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D. W. Griffith

David Llewelyn Wark Griffith, geralmente conhecido por D. W. Griffith foi um diretor de cinema estadunidense. Apontado por muitos críticos, cineastas e especialistas como o mais influente diretor da história do cinema, foi o introdutor de diversas inovações profundas na forma de fazer cinema, sendo considerado o criador da linguagem cinematográfica. É mais conhecido pelo seu controverso filme O Nascimento de uma Nação, e também pelo filme Intolerância.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/07/2026
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Biografia

Griffith nasceu em La Grange, Oldham County, Kentucky, filho de Jacob "Roaring Jake" Griffith, um colono do Exército dos Estados Confederados e herói da Guerra Civil Americana. Começou sua carreira como um próspero dramaturgo mas não conseguiu sucesso. Depois se tornou ator. Encontrando seu caminho no cinema, em pouco tempo dirigia um grande corpo de trabalho. Entre 1908 e 1913 (período em que dirigiu para a American Mutoscope and Biograph Company), Griffith produziu 450 curtas, um número enorme mesmo para a época. Esse trabalho o possibilitou experimentar com montagem paralela, movimentos de câmera, planos detalhe, e outros métodos de manipulação espacial e temporal. Na primeira viagem de Griffith para a Califórnia, ele e sua empresa descobriram uma pequena vila para filmar. Esse lugar era conhecido como Hollywood. Com isso, American Mutoscope and Biograph Company foi a primeira empresa a filmar em Hollywood: In Old California (1910).

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Realizações

Griffith foi considerado o pai da gramática cinematográfica. Alguns estudiosos ainda sustentam que suas "inovações" realmente começaram com ele, mas Griffith foi uma figura chave no estabelecimento de um conjunto de códigos que se tornou a coluna dorsal da linguagem cinematográfica. Ele foi particularmente influente ao popularizar a montagem paralela—o uso da montagem para alternar diferentes eventos que ocorrem simultaneamente para construir o suspense. Dito isso, ele ainda usava muitos elementos da maneira "primitiva" de fazer cinema, que existiu antes do sistema clássico de Hollywood de continuidade, como atuação frontal, gestos exagerados, movimentos de câmera mínimos, e a ausência de câmera subjetiva. Alguns dizem, inclusive, que ele "inventou" o plano detalhe. Os créditos das inovações cinematográficas de Griffith devem ser compartilhados com seu operador de câmera por muitos anos, Billy Bitzer. Além disso, ele mesmo creditava a lendária atriz do cinema mudo Lillian Gish, que participou em vários de seus filmes, por ter inventado uma nova forma de atuação para o cinema.

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Influências

O estilo de Griffith filmar influenciou uma grande escola de grandes cineastas dos mais diversos gêneros e pessoas como: Charles Chaplin, Sergei Eisenstein, Luís Buñuel, Alfred Hitchcock, Orson Welles, John Ford, Federico Fellini, Luchino Visconti, Pier Paolo Pasolini, Roberto Rosselini, Jean Renoir, Fritz Lang, F.W. Murnau, Abel Gance, Jean-Luc Godard, Robert Bresson, Claude Chabrol, François Truffaut, Gláuber Rocha, Pedro Almodóvar, Krzysztof Kieślowski e Lars Von Trier.

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Controvérsia

Griffith era uma figura muito controversa. Imensamente popular na época de sua estreia, o filme O Nascimento de Uma Nação (1915), baseado na novela The Clansman foi considerado por alguns como uma visão da história a partir da supremacia branca, e a NAACP tentou banir o filme. Como não conseguiram, eles tentaram posteriormente censurar algumas cenas do filme.

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Legado

O icônico Charles Chaplin chamou o Griffith de "O professor de todos nós". Esse sentimento foi amplamente compartilhado. Cineastas diversos como John Ford e Orson Welles já falaram de seu respeito pelo diretor de Intolerância. Embora ele não tenha inventado novas técnicas para a gramática do cinema, ele parece ter sido o primeiro a entender como essas técnicas poderiam ser usadas para criar uma linguagem expressiva. Nos curtas iniciais, como o The Musketeers of Pig Alley (1912), que foi o primeiro filme de mafiosos, podemos ver como o posicionamento de câmeras e a iluminação aumentam o clima e a tensão. Ao fazer Intolerância, o diretor abriu novas possibilidades para a mídia, criando uma forma que deve mais à música do que à narrativa tradicional. Griffith foi homenageado num selo de 10 centavos pelos Estados Unidos em 5 de Maio de 1975. Em 1953 o Directors Guild of America instituiu D. W. Griffith como o prêmio mais alto. Entre os ganhadores estão Stanley Kubrick, David Lean, John Huston, Woody Allen, Akira Kurosawa, John Ford, Ingmar Bergman, Alfred Hitchcock e o amigo do Griffith Cecil B. DeMille. Entretanto em 15 de Dezembro de 1999, o presidente da DGA Jack Shea e o conselho nacional do DGA—sem consultar os membros (o que não é legalmente necessário)—anunciou que o nome do prêmio seria modificado para o DGA Lifetime Achievement Award, porque o filme do Griffith O Nascimento de Uma Nação teria "cultivado estereótipos raciais intoleráveis". Os seguintes ganhadores concordaram com a decisão da corporação: Francis Ford Coppola, Robert Altman, Sidney Lumet e Robert Wise.

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