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David

David (português europeu) ou Davi (português brasileiro), comumente conhecido pelos cristãos ortodoxos como São David, foi o segundo rei do Reino Unificado de Israel, tendo sua primeira capital em Jerusalém. Era filho de Jessé, o efrateu, do clã de Perez e da descendência de Judá, e nasceu em Belém por volta de 1 040 a.C.. Foi escolhido por Deus para governar a nação de Israel depois da corrupção de Saul, o qual fora escolhido pelo povo, sofrendo perseguições deste até se tornar rei sobre a tribo de Judá com a morte do monarca, e, após o assassinato de Isbosete, filho mais novo e sucessor de Saul, proclamou-se rei sobre todo Israel.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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Biografia

Os livros de Samuel (I Samuel e II Samuel) tratam de sua vida pessoal e monárquica. Davi é descrito como sendo um homem de valor, chamando à atenção de Saul por sua habilidade como músico, era um harpista, o que lhe rendeu um lugar no círculo real, posteriormente, com as batalhas contra os filisteus ficou reconhecido como um grande guerreiro e Saul deu sua filha Mical, como esposa. Jônatas, o filho do rei, tornou-se amigo íntimo. Quanto a descrição de Davi como um homem de guerra, combateu os filisteus na cidade de Keilah, mas, quando Saul o considerou um rebelde, fugiu para o deserto, um lugar à margem da sociedade, Davi reuniu um pequeno exército, dando inicio à sua vida mercenária, servindo como um mercenário para os Filisteus (rei Aquis de Gat) e defendendo a cidade de Ziclag por um ano e quatro meses, foi nessa época que Davi ganhou fama e tornou-se realmente um adversário para Saul (como líder) e uma força a ser temida pelos filisteus, que até o chamaram de rei da terra.

David e Golias

Golias de Gate (do hebraico גלית מגת "Goliat me-Gat") era o campeão dos filisteus, povo invasor que ocupavam a região das cidades de Gate, Asdode e Ascalom onde hoje atualmente fica a região conhecida como Faixa de Gaza. Os filiteus estavam avançando muito para o centro do território de Israel numa grande campanha e tinham acampado entre as vilas de Socó e Azeca para enfrentar Israel no vale de Elá. Golias era o campeão do exército filisteu durante essa invasão quando o rei Saul e os homens de Israel foram para a batalha no vale de Elá. Ele é descrito como tendo seis côvados e um palmo de altura (2,92 metros), tendo em sua cabeça um elmo de bronze, e usando uma couraça de escamas de bronze pesando cinco mil siclos (57 kg), com grevas de bronze sobre suas pernas e um Dardo de bronze entre seus ombros. Diz-se que o bastão de sua lança era como um cabo de Tear, somente a ponta da lança pesando seiscentos siclos de ferro (6kg de ferro). Golias insolente e furioso, desafiava o exército israelita durante o dia gritando no vale para os soldados acima do morro de Azeca e confiante em sua força, experiência e tamanho avantajado desafiava um campeão israelita para enfrentá-lo em um duelo único, com a condição de que o povo do campeão que fosse morto se renderia e tornaria-se escravo do povo do vencedor. Davi é enviado por seu pai com alguns alimentos (queijo, pão, paínço torrado) para seus irmãos e para o comandante dos seus irmãos que estão no exército de Israel, quando ouve o desafio do gigante no vale. David pergunta a alguns soldados que recompensa haveria para o homem que ousasse derrotar o gigante, e o rei Saul ouve sobre um garoto David perguntando entre os soldados e o manda chamar e o interroga. Davi ao contrário de todos os homens amedrontados do exército de Israel, se voluntaria a lutar contra o gigante mesmo sem fazer parte do exército.

David e Bate-Seba

Durante um cerco contra a capital amonita de Rabá, David permanece em Jerusalém. Ele espia uma mulher, Bate-Seba, tomando banho em um telhado próximo e a convoca; ela fica grávida. O texto na Bíblia não declara explicitamente se Bate-Seba consentiu ou não. David chama seu marido, Urias, o hitita, de volta para descansar, esperando que ele vá para casa, para sua esposa, e acredite que a criança seja dele. Urias não "visita" sua esposa, por isso David conspira indiretamente a matá-lo. Na manhã seguinte, escreveu Davi a Joabe uma carta, dizendo o seguinte: "Ponde Urias na frente, no mais forte da batalha, e retirai-vos dele para que seja ferido e morra". David então se casa com a viúva, Bate-Seba. Em resposta, Natã profetiza a punição que cairá sobre ele, afirmando que "a espada nunca se afastará de sua casa." Quando David reconhece o pecado, Natã o conforta e diz: seu pecado é perdoado e não morrerá, mas a criança essa morrerá. Em cumprimento às palavras de Natã, o filho de David, depois de sete dias de vida, morreu (I Sam 12:18). Além disso, Absalão, alimentado pela vingança e desejo pelo poder, se rebela e morre.

