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Dalmácia

A Dalmácia é uma região que abrange territórios da Croácia, Bósnia e Herzegovina (Neum) e Montenegro, na costa leste do mar Adriático, estendendo-se entre a ilha de Pag a noroeste e a baía de Kotor a sudeste. A Dalmácia interior (Zagora) ocupa uma faixa até cerca de 50 km do mar, sendo muito estreita na região mais a sul. A Dalmácia está dividida em quatro sub-regiões, cujas capitais são Zadar, Šibenik, Split e Dubrovnik. Entre outras cidades na Dalmácia contam-se Kaštela, Sinj, Solin, Omiš, Knin, Metković, Makarska, Trogir, Ploče, Trilj e Imotski.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 06/07/2026
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História

Proto-história

O nome Dalmácia é derivado da tribo ilíria chamada Dalmatae que viveu na área costeira do mar Adriático oriental no primeiro milênio antes de Cristo. Supõe-se que em algum momento da primeira invasão indo-europeia da Europa, a área adriática, a assim também a Dalmácia, foi ocupada por um grupo de povos afins entre si, os liburnos, os japidos ou japudes e os ístrios na área oriental; os picenos, os japigios na área ocidental, sobre a península Itálica. A área da Dalmácia atual provavelmente era ocupada por tribos de pastores, dedicados ocasionalmente à pesca e à pirataria, os dálmatas (dalmatae). Tal área se encontrava, na parte mais setentrional, nas proximidades do golfo de Quarnero, com a área ocupada com os povos que deram vida à "cultura dos casteleiros". O centro urbano principal dos dálmatas era Delmínio (em latim: Delminium), hoje provavelmente na Bósnia e Herzegovina (Duvno), e talvez porque originários dessa cidade, já em 170 a.C. preservarem o nome pelo qual são conhecidos até. Provavelmente Delmínio é um termo de origem albanesa que significa "pasto". Já em 153 a.C., os dálmatas eram unidos em uma liga inimiga dos romanos. Públio Cornélio Cipião Násica Córculo os enfrentou pela primeira vez e destruiu Delmínio. Alguns historiadores recordam também as incursões celtas na costa dálmata, que alcançaram Salona (atual Solin).

Baixa Idade Média

Depois que o Império Bizantino foi conquistado pelas forças da Quarta Cruzada em 1204, a República de Veneza acelerou sua ascensão na região, enquanto o Reino da Croácia, aliado dos bizantinos, tornava-se crescentemente influenciado pelo Reino da Hungria ao norte, sendo absorvido em 1102. Então estas duas facções tornaram-se dominantes na Dalmácia, intermitentemente controlando-a. Um consistente período de domínio húngaro na Dalmácia terminou com a invasão mongol da Hungria em 1241. Os mongóis atacaram severamente o estado feudal, de tal forma que no mesmo ano o rei Béla IV teve que refugiar-se na Dalmácia, na fortaleza de Klis, bem ao sul. Os mongóis atacaram as cidades da Dalmácia, mas depois retiram-se sem muito sucesso.

Domínio veneziano

A República de Veneza controlou a maior parte da Dalmácia de 1420 a 1797, sendo o enclave mais ao sul chamado de "Albânia Vêneta". A língua vêneta foi a língua franca no mar Mediterrâneo naquela época e influenciou fortemente a língua dálmata e, num menor grau, o croata e o albanês. Em 1481, Veneza mudou sua aliança para o Império Otomano. Isto deu a seus mercadores vantagens tais como o acesso ao mar Negro, e a República de Ragusa foi o mais feroz competidor dos mercadores venezianos nos séculos XV e XVI. A República de Veneza foi também um dos poderes mais hostis à expansão do Império Otomano e participou de muitas guerras contra ele. À medida que os turcos assumiam o controle do interior, muitos cristãos buscaram refúgio nas cidades costeiras da Dalmácia.

Idade moderna e contemporânea

Em 1797, a República de Veneza, que havia dominado por quase quatro séculos a costa adriática oriental foi derrubada por Napoleão Bonaparte. Também a Dalmácia entrou nos planos de anexação de Napoleão. Depois de um breve período em que as cidades dálmatas venezianas foram cedidas à Áustria por Napoleão com o tratado de Campoformio, essas terminaram sob controle francês que primeiro decide pela anexação ao reino napoleônico da Itália e, depois, em 1809, instituiu o governo das províncias Ilíricas, com a Ístria, a Carniola, a Krajina (confim militar dos Habsburgo), os condados de Gradisca, Gorizia, Trieste e parte da Caríntia, das quais a capital foi Liubliana.

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Culinária

Nas regiões banhadas pelo mar Adriático, os mariscos, os camarões, as amêijoas, além de queijos e presuntos defumados dominam o cardápio. Entre as especialidades estão o peixe grelhado, a sopa e salada de frutos do mar, o presunto defumado em vinho branco e o peixe guisado com arroz. No interior é comum o consumo de galinha ou patos servidos com salsichas defumadas, pernas de porco, além das costeletas preparadas ao ar livre, acompanhadas de batatas assadas. Outra iguaria do país é a sopa fresca de milho com feijão é o strukle (rolos de queijo caseiro). Vale a pena experimentar e fazer em casa o sarma, repolhos recheados com carne moída, bacon e presunto. Entre as sobremesas mais populares está o palacinke (crepe) e a maçã com strudel de queijo.

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Fontes consultadas

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