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Disfagia

Disfagia é a dificuldade transitória ou permanente na deglutição, ou seja, qualquer alteração que ocorre no transporte do alimento da boca até o estômago durante a alimentação. Ela não é considerada uma doença em si, mas sim um sintoma que pode indicar a presença de uma patologia. Esse sintoma pode interferir na situação nutricional, de hidratação e condição pulmonar do indivíduo, comprometendo sua saúde, estado psicológico, inserção social e, consequentemente, a qualidade de vida. A disfagia orofaríngea é caracterizada pela dificuldade de transferir alimentos, líquidos ou saliva da cavidade oral para o esôfago, podendo resultar em desnutrição, desidratação e aspiração pulmonar.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/07/2026
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Sintomas

Imagem: RADIOfotoGRAFIANDO · BY-NC-ND · Openverse

Os pacientes podem apresentar uma regurgitação nasal e tosse durante a deglutição, como resultado de uma anormalidade na transferência do bolo alimentar da cavidade oral para o esôfago. Frequentemente, existem outros sinais de algum distúrbio neurológico associado, mesmo que sutis. Quando há dor no ato de engolir, a disfagia passa a se chamar odinofagia. Essa anormalidade na deglutição pode afetar neonatos, crianças, adultos e idosos, sendo mais comum nesta última faixa etária devido à maior prevalência das doenças causais. Os pacientes com comprometimento da motilidade esofágica podem apresentar dor torácica e executar manobras, como deglutir repetidamente e a manobra de Valsalva, que alivia a disfagia.

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Causas

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As causas incluem a obstrução mecânica e os distúrbios na motilidade dos músculos da cavidade oral, da faringe, laringe ou esôfago. É importante distinguir a disfagia orofaríngea da disfagia esofágica. Tipicamente, a obstrução mecânica é caracterizada inicialmente pela dificuldade em engolir sólidos, progredindo para líquidos, já os distúrbios da motilidade há uma resistência tanto para sólidos quanto para líquidos. A causa pode estar associada a doenças neurológicas como doença de Parkinson, paralisia cerebral, afasias e apraxias comuns no AVC, traumatismo craniano e diversos tipos de distrofias musculares. Neoplasias devem ser sempre investigadas dependendo do tipo de sintomatologia predominante e dos fatores de risco associados.

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Grupos

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A disfagia pode ser dividida em quatro grandes grupos:

Disfagia Orofaríngea

A disfagia orofaríngea caracteriza-se por alteração das fases oral e faríngea da deglutição, geralmente causadas por doenças neurológicas, como a doença de Parkinson e o AVC (que é causa mais comum). Nestes pacientes, a dificuldade de deglutição é maior para líquidos. Por isso, realizam-se avaliações clínicas, como testes de consistências com medidas de 0 a 5, sendo 0 a água e 5 alimentos sólidos. Os exames videofluoroscopia da deglutição (VFSS) e a avaliação endoscópica da deglutição por fibra óptica (FEES) são exames complementares que ajudam a definir as consistências mais seguras no que tange ao menor risco de pneumonia de aspiração.O primeiro exame funciona como um raio-X em vídeo em tempo real, já no segundo é introduzido um cabo de fibra óptica com uma câmera na ponta no nariz, nele também é possível acompanhar o percurso do alimento em tempo real e com um adendo, que é a possibilidade de ver as estruturas anatômicas com suas respectivas cores.

Disfagia Esofágica

A disfagia esofágica é mais frequentemente devida a uma obstrução mecânica. Em muitos pacientes, é possível distinguir uma causa mecânica de uma anormalidade na motilidade por meio da obtenção de um histórico cuidadoso. A idade avançada, o tabagismo e o etilismo são fatores de risco frequentes para neoplasias do esôfago que caracteristicamente são causas destes tipos de disfagia, entre outros.

Disfagia Cardíaca

Em certas doenças, a aurícula esquerda dilata-se e pode comprimir o esófago, produzindo dificuldade a tragar.

Disfagia Botulínica

Em tratamentos de torcicolo com o uso da toxina botulínica tipo A, pode-se ocorrer disfagia devido à penetração da toxina nos músculos da faringe, próximos ao local das aplicações da toxina.

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Tratamento

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O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. Na abordagem clínica, destacam-se a terapia fonoaudiológica e o uso de medicações. A reabilitação fonoaudiológica do paciente disfágico visa garantir uma deglutição segura e eficiente, prevenindo complicações e promovendo a melhora na sua qualidade de vida. O fonoaudiólogo dentro da equipe multidisciplinar é o profissional indicado para ajudar no diagnóstico, no prognóstico, assim como na reabilitação, prevenindo as possíveis complicações já citadas.

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