Pedro V de Portugal
Pedro V, carinhosamente conhecido como "o Esperançoso" e "o Muito Amado", reinou como Rei de Portugal e Algarves de 1853 até sua morte. Filho primogênito da Rainha Maria II e do Rei Fernando II, ascendeu ao trono aos 16 anos. Seu pai, Fernando II, atuou como Regente do Reino até a maioridade de Pedro V, em 1855, desempenhando um papel crucial na orientação do jovem monarca.
Pontos-chave
- Pedro V ascendeu ao trono de Portugal aos 16 anos, em 1853, após a morte de sua mãe, a Rainha Maria II.
- Seu pai, Fernando II, foi regente até 1855, orientando o jovem rei em importantes obras públicas.
- Foi aclamado rei em 1855 e inaugurou o primeiro telégrafo elétrico e a primeira ferrovia em Portugal.
- Fundou a Real Associação Naval em 1856, com foco na navegação de recreio e regatas.
- Sua correspondência familiar está preservada no Arquivo do Estado de Sigmaringen, na Alemanha.
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Apesar da pouca idade ao assumir o trono, com apenas 16 anos, Pedro V foi amplamente reconhecido como um monarca exemplar. Ele conseguiu reconciliar o povo com a casa real, um feito notável após o reinado de sua mãe ter sido marcado por uma guerra civil. D. Fernando II, seu pai, teve um papel fundamental no início do reinado, exercendo a regência e orientando o jovem rei nas grandes obras públicas realizadas. Pedro V é frequentemente descrito como um monarca com fortes valores sociais, influenciado por sua educação que incluía trabalho comunitário e um vasto conhecimento da Europa. Em 16 de setembro de 1855, ao completar 18 anos, foi aclamado rei. No mesmo ano, presidiu à inauguração do primeiro telégrafo elétrico do país e, em 28 de outubro do ano seguinte, inaugurou o caminho de ferro entre Lisboa e Carregado. Seu reinado também marcou o início das primeiras viagens regulares de navio entre Portugal e Angola.
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Em 30 de abril de 1856, Pedro V fundou a Real Associação Naval, com o objetivo de "animar a construção e navegação de iates ou barcos de recreio, e promover o divertimento das regatas em Portugal". Após a instauração da República em 1911, a designação da associação foi alterada para Associação Naval de Lisboa, mantendo vivo o legado de incentivo à navegação e ao desporto náutico.
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As cartas de Pedro V endereçadas à sua sogra, Josefina de Baden, escritas entre 1858 e 1861, estão cuidadosamente preservadas no arquivo da família Hohenzollern-Sigmaringen, localizado no Arquivo do Estado de Sigmaringen (Staatsarchiv Sigmaringen), na cidade de Sigmaringa, Baden-Württemberg, Alemanha. Da mesma forma, a correspondência de Pedro V com seu cunhado, Leopoldo de Hohenzollern-Sigmaringen, datada do mesmo período (1858-1861), também se encontra no Arquivo do Estado de Sigmaringen. Estes importantes conjuntos epistolares foram objeto de estudo por Paulo Drumond Braga, em seu trabalho “Gostos e desgostos de um rei de Portugal: a correspondência familiar de D. Pedro V”, publicado em 2024.
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Títulos e Estilos Oficiais
O estilo oficial de D. Pedro V enquanto Rei de Portugal era: "Pela Graça de Deus, Pedro V, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc."
Grão-Mestre de Ordens
Como monarca de Portugal, D. Pedro V foi Grão-Mestre das seguintes Ordens: Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo, Ordem Militar de São Bento de Avis, Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, Ordem da Torre e Espada, Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.


