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Direction Générale de la Sécurité Extérieure

Direction générale de la Sécurité extérieure (DGSE) é uma das agências de inteligência e contraespionagem da França, desde 1982. Ligada ao Ministério da Defesa do governo francês, a DGSE é a sucessora do antigo Serviço de Documentação Externa e de Contraespionagem (SDECE) e é responsável pela coleta de informações, contraterrorismo, espionagem econômica e operações sensíveis no exterior. A DGSE trabalha em cooperação com a Direction générale de la Sécurité intérieure (DGSI), Direção Geral de Segurança Interna, com o objetivo de "proteger os interesses vitais da nação", nos domínios antiterrorista e paramilitar. Seu lema é "partout où nécessité fait loi". É uma das operadoras do sistema de vigilância global Franchelon. Além do orçamento oficial, a DGSE conta com um patrimônio clandestino que possui desde a Primeira Guerra Mundial e que não aparece no orçamento do Estado. Destinado a situações de crise, deve ser, em princípio, suficientemente alto e disponível para garantir a continuidade do Estado em caso de crise: assim, poderia financiar um governo no exílio, caso o território nacional esteja em perigo. Gerenciado secretamente, sua existência foi reconhecida pelo governo da França apenas em 2006, mas seu valor não pode ser divulgado.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 06/08/2026
01

Cooperação com a CIA

Em novembro de 2005, a reporter Dana Priest do The Washington Post revelou a existência das Prisões secretas da CIA. O artigo revelou também a cooperação do governo da França com a CIA através da Alliance Base. Para aparentar pouca participação da CIA nas operações da Alliance Base, a língua utilizada no centro foi o francês. [carece de fontes?] Em 5 de fevereiro de 2013, o jornal O Globo publicou matéria sobre um relatório emitido por uma organização que afirmava que a França não era um dos países listados como colaborador da CIA no seu programa de detenções secretas e interrogatórios com suposto uso de tortura. O mesmo relatório também listava vários países da Europa como tendo colaborado no programa de interrogatório da CIA, incluindo Portugal. As informações publicadas pela imprensa francesa e pelo The Washington Post todavia, apontam para outros fatos e indicam que a existência da aliança francesa com a CIA através da Alliance Base durou de 2002 ate 2009.

02

Acusações de sabotagem do Programa Espacial Brasileiro

Imagem: francediplomatie · BY-NC-SA · Openverse

A Agência Brasileira de Inteligência investigou se agentes do serviço secreto francês promoveram ação de sabotagem para explodir a base de lançamento de satélites de Alcântara, no Maranhão. Um documento da ABIN revela pelo menos três operações cujos alvos eram espiões franceses e seus contatos brasileiros e estrangeiros. Houve também monitoramento do serviço de inteligência em órgãos de cooperação e cultura ligados à Embaixada da França. A base de lançamento de satélites de Alcântara colocaria "em perigo" os interesses econômicos e diplomáticos da França, que atualmente possui uma base na região dos trópicos, localizada em Kourou, na Guiana Francesa.

03

Dossiê Farewell ("despedida")

Imagem: francediplomatie · BY-NC-SA · Openverse

O Dossiê Farewell, provavelmente a mais significativa operação de inteligência efetuada por um serviço secreto europeu durante a Guerra Fria e crucial para a vitória do Ocidente, foi a coleção de documentos que Vladimir Vetrov, um desertor da KGB (codinome "Farewell"), reuniu e entregou ao serviço secreto francês. Vetrov ficou cada vez mais desiludido com o sistema soviético e decidiu trabalhar com os franceses no final da década de 1970. Entre o início de 1981 e o início de 1982, Vetrov deu quase 4000 documentos secretos aos franceses, incluindo a lista completa de 250 oficiais da KGB estacionados sob proteção legal em embaixadas em todo o mundo. Como consequência, as nações ocidentais realizaram uma expulsão em massa de espiões de tecnologia soviéticos. A CIA e a DGSE montaram uma operação de contra-inteligência que transferiu designs de hardware e software modificados para os soviéticos. Thomas Reed alegou que esta foi a causa do desastre de um oleoduto transiberiano em 1982. A história de Vetrov inspirou o livro Bonjour Farewell: The Truth about the French Mole in the KGB, de Serguei Kostine.

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