Diego Hypólito
Diego Matias Hypólito ORB é um ex-ginasta brasileiro que competiu em provas de ginástica artística. É o primeiro ginasta masculino do Brasil e da América do Sul, a conquistar uma medalha em Campeonatos Mundiais da modalidade. Diego e Rebeca Andrade são os dois únicos ginastas brasileiros a conquistar duas medalhas de ouro no Campeonato Mundial da modalidade, sendo bicampeão mundial do solo e membro ativo na seleção brasileira. É irmão da também ginasta Daniele Hypólito, com quem participou no Big Brother Brasil 25, da TV Globo.
Imagem: ambevbrasil · BY-NC-SA · Openverse
Diego Hypólito nasceu no ABC paulista Santo André, região metropolitana de São Paulo, e mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro. Filho de um motorista de ônibus chamado Wagner Hypólito e uma costureira chamada Geni Matias. Assim possui ascendência grega vinda de seu pai (O nome Hypólito provem do nome grego Hippolyte, que acabara sendo traduzido ou aportuguesado devido aos ancestrais da família se deslocar para o Brasil), e portuguesa da parte materna. Ainda criança teve seu primeiro contato com o esporte no Clube de Regatas do Flamengo, o mesmo em que sua irmã Daniele treinava. Por insistência dela, especializou-se nos exercícios de solo, no qual conquistou seus primeiros títulos como infantil e mais tarde como júnior. Em 2005, sofreu uma lesão na tíbia da perna direita, o que causou a interrupção de seus treinamentos por seis meses. No mesmo ano, retornou ao desporto duas semanas antes do Campeonato Mundial de Melbourne. Em 2006, foi admitido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ordem de Rio Branco na qualidade de Oficial suplementar por méritos desportivos.
BRA Júnior
Iniciando sua carreira júnior em 2001, o ginasta conquistou três medalhas de ouro, uma de prata e três de bronze no Campeonato Nacional Brasileiro, realizado no Paraná. No evento seguinte, desta vez na capital paulista, foi o medalhista de prata por equipes e no concurso geral, e ouro nas provas do solo e salto. Em mais uma edição do Campeonato Nacional, foi novamente campeão no solo e salto. Em 2002, na edição do VI Jogos da Juventude, Diego conquistou quatro medalhas de ouro (salto, solo, geral e argolas) e três de prata (paralelas, barra fixa e equipe), tornando-se o maior medalhista da competição, com sete medalhas individuais das sete disputáveis. Mais tarde, no Campeonato Pan-americano, foi ouro no solo e bronze no evento geral No ano posterior, conquistou seis medalhas de ouro e uma de prata em mais uma edição do Campeonato Brasileiro, do qual saiu como o maior vencedor. No seguinte evento, o VII Jogos da Juventude, conquistou outras seis medalhas de ouro e uma de prata, novamente saindo-se como o maior campeão. Em 2004, no Campeonato Pan-americano, Diego foi novamente vitorioso no solo e no salto chamado também de tuquinha da mesa.
BRA Sênior
Em seu primeiro compromisso sênior, em 2002, apesar de ainda poder competir em alguns eventos da categoria júnior, o ginasta conquistou duas medalhas de ouro no Campeonato Nacional Brasileiro. No mesmo ano, participou do Campeonato Mundial de Londres aos dezesseis anos. Em 2004, após competições pan-americana e mundial, o atleta participou da etapa da Copa do Mundo de Stuttgart, na qual atingira apenas o sétimo lugar no salto. Na etapa seguinte, realizada no Rio de Janeiro, foi medalhista de ouro em seus principais aparatos: salto e solo. Em nova etapa de Copa do Mundo, foi novamente ouro no solo e bronze no salto. No evento seguinte, em Glasgow, na etapa escocesa da Copa, o atleta saiu-se como medalhista de ouro no solo, e com a quarta colocação no salto. Na etapa de Gante, a quinta do ano, Diego foi medalhista de ouro no solo e bronze no salto. Qualificado, disputou a Final da Copa do Mundo de Birmingham, na qual conquistou novamente a medalha de ouro nos exercícios de solo.[carece de fontes?] Em 2005, Diego conquistou uma medalha de ouro em mais uma etapa de Copa do Mundo. Mais adiante, mesmo lesionado, competiu no Mundial de Melbourne. Em 2007, foi ouro em nova disputa de Copa do Mundo, agora em Stuttgart, na Alemanha. No ano seguinte, teve sua primeira aparição olímpica, nos Jogos de Pequim e conquistou a medalha de ouro do solo na Final da Copa do Mundo de Madrid, realizada na Espanha.
