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Dib Lutfi

Dib Lutfi foi um diretor de fotografia e cinegrafista do cinema brasileiro.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/06/2026
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Biografia

Imagem: Divulgação · CC0 · Openverse

Descendente de sírios, mudou-se para o Rio de Janeiro no fim da adolescência. Em 1959, começou a trabalhar como câmera na TV Rio. Seu primeiro contato com o cinema se deu com o curta-metragem O Menino da Calça Branca (1961), ao ser chamado pelo diretor e irmão Sérgio Ricardo para render o então diretor de fotografia Ruy Santos, que precisou deixar as filmagens. No ano seguinte, em 1962, Dib participou de um seminário promovido pelo Itamaraty com o sueco Arne Sucksdorff, com quem trabalharia em seguida como assistente de câmera no longa-metragem Fábula - Meu Lar é Copacabana (1964). Foi um dos responsáveis pela consolidação da estética do Cinema Novo, representada pelo lema "uma câmera na mão e uma ideia na cabeça", pois seu talento com os movimentos de câmera passou a ser plenamente reconhecido pelos pares, principalmente depois do seu primeiro longa-metragem como diretor de fotografia, Esse Mundo É Meu (1963), também do irmão Sérgio Ricardo. Em seguida, foi cinegrafista nos filmes O Desafio (Paulo César Saraceni, 1964) e A Falecida (Leon Hirszman, 1965). Trabalhou com diretores como Nelson Pereira dos Santos (em Fome de Amor, de 1968, e Azyllo Muito Louco, de 1969, ambos premiados com o Candango de melhor fotografia no Festival de Brasília), Arnaldo Jabor (Opinião Pública, de 1967, O Casamento, de 1975, e Tudo Bem, de 1978, este também premiado em Brasília), e Ruy Guerra (Os Deuses e os Mortos, 1970, igualmente premiado em Brasília). A sua habilidade com a câmera na mão chamou a atenção de Glauber Rocha, que o convidou para operar a câmera de Terra em Transe (1967).

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Fontes consultadas

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