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David Capistrano da Costa

David Capistrano da Costa foi um político, militar e guerrilheiro brasileiro, dirigente do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Fez parte da resistência contra a ditadura militar brasileira.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/06/2026
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Biografia

Imagem: Comissão da Verdade do Estado de São Paulo · BY · Openverse

Nasceu em Jacampari, um pequeno distrito do município de Boa Viagem. Filho de José Capistrano da Costa e Cristina Cirila de Araújo. Aos 13 anos, muda-se para o Rio de Janeiro por causa da seca, e trabalha em bares e botequins, até entrar no Exército, aos 18 anos. Enquanto cabo e aluno da Escola de Aviação Militar, conhece o tenente Ivan Ribeiro, que intermediou sua entrada no Partido Comunista. Participa da Aliança Nacional Libertadora (ANL) e da Intentona Comunista, como sargento da Aeronáutica, sendo expulso das Forças Armadas e condenado pelo Estado Novo a 19 anos de prisão. Em 1936, ajudado por amigos militares, foge de Colônia Penal dois Rios, em Ilha Grande (Rio de Janeiro), onde cumpria pena. Atravessa a fronteira do Brasil com o Uruguai e vai para a Espanha, integrando as Brigadas Internacionais na luta contra o fascismo de Francisco Franco. O republicanismo espanhol dispensou as Brigadas Internacionais em 1938.

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Desaparecimento e Morte

Imagem: Não identificado · BY-SA · Openverse

Maria Augusta, companheira de David, foi avisada que ele havia saído de Uruguaiana no dia 15 de março de 1974, em companhia de José Roman, outro militante comunista, que buscou-o em um carro Volkswagen, para transportá-lo para São Paulo onde encontraria sua família. O percurso era longo e Maria aguardava notícias, quando, em 19 de março, Lidia recebeu um telegrama de seu esposo, José Roman, avisando que tudo correra bem. Porém, no dia 21 de março, Luiz Roman, seu filho, recebeu um telefonema avisando que seu pai se encontrava preso. Após essa data, nenhum dos dois foi visto ou entrou em contato com seus familiares. Pelas datas do telegrama, assume-se que os dois foram presos próximo ao município Franco da Rocha, em São Paulo. O Habeas Corpus de David foi pedido por Maria Augusta no dia 25 de março de 1974 através do advogado Aldo Lins e Silva, mas os órgãos de repressão negaram a prisão de David. Em 19 de julho do mesmo ano, o Presidente da França, Valéry Giscard d'Estaing enviou uma carta ao governo brasileiro pedindo a intervenção para que a vida de David Capistrano fosse preservada, pois ele era considerado herói de guerra por ter combatido o nazismo. A embaixada brasileira negou a prisão e informou desconhecer o paradeiro de David.

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Reconhecimento

Seu nome consta no anexo da Lei 9 140 de 1995 como reconhecimento de sua prisão e morte sob responsabilidade do Estado.

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Fontes consultadas

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