Death Note
Death Note é uma série de mangá escrita por Tsugumi Ohba e ilustrada por Takeshi Obata. Os capítulos do mangá foram serializados na revista semanal japonesa Weekly Shōnen Jump de 2003 até 2006, com os capítulos compilados em um total de 12 volumes tankōbon e lançados pela editora Shueisha.[carece de fontes?] No Brasil, a série de mangá foi licenciada publicada em duas versões pela editora JBC, que também lançou as duas light novels da série. Em Portugal, o mangá foi licenciado pela Viz Media Europa e publicado pela Editora Devir.
Light Yagami é um estudante genial da cidade de Tóquio, no Japão. Um dia, sua vida sofre uma mudança radical, quando encontra um estranho caderno sobrenatural chamado "Death Note" caído no chão. Ao ser aberto, as instruções gravadas na capa diziam que a pessoa que tivesse seu nome escrito no caderno e seu rosto visualizado na mente de quem escrevesse morreria em 40 segundos de ataque cardíaco (se acaso a morte não for especificada). No início, Light desconfiava da autenticidade daquele caderno, mas logo confirmou ser verdadeiro. Depois de cinco dias, ele é visitado pelo verdadeiro proprietário do Death Note, um shinigami chamado Ryuk, que explica que originalmente esses cadernos pertenciam ao Reino Dos Shinigami, que os usam para roubar tempo de vida dos humanos e prolongarem sua existência. Ele também conta ter deixado cair o caderno na Terra porque estava entediado com a eternidade daquele mundo. Mais tarde, o número de mortes inexplicáveis dos criminosos chama a atenção do FBI e de um famoso detetive particular conhecido como "L". L deduz rapidamente que o assassino em série — apelidado pelo público como "Kira" (キラ; derivado da pronúncia típica japonesa da palavra inglesa "killer", lit. "assassino") — estava no Japão. Também percebe que Kira poderia matar pessoas sem a necessidade de colocar um dedo nelas. Light percebe que L será um de seus maiores rivais. Por isso, uma guerra fria se inicia entre eles.
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Na história, o "Death Note" é um caderno, normalmente de capa preta, que tem seu nome escrito na parte frontal. Possui um ar dramático e misterioso que faz qualquer pessoa duvidar de sua veracidade, mesmo que seja realmente funcional. Esse caderno não se origina do mundo humano, e tem a capacidade de matar qualquer pessoa apenas se o nomes for escrito nele enquanto o portador visualizar mentalmente o rosto de quem deseja assassinar. Normalmente os nomes das pessoas que são escritos no caderno morrem de um ataque cardíaco depois de quarenta segundos, a menos que se especifique a causa da morte antes de seis segundos. Os shinigamis são os portadores originais dos Death Notes e graças aos seus olhos podem matar as pessoas facilmente, já que lhes permitem ver o nome verdadeiro das pessoas e o tempo que lhes resta de vida. Os shinigamis, por serem deuses espirituais, não podem ser vistos por pessoas normais ao menos que elas tenham tocado em seu Death Note. Quando Ryuk, o Shinigami que era o antigo portador do caderno, deixou o seu Death Note na Terra, ele escreveu as instruções sobre o seu uso em inglês, porque é uma linguagem universal; pelo que Light Yagami aprende a usá-lo instantaneamente ao encontrá-lo, mas no decorrer da série, aparecem outras regras não ditas e algumas falsas que Light usa a seu favor.
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Aqui, uma breve descrição dos personagens principais, e também informações sobre os seiyūs da versão original japonesa e os dubladores da versão em português brasileiro: É um dos melhores alunos do Japão e o principal protagonista da série. Uma vez que encontra o Death Note, se dispõe a acabar com todos os criminosos do mundo e criar um mundo perfeito onde ele é o deus. Ao usar o Death Note, o número de mortes inexplicáveis chama a atenção de todos os meios de comunicação, tornando-se o centro de atenção do Japão e do mundo. Mais tarde, ele terá que escapar das deduções de L para poder alcançar seus objetivos. Na versão japonesa, seu seiyū é Mamoru Miyano, enquanto foi dublado na versão brasileira por José Leonardo. Na versão Live Action é feito por Masataka Kubota no Dorama e no movie Tatsuya Fujiwara. Na versão Norte-Americana, Light é feito por Nat Wolff, e seu sobrenome é adaptado para Turner ao invés do original. Light teve outros rumos diferentes, no mangá, no anime e no filme de Death Note ele morre depois de ter seu nome escrito no Death Note por Ryuk, no filme ocidental ele sobrevive e no Dorama morre queimado numa explosão do galpão (a morte no mangá e no anime também diferem em certos pontos, sendo no mangá exaltado como sua perda foi patética e como ele implorava por sua vida e até tentava culpar outras pessoas, morrendo de ataque cardíaco quando Ryuk passa a o achar desinteressante e que também gargalha ao ver Light morrer no balcão sem a glória que tanto desejava e também exaltando a insignificância de seus atos, que mesmo se tivessem dado certo, teriam terminado no Mu (O Vazio). Já no anime, Ryuk se despede de Light com mais pesar pelo fim do entretenimento e o fim de um humano fascinante, focando no emocional e na loucura que agora era parte de sua mente. Light também consegue fugir do balcão mancando à causa do disparo de Matsuda e delira sozinho enquanto tenta correr, mas Ryuk adianta sua morte se despedindo e o avisando que ele já tinha perdido, escrevendo seu nome no caderno e sua morte acontece em uma escadaria ao pôr-do-sol). .
