Der Rosenkavalier
Der Rosenkavalier, O Cavaleiro da Rosa, é uma ópera cómica em três atos de Richard Strauss, com libreto de Hugo von Hofmannsthal. Estreou no Königliches Opernhaus de Dresden, a 26 de janeiro de 1911.
A ação se passa em Viena, na época de Mozart e da imperatriz Maria Teresa da Áustria
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Um jovem de seus 16-17 anos, sexualmente inexperiente, Octavian, recebe uma lição de vida e de sexualidade de um nobre ser - a Marechala, Princesa Werdenberg. Ele só descobre a si mesmo, no entanto, e começa a entender os mistérios do coração feminino, quando ele é encarregado pela Marechala de uma nobre missão: levar uma rosa de prata à jovem Sophie, a noiva do Barão von Lerchenau...
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Quando a cortina se ergue, a Marechala (esposa do Feldmarschall, um título de nobreza que se usava naquela época) está na cama com Octavian. Um pretinho, Muhammad, vem trazer o café da manhã, e os dois tomam seu desjejum ao som de uma graciosa melodia mozartiana na clarineta. Ficamos sabendo dos apelidos: ele a chama de Bichette, ela o chama de Quinquin. Ouve-se um barulho lá fora; uma voz masculina, grave e um pouco grosseira, esbraveja alguma coisa. Assustadíssima, Bichette geme: "É meu marido, Quinquin! Esconde-te dentro do armário!". "Eu pensava que ele estava caçando nas florestas da Croácia! Quando o homem bate à porta e pede para entrar ela reconhece que não se trata de seu marido, e sim de seu primo, o Barão Ochs. Este pergunta à Marechala se ela recebeu a carta. "Que carta?" pergunta ela. "A carta anunciando o meu noivado com Sophie von Faninal." "Ah sim, é verdade, a carta," responde a Marechala com um sorriso meio embaraçado. Octavian sai de dentro do armário vestido de mulher e é apresentado ao Barão como "Mariandel", a nova femme de chambre da Marechala. O Barão, que é uma espécie de Don Giovanni, só que mais velho e mais decadente, imediatamente põe o olho gordo em cima da garota. O velho libidinoso agora está cheio de dívidas, e por essa razão ele procura esse casamento de conveniência com a filha de um rico burguês, e é desse assunto que ele veio tratar com a Marechala. É costume da alta nobreza austríaca ofertar uma rosa de prata à noiva pouco antes do casamento. A rosa deve ser levada por um jovem nobre, encarregado dessa missão pelo noivo. Por essa razão, o Barão precisa da ajuda da Marechala. A Marechala sugere Octavian, agora disfarçado de "Mariandel".
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Um luxuoso salão na residência de Herr von Faninal Esta cena, uma das mais famosas desta ópera, é chamada a Apresentação da Rosa. Sophie, com mordomos e alguns convidados, aguardam ansiosamente a chegada do cavalheiro da rosa. À chegada de Octavian ouvimos o leitmotiv, o tema da rosa de prata, um engenhoso efeito orquestral que Strauss consegue através do uso de celesta, harpas, três flautas e três violinos solo, e que é a contrapartida sonora do brilho metálico da rosa nas mãos de Octavian. Estremecente de emoção, Sophie recebe a rosa das mãos de Octavian, que pronuncia as palavras que a cerimônia exige, e ela responde com o agradecimento de praxe. As palavras formais, contudo, mal conseguem disfarçar a transformação que se passa dentro dos dois: Octavian por um momento esquece a Marechala, enquanto que Sophie sente que este é o momento mais feliz da existência dela, sem que ela entenda por quê. A mágica se processa, e ao final da cena da apresentação da rosa Sophie e Octavian estão apaixonados um pelo outro. Eles conversam descontraidamente após a cerimônia, e Octavian fica surpreso ao saber que ela conhece o nome completo dele, que ela se deu ao trabalho de pesquisar num almanaque da nobreza austríaca: Octavian Maria Ehrenreich Bonaventura Fernand Hyacinth. "Nem eu conheço meu nome tão bem assim," ele ri. Ela também conhece o apelido dele: Quinquin. Octavian fica imaginado como ela descobriu isso.
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Um luxuoso motel à beira da estrada, perto de Viena No luxuosíssimo apartamento, com uma garrafa de champanhe já aberta, o Barão espera por "Mariandel", sem perceber que ele está caindo na armadilha urdida por Octavian, com a ajuda de Valzacchi e Annina, que ele subornou. Octavian está disfarçado de Mariandel. Ele mandou uma mensagem secreta a Faninal para que ele aparecesse na hora h e pegasse o Barão com a boca na botija. É o que acontece. Faninal, que até esse ponto dava todo apoio ao Barão, fica conhecendo então o verdadeiro caráter do homem, e não aprova mais o casamento de sua filha com tal cafajeste. Chega um inspetor de polícia, que está prestes a prender o Barão, pego em flagrante delito de sedução de menores. O que ninguém esperava, porém, é a súbita chegada da Marechala, que livra o Barão de uma fria, esclarecendo a verdadeira identidade de "Mariandel". Resta um ponto delicado, porém. Apaixonado por Sophie, que chegou junto com o pai, Octavian não sabe como explicar isso à Marechala. Ele tem medo de ferir aquele nobre coração. Com um sorriso, a Marechala deixa claro que ele não precisa explicar nada. Afinal de contas, foi ela que bolou a trama toda. Com graça mas com firmeza, ela diz a ele que fique com Sophie, e se retira graciosamente de cena.
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Esta é a mais amada de todas as óperas de Richard Strauss. O papel da Marechala é cobiçadíssimo entre as sopranos, e não é difícil entender por que: em todo o repertório operístico existente, não existe nenhum papel feminino mais delicado, mais doce e mais gentil do que o da Marechala - a única rival dela é a Condessa de Le Nozze di Figaro. Várias sopranos construiram suas carreiras passando por um longo processo de maturação, cantando primeiro a ingênua Sophie, depois o impetuoso Octavian, e só mais tarde - a coroação - assumindo a dignidade da Marechala. Elisabeth Schwarzkopf, Maria Reining e Kiri Te Kanawa são algumas das que mais se destacaram nesse papel. A similaridade entre os papéis da Condessa e o da Marechala já foi notada: no final de As Bodas de Fígaro, é o aparecimento da Condessa que traz absolvição a todos os presentes, inclusive ao marido mulherengo. E no final de Der Rosenkavalier, a Marechala aparece, e perdoa o Barão (de certa forma), absolve Octavian, e dá sua bênção à união dele com Sophie.


