Alexander Alekhine
Alexander Alekhine foi um enxadrista franco-russo de renome mundial, célebre por seu estilo de jogo agressivo e por ter sido campeão mundial por 17 anos. Sua carreira, no entanto, também é marcada por controvérsias.
Pontos-chave
- Foi campeão mundial de xadrez por 17 anos.
- Destacou-se pelo seu estilo de jogo marcadamente atacante.
- Nasceu em uma família abastada e aprendeu xadrez com sua mãe.
- Ocupou o título de Grande Mestre em 1914.
- Sua morte em Portugal é cercada de mistérios e especulações.
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Nascido em uma família abastada, Alexander Alekhine teve seu primeiro contato com o xadrez em 1903, ensinado por sua mãe. Seu talento precoce se manifestou em 1909, aos dezessete anos, ao vencer o torneio russo de xadrez para amadores em São Petersburgo, conquistando o título de mestre nacional. Em 1914, em São Petersburgo, Alekhine e José Raúl Capablanca foram reconhecidos como Grandes Mestres. Alekhine era um indivíduo cosmopolita, com fluência em russo, alemão, francês e inglês, tendo vivido em diversos países.
Relação com o nazismo
Alekhine não participou de boicotes contra torneios organizados por nazistas e não se opôs a a ocupação alemã da França; e é muito provavelmente o autor de artigos antissemitas intitulados "Jüdisches und arisches Schach" (Xadrez judaico e alemão) publicados sob seu nome no Pariser Zeitung. Neles, contrasta o "xadrez judaico" (que identifica com Steinitz e Lasker) com o "xadrez ariano", relacionado com vários outros nomes da história do xadrez. Chama o primeiro de covarde e "calculista"; e exalta o segundo como a verdadeira fonte de brilhantismo e arte no esporte. Entretanto, não está claro se Alekhine realmente nutria simpatias nazistas ou era apenas complacente e coagido pelo governo devido a sua situação financeira e pessoal. O próprio veio a negar a autoria dos artigos depois de algum tempo.
Morte
Alekhine veio a morrer num hotel do Estoril em Portugal, enquanto se preparava para um partida para defender o seu título de campeão do mundo contra Botvinnik. Pensa-se que a sua morte, um assunto muito controverso e ainda debatido, se deva ou a um ataque cardíaco, ou a ter sufocado enquanto se alimentava. A este propósito alguns investigadores mais recentes apontam a hipótese de Alekhine ter sido espião (possivelmente alemão) durante a 2ª Guerra e ter sido vítima de homicídio (notar que Lisboa era então uma importante praça giratória da espionagem mundial). A FIDE financiou o funeral, e os seus restos mortais foram transferidos para o Cimetière du Montparnasse, em Paris, em 1956.
Legado
Alekhine estudava bastante, aparecendo o seu nome associado a várias aberturas. A Defesa Alekhine (1. e4 Cf6 na notação algébrica) é o exemplo mais sonante; também existe o ataque de Alekhine-Chatard (1. e4 e6 2. d4 d5 3. Cc3 Cf6 4. Bg5 Be7 5. e5 Cfd7 6. h4), um sacrifício na Defesa Francesa. Também há uma partida que Alekhine jogou contra Aaron Nimzowitsch, que deu origem ao "Canhão de Alekhine".


