Línguas celtas
As línguas celtas, também conhecidas como célticas, têm sua origem no protocelta, ou "celta comum", um ramo da grande família das línguas indo-europeias. O termo "celta" foi popularizado por Edward Lhuyd em 1707, mas já era utilizado por autores gregos e romanos para se referir a povos da Gália central e da Península Ibérica. No primeiro milênio antes de Cristo, essas línguas se espalhavam pela Europa, desde o Golfo da Biscaia e o Mar do Norte, passando pelas bacias do Reno e do Danúbio, até o Mar Negro, a parte superior da Península Balcânica e a Ásia Menor (Galácia). Atualmente, a presença das línguas celtas é restrita a algumas regiões na Grã-Bretanha, Ilha de Man, Irlanda, Ilha Cape Breton (Canadá), na Península da Bretanha (França) e na Patagônia (Argentina). A migração para a Ilha Cape Breton e a Patagônia é um fenômeno mais recente, ocorrido na Idade Moderna. Em todas essas áreas, as línguas celtas são faladas apenas por minorias.
Pontos-chave
- As línguas celtas derivam do protocelta, um ramo da família indo-europeia.
- Historicamente, foram faladas em vasta área da Europa e Ásia Menor.
- Atualmente, são faladas por minorias em ilhas britânicas, França, Canadá e Argentina.
- A classificação e as relações entre as línguas celtas ainda geram debates acadêmicos.
- A hipótese de um ramo ítalo-celta comum é discutida, mas não consensual.
A classificação das línguas celtas apresenta desafios devido à escassez de fontes primárias, gerando debates acadêmicos. Existem diferentes propostas de divisão interna.
Celta Continental vs. Insular
Alguns estudiosos dividem o celta em continental e insular, sugerindo que as diferenças entre as línguas goidélicas e britônicas surgiram após a separação das línguas celtas continentais. Essa abordagem busca entender a evolução das línguas com base em sua localização geográfica e histórico de separação.
A hipótese ítalo-celta sugere que as línguas celtas e itálicas formariam uma subfamília comum dentro do indo-europeu, baseada em características compartilhadas.