Big Brother Brasil 25
No dia 9 de janeiro de 2025, Diego foi confirmado juntamente com sua irmã Daniele Hypólito, como uma dupla do “Camarote” que compõe o elenco do reality show Big Brother Brasil 25. Após ser indicado a seis paredões, Diego foi o vigésimo eliminado do programa com a média de 59,77% dos votos em um paredão contra Renata Saldanha e Vitória Strada, terminando em 5.º lugar.
Jogos Pan-Americanos
Sua primeira aparição em Pans, deu-se em 2003, na capital dominicana. No evento, Diego conquistou a medalha de prata na disputa coletiva, atrás da equipe cubana. Classificado para duas finais individuais - salto e solo -, conquistou uma medalha. Na final do salto sobre a mesa, atingiu a segunda colocação, superado pelo cubano Eric López. Na final de seu principal aparelho, somou pontos apenas para terminar na quarta colocação. Sua segunda aparição em Pans deu-se na cidade do Rio de Janeiro. No evento, Diego conquistou três medalhas, dentre as quais, duas de ouro. Por equipes, ao lado de Luis Augusto dos Anjos, Danilo Nogueira, Mosiah Rodrigues, Victor Rosa e Adan Santos, conquistou a segunda colocação na prova por equipes, atrás da seleção porto riquenha, medalhista de ouro.
Campeonatos Mundiais de Ginástica Artística
Sua primeira aparição em mundiais ocorreu na cidade húngara de Debrecen. Competindo em seu principal aparelho, o ginasta conquistou vaga na final e atingiu a quinta colocação na prova. Na segunda participação, em Anaheim, nos Estados Unidos, Diego melhorou sua colocação em relação ao evento anterior e conquistou a quarta colocação no aparato, única final na qual esteve presente. Nessa edição pós-olímpica, sob um novo código de pontos, Diego, aos dezenove anos, teve sua estreia em pódios de mundiais, ao conquistar a medalha de ouro nos exercícios de solo, superando o canadense Brandon O'Neill, e o húngaro Robert Gal, prata e bronze, respectivamente.
Jogos Olímpicos
Sua primeira aparição olímpica foi nos Jogos Olímpicos de Pequim, na China, poucos meses após contrair dengue. No evento, Diego se apresentou em dois aparelhos durante a fase qualificatória: salto e solo. No salto, só executou o primeiro e não pôde ir à final. Já no solo, obteve 15.950 pontos e classificou-se na primeira posição. No final deste evento, sofreu uma queda em seu último exercício, terminando em sexto lugar. De volta à Olimpíada nos Jogos Olímpicos de Londres, na Inglaterra, sofreu quedas durante o qualificatório e não foi para a final. Diego afirmou que foi o ponto baixo de sua carreira, entrando em forte depressão após os Jogos.
Imagem: ambevbrasil · BY-NC-SA · Openverse
Em 8 de maio de 2019, em um depoimento ao UOL Esporte, Hypolito revelou que é homossexual. Mesmo assim, teve um relacionamento breve com uma mulher em 2009. Diego namorou o advogado Marcus Duarte entre 2018 e 2020. Em dezembro de 2019, ele afirmou ser cristão desde a infância e frequentar a Bola de Neve Church todas as semanas. Durante transmissão da Rede Globo ao vivo de evento de ginástica dos Jogos Olímpicos de 2024, Daiane dos Santos carinhosamente o chamou de Tutú, ao que Hypolito, rindo, confirmou ao apresentador ser seu apelido no mundo da ginástica. Em 2020, Diego Hypólito ganhou uma nova identidade visual, criada pelo designer brasileiro Diogo Palilo, especialista em design de marcas esportivas. A nova marca foi desenvolvida para representar a trajetória de superação, excelência esportiva e novos projetos sociais do atleta. O símbolo, de construção minimalista e contemporânea, sintetiza movimento, leveza e força, refletindo os valores que Diego defende dentro e fora do esporte.


