Duque de Rothesay
Duque de Rothesay era o título oficial que os herdeiros legítimos do trono do Reino da Escócia possuíam.
O título foi criado por Roberto III da Escócia em favor de seu filho Davi Stewart em 28 de abril de 1398. Depois de sua morte, o ducado foi dado a seu irmão Jaime, depois Jaime I da Escócia. A partir de então, o herdeiro aparente da Coroa da Escócia passou a deter o título; um ato do Parlamento da Escócia em 1469 confirmou esse padrão de sucessão. O condado de Carrick existia desde o século XII. Em 1306, Roberto de Bruce, conde de Carrick, tornou-se Roberto I da Escócia, e o condado foi anexado à Coroa. Nos anos que se seguiram, sucessivos reis da Escócia recriaram o título para herdeiros aparentes. Por fim, o ato de 1469 estabeleceu o condado para o filho varão mais velho do monarca escocês. O baronato de Renfrew, outra dignidade detida sob o ato de 1469, foi primeiramente para um herdeiro aparente em 1404. Na Escócia, barões mantinham títulos feudais, não pariatos: um lorde do Parlamento na Escócia equivale a um barão inglês ou britânico. Entretanto, alguns afirmam que o ato de 1469 efetivamente elevou o baronato de Renfrew à dignidade dum pariato. Outros sugerem que isto aconteceu apenas com a União das Coroas em 1603. Enfim, alguns eruditos argumentam que a dubiedade acerca do texto do ato de 1469 deixa o baronato como título feudal.
Outro título não-pariato pertencente ao herdeiro aparente, o de lorde das Ilhas, merece destaque. Os lordes das Ilhas, oriundos da família MacDonald, funcionavam como vassalos dos reis escoceses (ou noruegueses) no controle das Hébridas Exteriores. O ambicioso John MacDonald II, quarto lorde das Ilhas, fez um acordo secreto em 1462 com o rei Eduardo IV da Inglaterra, pelo qual procurava fazer de si um soberano independente. Em 1475, Jaime III descobriu as ações do lorde das Ilhas e lhe tomou o título. MacDonald recuperou sua condição posteriormente, mas Jaime IV o destituiu novamente em 1463, depois que seu sobrinho provocou uma rebelião. Em 1540, Jaime V concedeu a dignidade aos herdeiros aparentes da Coroa.
Um ato do Parlamento da Escócia aprovado em 1469 regula a sucessão da maioria destes títulos. Ele estabelece que "o príncipe primogênito para sempre" deveria ostentar o ducado. Se o príncipe primogênito morrer antes do rei, então o ducado vai para o próximo herdeiro aparente. Embora o ato tenha especificado "rei", os filhos mais velhos de rainhas reinantes subseqüentemente também ostentaram o ducado. A interpretação da palavra "príncipe", todavia, não incluiu mulheres. O filho varão mais velho do soberano britânico, como duque de Rothesay, tinha o direito de votar em eleições para pares representantes desde 1707. (Os Atos de União de 1707 entre o Parlamento da Escócia e o Parlamento da Inglaterra unificou formalmente os dois reinos, criando o Reino da Grã-Bretanha). Este direito continuou até 1963, quando o Parlamento do Reino Unido aboliu a eleição de pares representativos.
Herdeiros aparentes do Reino Unido
duque da Cornualha, duque de Cambridge, conde de Carrick e Chester; barão de Renfrew; lorde das Ilhas


