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Hamadânidas

Os Hamadânidas foram uma dinastia de emires árabes que reinou na Síria e no norte do Iraque entre 890 e 1004. Foi fundada por Hamadane ibne Hamadune, que lhe deu o nome e que foi nomeado governador da província de Mardin em 890 pelos califas abássidas de Bagdade.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 02/09/2026
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História

A dinastia foi fundada por oficiais abássidas em 890, que se reclamavam descendentes da tribo cristã dos taglibitas. De tendência xiita, foram reconhecidos como emires pelo califa Almoctafi (r. 902–908). O seu nome provém de Hamadane, que em 868 combateu na Mesopotâmia Superior (em árabe: Jazira) no exército do califa Almutâmide. A dinastia teve dois ramos, um com capital em Alepo, e outro com capital em Moçul. O Emirado de Moçul estendia-se pela região da capital e ao longo da margem esquerda do Rio Tigre, mas tentou expandir o seu poder no Azerbaijão e na Arménia a partir de 935. O Emirado de Alepo, que cobria a Síria do norte e a cidade de Diarbaquir, se bem que formalmente dependente do de Moçul, na prática era independente. O membro mais célebre da dinastia foi Abedalá ibne Hamadane (ou Abu Alhaija), que foi nomeado governador abássida de Moçul em 905 e governador de Bagdade em 914. Em 929, Abedalá participou numa revolta conduzida pelo general Munis Almuzafar, que tinha como objetivo derrubar o califa Almoctadir e substituí-lo pelo seu irmão Alcair. Abedalá é morto quando tenta proteger Alcair.

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Legado

Os dois emirados hamadânidas acolheram e protegeram numerosos poetas e filósofos, como Almotanabi e Abu Firas Hamadani, este último ele próprio um hamadânida. Esta forma de mecenato intelectual contribuiu notavelmente para o prestígio da dinastia.

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