Dinastia saliana
A dinastia saliana foi uma dinastia na Baixa Idade Média de quatro reis germanos, também conhecida como a dinastia franca após a origem da família e o seu papel como duques da Francônia. Todos estes reis foram também coroados como imperadores romano-germânicos (1027-1125), cuja entidade, o termo 'dinastia sálica' refere-se também, como um termo separado.
A dinastia ancestral foi fundada por Werner de Worms e seu filho duque Conrado, o Vermelho de Lorena, que morreu em 955. Conrado, o Vermelho foi casado com Liutgarda, filha do imperador Otão I, seu filho foi Otão I da Caríntia (governou de 978 a 1004). Os filhos do duque Oto foram: Bruno, que tornou-se Papa Gregório V; Conrado; e Henrique, conde de Speyer. Henrique, foi o pai do primeiro imperador saliano Conrado II. O Papa Leão IX tinha relações familiares com a dinastia, uma vez que seu avô Hugo III era irmão de Adelaide, a avó de Henrique III.
A principal razão para o sucesso dos primeiros salianos foi a sua aliança com a Igreja, uma política iniciada por Otão I, que deu-lhes o apoio material de que precisavam para subjugar os duques rebeldes. Com o tempo, porém, a Igreja chegou a lamentar esta estreita relação. As relações foram rompidas em 1075, durante o que veio a ser conhecido como a Questão das Investiduras (ou Disputa das investiduras), uma luta na qual o papa reformista, Gregório VII, exigiu que Henrique IV renunciasse seus direitos sobre a Igreja alemã. O papa também atacou o conceito de monarquia por direito divino e ganhou o apoio de elementos significativos da nobreza alemã interessados em limitar o absolutismo imperial. E ainda mais, o papa proibiu os funcionários da Igreja, sob pena de excomunhão, de apoiar Henrique como haviam feito no passado. Por fim, Henrique viajou para Canossa no norte da Itália em 1077 para fazer penitência e receber a absolvição do papa. Contudo, ele retomou à prática de fazer investiduras (nomeações de funcionários religiosos pelas autoridades civis) e organizou a eleição de um antipapa.
Suas datas de reinado como imperadores são confundidas com a questão da eleição e subsequente coroação.


