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Différance

Différance é um termo francês cunhado por Jacques Derrida. É homófono à palavra francesa "différence". Faz um jogo com o fato de que a palavra francesa différer pode significar tanto "diferir" quanto "diferenciar".

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/10/2026
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Ilustração de différance

Por exemplo: o significado da palavra "casa" deriva mais da sua função do que de sua diferenciação em relação a "cabana", "mansão", "hotel", "construção" etc. Não apenas as diferenças entre as palavras são importantes aqui, mas os diferenciais entre as imagens significadas são também cobertas pela différance. O adiamento vem à tona a partir do momento em que palavras que acompanham "casa" em qualquer expressão irão transformar o significado da palavra, algumas vezes dramaticamente. Assim, o completo significado é sempre postergado numa linguagem; nunca há um momento em que o significado é completo e total. Um simples exemplo consistiria em procurar uma palavra dada em um dicionário, e depois prosseguir procurando as palavras encontradas naquela definição de palavras, num processo sem fim. Como Roland Barthes descreve no seu ensaio "A morte do autor", a linguagem é um relacionamento contido em si mesmo entre vários significantes. Um símbolo é definido pela sua relação com outros símbolos e estes outros símbolos serão diferentes do primeiro e entre si. Mas, então, o que são eles neles próprios? Onde está o significado elucidativo final desses símbolos?

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O erro de escrita

O "a" de différance é um erro de escrita deliberado, embora soe idêntico quando enunciado oralmente. Isto ressalta o fato de que sua forma escrita não é ouvida, e serve para subverter o tradicional privilégio do discurso sobre a escrita, assim como a distinção entre o sensível e o inteligível. A diferença articulada pelo a na différance não é perceptível aos sentidos sonoros "mas também não pode pertencer à inteligibilidade, à idealidade que não é fortuitamente associada com a objetividade ou com o entendimento." Isto porque a linguagem do entendimento já é apanhada em sensíveis metáforas ("teoria", por exemplo, em Grego, significa "ver"). Derrida apresentou esta palavra no curso de um argumento contra a fenomenologia de Husserl, que procurou uma análise rigorosa do papel da memória e percepção em nosso entendimento de itens sequenciais como música ou linguagem. A différance de Derrida sugere que, por causa de o estado mental do observador estar constantemente em um estado de fluxo e diferir de uma leitura para outra, uma teoria geral que descreva este fenômeno é inatingível.

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