Síndrome de Diógenes
A Síndrome de Diógenes é uma desordem caracterizada por extrema auto-negligência, descuido do lar, retirada social, apatia, acúmulo compulsivo de lixo ou animais. Os doentes também podem apresentar sintomas de catatonia.
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A origem da síndrome é desconhecida, embora o termo "Diógenes" tenha sido cunhado por A. N. G. Clarke et al em meados da década de 1970 e tenha sido comumente usado desde então. A síndrome de Diógenes foi reconhecida mais proeminentemente como um fenômeno da mídia popular e não da literatura médica, pois englobava somente pacientes que eram levados a serviços de saúde. A descrição primária desta síndrome só havia sido mencionada por geriatras e psiquiatras. Atualmente, o termo síndrome de Diógenes é amplamente conhecido nesse meio e na literatura acadêmica.
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A síndrome de Diógenes é um distúrbio que envolve acumulação de lixo e auto-negligência grave. Além disso, a síndrome é caracterizada pelo descaso doméstico, alienação social e recusa de ajuda. Foi demonstrado que a síndrome é causada como uma reação ao estresse experimentado pelo paciente. O intervalo de tempo em que a síndrome se desenvolve é indefinido, embora seja mais precisamente distinguido como uma reação ao estresse que ocorre no final da vida. Na maioria dos casos, observou-se que os pacientes tinham uma possessividade anormal e padrões de acumulação de maneira desordenada. Estes sintomas sugerem danos nas áreas pré-frontais do cérebro, devido à sua relação com a tomada de decisão. Embora em contraste, houve alguns casos em que os objetos acumulados foram organizados de uma maneira metódica, o que pode sugerir uma causa diferente de danos cerebrais. Embora a maioria dos pacientes tenham sido observados como provenientes de lares com condições precárias e muitos foram confrontados com a pobreza por um longo período de tempo, essas semelhanças não são consideradas como uma causa definitiva para a síndrome. A pesquisa mostrou que alguns dos participantes com a condição tinham sólidos antecedentes familiares, bem como vida profissional bem sucedida. Metade dos pacientes possuíam nível de inteligência superior. Isso indica que a síndrome de Diógenes não afeta exclusivamente aqueles que sofrem de pobreza ou aqueles que tiveram experiências traumáticas na infância.
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Os indivíduos que sofrem de síndrome de Diógenes geralmente exibem sinais de colecionismo, acumulação ou transtorno obsessivo-compulsivo. Indivíduos que sofreram danos ao cérebro, particularmente ao lobo frontal, podem ter maior risco de desenvolver a síndrome. Os lobos frontais são de particular interesse, porque são conhecidos por estarem envolvidos em processos cognitivos de ordem superior, tais como raciocínio, tomada de decisão e monitoramento de conflitos. A síndrome de Diógenes tende a ocorrer entre idosos. Os padrões comportamentais normalmente refletidos por aqueles que vivem com esse transtorno são sofrer de problemas funcionais significativos que estão correlacionados com a morbidade e a mortalidade.
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É eticamente difícil quando se trata de lidar com pacientes diagnosticados, pois muitos deles negam suas más condições e recusam tratamento. Os principais objetivos dos médicos são ajudar a melhorar o estilo de vida do paciente e o seu bem-estar, portanto os profissionais de saúde devem decidir por forçar ou não o tratamento ao paciente. Em alguns casos, especialmente aqueles que incluem a incapacidade de se mover, os pacientes devem consentir à ajuda, uma vez que eles não conseguem cuidar de si mesmos. Hospitais ou lares são muitas vezes considerados o melhor tratamento nessas condições. Quando sob cuidados, os pacientes devem ser tratados de uma maneira em que eles podem aprender a confiar nos profissionais de saúde. Por isso, os pacientes devem ser restritos no número de visitantes que são permitidos receber e serem limitados a um profissional de saúde. Alguns pacientes respondem melhor à psicoterapia, enquanto outros ao tratamento comportamental ou o cuidado terminal.


