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Denis Pushilin

Denis Vladimirovitch Pushilin é um político e estadista russo e ucraniano, atual chefe da República Popular de Donetsk (RPD). Desempenhou essa função inicialmente entre 2018 e 2022, quando a entidade se declarava um Estado autoproclamado e, desde 23 de setembro de 2023, mantém-se no posto após a incorporação da república como sujeito da Federação da Rússia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Vida inicial

Nasceu em 9 de maio de 1981, na cidade de Makeevka, Oblast de Donetsk, na então República Socialista Soviética da Ucrânia. É filho de trabalhadores da Usina Metalúrgica de Makeevka, Vladimir Ivanovitch Pushilin e Valentina Ergashovna Khasanova. Suas raízes familiares são diversas: por parte de pai, sua linhagem remonta ao Oblast de Voronej, sendo que seu avô paterno mudou-se da aldeia de Nijni Mamon para a região industrial do Donbas. Por parte de mãe, Valentina é natural do Oblast de Quérson, com raízes paternas no Uzbequistão. Seu avô materno, Ergash Khasanovitch Khasanov, foi um veterano da Segunda Guerra Mundial, condecorado com diversas ordens e medalhas pela defesa da pátria. Pushilin passou toda a sua infância e juventude em sua terra natal. De acordo com seu site oficial, Pushilin foi um "bom aluno" durante o período escolar. Em 1998, ele se formou no Liceu Municipal de Makeevka n.º 1 (unidade que, até 1992, funcionava como a Escola de Educação Geral n.º 14). Entre 1999 e 2000, cumpriu o serviço militar obrigatório nas fileiras da Guarda Nacional da Ucrânia, servindo em um batalhão de operações especiais destacado na Crimeia. Após o serviço militar, ingressou na Faculdade de Economia Empresarial da Academia Nacional de Construção e Arquitetura de Donbas. Embora tenha começado a conciliar os estudos com o trabalho a partir de 2002, ele não concluiu a graduação nesta instituição na época. Posteriormente, consta em seus registros um diploma de mestre em Administração Pública e Municipal pela Academia de Gestão e Administração Pública de Donetsk em 2020.

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Guerra Russo-Ucraniana

Ingresso no movimento separatista e papel inicial

Pushilin ingressou no movimento separatista em 2014, no contexto dos protestos pró-russos na Ucrânia. Ele não esteve envolvido em ações militares diretas e sua postura de não vestir uniforme militar era notória entre os círculos separatistas. Com o passar do tempo, contudo, ele conquistou a confiança do governo russo. Em 5 de abril de 2014, liderou um comício de moradores em Donetsk, apresentando-se como vice de Pavel Gubarev, o então "Governador do Povo" do Oblast de Donetsk. Nesse ato, exigiu a realização de um referendo sobre a independência em relação ao novo governo ucraniano estabelecido em Kiev, nos moldes do que havia sido feito na Crimeia. Dois dias depois, em 7 de abril, a República Popular de Donetsk (RPD) foi proclamada, e Pushilin assumiu o posto de copresidente do governo provisório de coalizão.

Presidência do Conselho Supremo e atuação parlamentar

Em 15 de maio de 2014, Pushilin tornou-se o presidente do Conselho Supremo da RPD, que representava a função mais alta dentro da estrutura política da república de acordo com sua lei fundamental na época. Sob a minuta constitucional adotada formalmente em 19 de maio, ele passou a atuar como chefe de Estado da nova república. Em junho de 2014, decretou que as empresas locais envolvidas em evasão fiscal seriam estatizadas. Naquele período, Pushilin declarava que não vislumbrava a RPD como um Estado soberano permanente, manifestando preferência pela integração do território à Federação da Rússia, estrutura que ele definia como um potencial "Império Russo" renovado.

Chefe da RPD

Em 31 de agosto de 2018, o chefe da RPD, Alexandr Zakhartchenko, foi morto em decorrência da explosão de uma bomba em um restaurante na cidade de Donetsk. Embora o seu vice-chefe, Dmitri Trapeznikov, tenha sido anunciado inicialmente como o governante interino da república, o procurador-geral interino da RPD, Andrei Spivak, emitiu um parecer em 6 de setembro classificando a decisão como ilegal. Spivak encaminhou uma representação ao presidente do parlamento, Pushilin, determinando que o Conselho Popular assumisse a atribuição de indicar um novo chefe interino, além de formar um novo Conselho de Ministros e uma nova Comissão Eleitoral Central (CEC).

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Fontes consultadas

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