de sua posse, em 14 de março de 1985, vindo a falecer em 21 de abril por uma infecção generalizada.

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