O conceito de Death Note não deriva de uma única fonte, mas sim de um conceito geral envolvendo shinigamis e "regras específicas". Tsugumi Ohba queria criar uma série de suspense porque ele sentia que não poderia criar uma série de luta, já que considerou que havia muitas séries com esse tema.
One-shot
O processo de criação da série começou quando Ohba levou alguns desenhos sobre duas ideias para Shueisha. Ohba disse que o one-shot de Death Note foi bem recebido pelo editor e obteve uma boa recepção dos leitores, mas ele disse que contar uma história em um único capítulo era "muito difícil" e que levou mais de um mês para escrever. Ohba disse que queria desenhar um mangá depois de ouvir sobre uma "história de horror com shinigamis". De acordo com o Obata, quando recebeu o projeto criado por Ohba, não entendeu muito bem, mas queria participar do projeto pela presença dos shinigamis e por ser um trabalho "sombrio". Também disse que se perguntou sobre o progresso do enredo quando leu os quadrinhos desenhados e se os leitores da Shōnen Jump gostariam da série. Ele indicou ainda que, embora houvesse pouca ação do personagem principal, ele gostou da atmosfera da história. Ohba levou o projeto one-shot para a editora e Obata foi o responsável mais tarde para continuar as ilustrações. O editor de Ohba disse a ele que era necessário se reunir com Obata para discutirem o capítulo piloto, então ele disse que "tudo ficaria bem".
Adaptação em anime
O diretor da adaptação do anime, Tetsurō Araki, comentou que queria destacar os aspectos que tornaram a série interessante, em vez de se concentrar apenas na moral ou no conceito de justiça. O organizador da série, Toshiki Inoue, concordou com Araki e acrescentou que na adaptação do anime era importante destacar os aspectos que fazem a versão original interessante. Ele concluiu que a presença de Light foi o aspecto "mais atrativo", pelo modo que a adaptação narra "os pensamentos e ações de Light sempre que possível". Inoue notou que, para incorporar melhor o enredo do mangá no anime, ele mudou a ordem dos eventos e introduziu cenas retrospectivas depois da música-tema de abertura.
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Mangá
O mangá foi criado por Tsugumi Ohba com ilustrações de Takeshi Obata. Foi publicado inicialmente na Weekly Shonen Jump entre dezembro de 2003 e maio de 2006.[carece de fontes?] Outra história paralela ao Death Note é o volume Death Note: Another Note Los Angeles BB Renzoku Satsujin Jiken, que retrata o caso em que Naomi Misora e L trabalharam juntos. Possui 178 páginas e foi lançado em agosto de 2006 no Japão. Em Portugal o mangá foi publicado de fevereiro de 2012 até março de 2015, pela Editora Devir. Cerca de 14 anos após o fim do mangá original, em 4 de fevereiro de 2020, é lançada uma história one-shot de 87 páginas chamada Death Note: Special One-Shot. O capítulo retrata Ryuk de volta ao mundo humano em busca de maçãs. A aventura conta com um personagem inédito chamado Minoru Tanaka e mostra o mundo pós-kira. Além disso, a trama conta com alguns temas atuais, como uma alusão ao presidente dos Estados Unidos, o empresário Donald Trump. O capítulo completo pode ser encontrado de graça online publicado no website Viz.
Anime
A versão em anime foi produzida pelo estúdio Madhouse e dirigida por Tetsurō Araki, tendo sido exibida entre 3 de outubro de 2006 e 26 de junho de 2007, contando com 37 episódios. A dublagem do anime no Brasil foi feita no Rio de Janeiro pelos estúdios da Cinevídeo.[carece de fontes?] Em Portugal foi transmitido na SIC Radical e pelo Animax, legendado pelos estúdios PSB Audiovisuais.
Jogos eletrônicos
Um jogo eletrônico de estratégia de Death Note desenvolvido e publicado pela Konami para Nintendo DS chamado Death Note Kira Game (DEATH NOTE キラゲーム, Desu Nōto Kira Gēmu), foi lançado em 15 de fevereiro de 2007. O jogador pode escolher entre jogar com o personagem de Kira ou L, através de uma série de investigações e de indícios, que deve tentar descobrir a identidade de seu respectivo inimigo. Uma sequel do jogo, Death Note L o Tsugumono (DEATH NOTE Lを継ぐ者, Desu Nōto Eru o Tsugu Mono), foi lançado em 12 de julho de 2007. Ele tem um plano de jogo semelhante ao anterior, focando-se mais na segunda parte da história e nos personagens Near e Mello. Um terceiro jogo chamado L the Prologue to Death Note -Rasen no Trap- (L the proLogue to DEATH NOTE -螺旋の罠-, L the proLogue to DEATH NOTE -Rasen no Torappu-), foi lançado para o Nintendo DS em 7 de fevereiro de 2008. A obra é uma prequela dos eventos de Death Note e permite ao jogador assumir o papel de um jovem detetive do FBI e enfrentar missões diferentes com a ajuda de L.