David e Natã

Com a morte do filho de Saul, os anciãos de Israel vêm a Hebrom e David é ungido rei de todo o Israel. Ele conquista Jerusalém, anteriormente uma fortaleza jebusita, e faz dela sua capital. Ele traz a Arca da Aliança para a cidade, com a intenção de construir um templo para Deus, mas o profeta Natã o proíbe, profetizando que o templo seria construído por um de seus filhos. Natã também profetiza que Deus fez um pacto com a casa de David declarando: "o seu trono será estabelecido para sempre." David obtêm vitórias sobre os filisteus, moabitas, edomitas, amalequitas, amonitas e o rei Hadadezer de Arã-Zobá.[h]

David e Absalão

A história da revolta de Absalão coloca Davi como um pai amoroso, porém fraco, que não podia controlar seus filhos rebeldes. O ressentimento de Absalão pelo fracasso de seu pai em punir seu meio-irmão, Amnom, por estuprar sua irmã (de Absalão), Tamar, leva-o a assassinar Amnom e depois revoltar-se contra David. David, completamente tomado de surpresa, teve que fugir pelo Jordão, ele reuniu sua velha e bem-sucedida tropa e as forças de Absalão foram desbaratadas na batalha do Bosque de Efraim. Montado em uma mula, ele é pego por seus longos cabelos nos galhos de uma árvore onde, contrariando a ordem de David, é morto por Joabe, o comandante do exército de David. David lamenta a morte de seu filho favorito: "Ó meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Eu teria morrido em teu lugar, ó Absalão, meu filho, meu filho!" até que Joabe o convence a se recuperar da extravagância de sua dor e cumprir seu dever para com seu povo. David é escoltado através do rio Jordão de volta à Jerusalém pelas tribos de Judá e Benjamim.[i]

David e Adonias

Adonias, após a morte de Absalão, reuniu em torno de si um sacerdote, Abiatar, e o comandante do exército de Israel, Joabe. Esse grupo tentou coroar Adonias rei de Israel, em meio a uma festa na fonte de Ein-Rogel, onde Adonias ofereceria sacrifícios, na presença da corte e de todos seus irmãos, filhos do rei Davi, exceto Salomão. Contudo, o partido de Salomão, do qual faziam parte a sua mãe, Bate-Seba, o profeta Natã, o sacerdote Zadoc e o comandante Benaiá, reagiram rapidamente.[j]

David e Salomão

Bate-Seba e Natã vão a David e obtêm seu acordo para coroar Salomão, filho de Bate-Seba, de acordo com a promessa anterior feita por David, a revolta de Adonias é derrubada. Davi morre aos setenta anos de idade após reinar por sete anos como rei de Judá e trinta e três em Jerusalém como rei de todo o Israel,[k] em seu leito de morte aconselha Salomão a andar nos caminhos de Deus e se vingar de seus inimigos.[l]

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David e os Salmos

À Davi atribui-se diversos salmos da Bíblia (cerca de 73). Alguns críticos modernos, contudo, contestam a autoria de Davi e alegam se tratar de pseudo-epígrafe, procurando provar que alguns salmos são historicamente datados após a morte de Davi, porém, os Salmos atribuídos à David, são: Salmos 3–9 / Salmos 11–41 / Salmos 51–65 / Salmos 68–70 / Salmo 86 / Salmo 101 / Salmo 103 / Salmos 108–110 / Salmo 122 / Salmo 124 / Salmo 131 / Salmo 133 / Salmos 138–145.

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Dados arqueológicos

Com a arqueologia e a descoberta da Estela de Tel Dã por um rei em comemoração, pela conquista sobre à casa de David, onde o texto segue descrevendo como ele conquistou e derrubou o lugar de adoração da divindade da casa de David e erguendo em seu lugar um lugar de adoração ao seu deus. A Pedra Moabita datando do mesmo período, fazendo menção à Israel de Onri e seus filhos. O relevo do faraó Sisaque I, um relevo dedicado a Amom-Ra, onde o faraó faz um relato de suas conquistas no Oriente Próximo, que segundo o egiptólogo e historiador bíblico Kenneth Kitchen, consta uma citação que diz "O lugar alto de David" mas, devido ao fato do relevo ter sido danificado na época do Império Otomano, sua interpretação passa a ser questionável. A partir destas descobertas, a data de existência de David pode ser determinada em, ca. 1040-970 a.C., junto ao relato bíblico, tendo reinado sob Judá em ca. 1010-1 003 a.C. e sobre todo o Reino Unificado de Israel ca. 1003-970 a.C.

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Fontes consultadas

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