Deísmo
O deísmo é uma categoria do teísmo e uma posição filosófica que acredita na criação do universo por uma inteligência superior, através da razão, do livre pensamento e da experiência pessoal, em vez dos elementos comuns das religiões teístas como a revelação direta, ou tradição.
Os deístas acreditam em um deus, como apregoam as religiões, mas não acreditam que as religiões possam estar certas ao se dizerem conhecedoras da Palavra de Deus ou da maneira como Deus quer que nós ajamos moralmente. Para eles, não há quaisquer comprovações científicas da veracidade de tais argumentos. Como meio de investigação para comprovações metafísicas, os deístas tendem a aceitar totalmente a lógica. Logo, para os deístas, as religiões denominacionais são apenas invenções humanas. O deísta acredita que a própria estrutura do universo, tão complexa como é, é a prova de que existe um criador; entretanto é importante ressaltar que o deísmo permite aos seus seguidores uma livre interpretação disso. Para alguns deístas, por exemplo, Deus pode ser um ser transcendental criador das coisas; para outros, pode ser uma força completamente neutra – não pensante, não sobrenatural – que gera e mantém o universo, ou até mesmo um ser mortal dotado de altíssima tecnologia.
As raízes do deísmo estão ligadas aos antigos filósofos gregos e sobretudo à filosofia aristotélica da primeira causa. Mais tarde este movimento floresce durante o Iluminismo, com o apoio de cientistas britânicos e italianos, como Galileu Galilei e Isaac Newton. As primeiras obras de críticas à Bíblia, tais como Thomas Hobbes no Leviatã e Spinoza no Tratado Político Teológico, bem como obras de autores menos conhecidos, como Richard Simon e Isaac La Peyrère, pavimentaram o caminho para o desenvolvimento do deísmo crítico. Edward Herbert, Lorde de Cherbury (1583-1648), é geralmente considerado como o "pai do deísmo inglês", e seu livro De Veritate (na verdade, It Is Distinguished from Revelation, the Probable, the Possible, and the False) (1624) a primeira grande demonstração do deísmo. Herbert apresentou os pontos básicos do deísmo que pode ser resumido na seguinte maneira: "Deus existe, e pode ser cultuado pelo arrependimento e por uma vida de tal modo digna, que a alma imortal possa receber a recompensa eterna em vez do castigo". Outros deístas influentes, como Charles Bloynt (1654-1693), John Tolarndt ou John Toland (1670-1722), Lorde Shaftesbury (1671-1713) pregaram que o cristianismo não era um mistério e poderia ter sua autenticidade verificada pela razão; tudo o que não pudesse ser provado pela razão deveria ser descartado.
Os deístas não estão presos a nenhum tipo de mitologia ou dogma, podendo ou não acreditar em algum tipo de pós-vida. Frequentemente, os deístas se encontram insatisfeitos com as religiões denominacionais, e apresentam, geralmente, algumas afirmações que os diferenciam dos religiosos e teístas. Na idade contemporânea, muitas pessoas que se descobrem como deístas, através das definições mencionadas, se perguntam se os deístas por não frequentarem nenhuma religião, não rezam também. A resposta é simples. Cada deísta possui uma visão diferenciada sobre Deus e sobre a moral, mas sempre sob a sua influência cultural e nunca de ordem religiosa. Rezar em uma instituição organizada e religiosa está fora da sua aceitação. No entanto, alguns deístas rezam sim, mas de forma isolada. As orações não seguem um ritual e nem uma doutrina específica. Podemos encontrar como sugestão a "Oração da Felicidade Plena" de autoria de Marco Antonio Okuma, deísta há mais de 30 anos. A oração está disponível de forma gratuita para baixar da internet. O autor também foi o primeiro escritor no Brasil a lançar um livro com o título "Deísmo" que retrata novas concepções sobre sexualidade e religiosidade.
Pandeísmo
Pandeísmo é uma corrente filosófica que surgiu da mistura do panteísmo com o deísmo. Panteísmo é a crença de que tudo compõe um Deus abrangente e imanente, ou que o Universo (ou Natureza) é idêntica à divindade. Panteístas e pandeístas, assim, não acreditam em um deus pessoal ou antropomórfico. Para pandeístas: "Deus originou e se tornou o Universo"..mw-parser-output .hatnote{font-style:italic}.mw-parser-output div.hatnote{padding-left:1.6em;margin-bottom:0.5em}.mw-parser-output .hatnote i{font-style:normal}.mw-parser-output .hatnote+span.mw-empty-elt+.hatnote,.mw-parser-output .hatnote+link+.hatnote{margin-top:-0.5em}