Filmes em live-action
Death Note foi adaptado em uma série de filmes em live action em 2006. Os dois primeiros filmes foram dirigidos por Shūsuke Kaneko e o terceiro por Hideo Nakata, produzidos pela Nippon Television e distribuídos pela Warner Bros. Pictures. O primeiro filme, intitulado Death Note, estreou no Japão em 17 de junho de 2006 e ficou no topo da bilheteria japonesa por duas semanas, empurrando Código da Vinci para o segundo lugar. A continuação, Death Note: The Last Name, estreou no Japão em 3 de novembro de 2006. Um spin-off dos filmes, L: Change the World, foi lançado no Japão em 9 de fevereiro de 2008. Ele está focado nos últimos 23 dias da vida de L, enquanto ele resolve um caso final envolvendo um grupo de bio-terroristas. Um quarto filme, Death Note: Light Up the New World foi lançado em 29 de outubro de 2016.
Dorama
Em abril de 2015, foi anunciado nas páginas da Weekly Shōnen Jump que um dorama em live-action baseada no mangá Death Note iriar estrear em julho do mesmo ano. O dorama foi transmitido de 5 de julho até 13 de setembro de 2015 na rede japonesa Nippon Television. No Brasil e em outros países, foi transmitido simultaneamente na Crunchyroll. Masataka Kubota estrelou como Light Yagami e Kento Yamazaki como L na série.
Musical
Em 2015, um musical que adapta o mangá chamado Death Note: The Musical correu no Japão e na Coreia do Sul. Ele foi originalmente composto em inglês pelo compositor da Broadway Frank Wildhorn, com letra de Jack Murphy e livro por Ivan Menchell, embora nenhuma produção em língua inglesa foi anunciada em abril 2015. A produção original japonesa, produzida pela agência de talentos HoriPro, decorreu de 6 de abril de 2015 a 29 de abril de 2015 e estrelou Kenji Urai e Hayato Kakizawa como Light Yagami e Teppei Koike como L. A produção coreana do mesmo musical correu de 11 de junho para 11 de agosto de 2015 na Coreia do Sul, estrelado pelo ator musical Hong Kwang-ho e membros do JYJ e o ator musical Kim Junsu.
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Anime
Death Note recebeu aclamação universal. No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, o anime detém um índice de aprovação de 100% com base em 14 críticas, obtendo uma classificação média de 8,5/10; o consenso dos críticos do site diz: "Death Note é um anime excepcional que levanta questões profundas sobre justiça e assassinato, ao mesmo tempo que oferece uma narrativa extremamente satisfatória de superioridade tática entre um detetive e um assassino.". Maya Phillips, da revista Vulture, elogiou a abordagem do anime sobre questões de moralidade e justiça, destacando que a produção possui "uma animação belíssima e um roteiro e diálogos extremamente bem escritos". Para o Anime UK News, Ian Wolf avaliou o anime com nota 9 de 10, escrevendo em sua análise: "É uma história brilhante com muita coisa acontecendo ao seu redor." Para o BuzzFeed, Jean-Luc Bouchard e Anjali Patel descreveram a obra como "um dos animes com o roteiro mais bem amarrados que você provavelmente irá assistir", elogiando a engenhosidade e as estratégias dos personagens. Em 2012, escrevendo para o IGN, Travis Fickett atribuiu uma nota 8,5 de 10 e comentou que Death Note é "fascinante e excepcionalmente divertido", elogiando sua trilha sonora, narrativa e o protagonismo de Light. Alanah Pearce, em crítica publicada no IGN em 2017, elogiou a escrita e o ritmo do anime, chamando-o de "brilhante para se assistir de novo". Irina Curovic, do CBR, descreveu a obra como um "thriller sobrenatural de mistério [que] garante deixar qualquer um na ponta da cadeira durante todos os trinta e sete episódios", destacando o desenvolvimento dos personagens e as reviravoltas inesperadas. Em sua análise para o Sci-Fi Weekly, Tasha Robinson deu nota A- para o anime, elogiando o drama, a qualidade técnica e o enredo, classificando-os como "fantásticos". Candice Horde, do TV Fanatic, incluiu a produção entre os "melhores animes de todos os tempos", tecendo elogios ao embate intelectual entre Light Yagami e L. A revista Time Out apontou o potencial de maratona da série como "extremamente alto", elogiando o suspense psicológico e comentando que "a tentativa audaciosa de [...] questionar a ideia de moralidade é ambiciosa e, [...] mais acerta do que erra". Escrevendo para o The Daily Telegraph, Henry St Leger elogiou o tom da produção, destacando que a narrativa se transforma em "um jogo de gato e rato em ritmo lento [...] um noir brilhantemente conciso".


