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Yu-Gi-Oh!

Yu-Gi-Oh! é uma franquia de mídia com o tema "cartas e duelos" de propriedade da editora Shueisha junto da fabricante Konami. A franquia nasceu como uma série de mangá sobre jogo escrita e ilustrada por Kazuki Takahashi. A série foi originalmente publicada pela editora Shueisha na revista Weekly Shōnen Jump entre 1996 e 2004. A trama segue a história de um menino chamado Yugi Muto, que remonta o antigo Enigma do Milênio, e desperta um espírito dentro de seu corpo com a personalidade de um jogador e que resolve seus conflitos usando vários jogos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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História

Yu-Gi-Oh! narra a história de Yugi Muto, um garoto tímido que ama todos os tipos de jogos, mas muitas vezes é intimidado ao seu redor. Um dia, ele ganha peças fragmentadas de um antigo artefato egípcio, o Enigma do Milênio Millennium Puzzle (千年パズル, Sennen Pazuru), por seu avô Sugoroku Muto (武藤双六, Mutō Sugoroku) (Solomon Muto). Ao remontar o quebra-cabeça, seu corpo acolhe um espírito misterioso com a personalidade de um jogador. A partir desse momento, sempre que Yugi ou um de seus amigos é ameaçado por aqueles com escuridão em seus corações, este outro Yugi se manifesta e os desafia os perigosos Jogos da Sombra (闇 の ゲ ー ム, Yami no Gēmu), que revelam a verdadeira natureza do coração de alguém, os perdedores dessas competições geralmente são submetidos a um castigo escuro chamado Jogo da Penalidade (千年パズル, Batsu Gēmu). Enquanto a série avança, Yugi e seus amigos descobrem que esta pessoa dentro de seu enigma é realmente o espírito de um Faraó sem nome dos tempos egípcios que tinha perdido suas memórias. Como Yugi e seus companheiros tentam ajudar o faraó a recuperar suas memórias, eles encontram-se passando por muitas provações enquanto eles apostam suas vidas lutando contra os jogadores que exercem os misteriosos itens do Milênio e o poder sombrio dos Jogos das Sombras.

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Produção

No planejamento inicial de Yu-Gi-Oh!, seu criador, Kazuki Takahashi, pensava em criar um mangá de terror. Apesar do resultado final sair um mangá sobre jogos, ficou claro que alguns elementos de terror influenciaram a história. Takahashi então decidiu usar "batalha" como seu tema principal. Uma vez que não tenha saído um mangá de "luta", ele achou difícil pensar em algo original. Então Takahashi chegou a decisão de criar um mangá de luta, onde o protagonista não atinge ninguém, mas também luta com essa limitação. A princípio, o jogo de cartas de Yu-Gi-Oh! seria apenas mais um dos vários jogos do mangá, com participação única e tinha o nome de "Magic and Wizards", uma referência ao card game Magic: The Gathering. Mas o editor da revista Weekly Shonen Jump, da Shueisha, recebeu muitas cartas e e-mails dos fãs, que perguntavam sobre o "Magic and Wizards". Depois disso, Takahashi decidiu prorrogá-lo, o deixando como jogo principal em dois grandes arcos do mangá, embora outros jogos ainda sejam vistos.

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Mídias

Mangá

O mangá original de Yu-Gi-Oh! foi originalmente publicado na Weekly Shōnen Jump entre 30 de setembro de 1996 e 8 de março de 2004 e, posteriormente, compilado em 38 tankōbon. Ao contrário da maioria das outras mídias da franquia Yu-Gi-Oh!, o mangá apresenta uma variedade de jogos diferentes. A trama começa bastante episódica e os primeiros sete volumes inclui apenas três casos de "Magia e Magos". No capítulo sexagésimo, o arco "Reino dos Duelistas" começa e casos de "Magia e Magos" se torna bastante comum, e depois do arco DDD, ele reaparece de novo e se torna parte de um importante ponto da trama durante o arco "Batalha das Cidades". O último arco do mangá centra-se em uma mesa de jogo de role-playing que replica memórias perdidas do Faraó, em que o sistema de batalha é baseado em um antigo jogo das sombras jogado em seu reino. Os editores do mangá eram Yoshihisa Heishi e Hisao Shimada. Kazuki Takahashi credita Toshimasa Takahashi na coluna "Agradecimentos Especiais". A versão em Inglês do mangá foi publicada pela Viz Media.

Anime

O primeiro anime de Yu-Gi-Oh! foi produzido pela Toei Animation e exibido na TV Asahi entre 4 de abril a 10 de outubro de 1998, com 27 episódios. Essa adaptação nunca foi lançada fora do Japão. Baseado nos volumes de 1 a 7 do mangá, esta série é fortemente abreviada, ignorando muitos capítulos, e muitas vezes muda detalhes das histórias de mangá que se adapta, apresentando várias diferenças fundamentais. Ela também adiciona um novo personagem regular para o grupo, Miho Nosaka, que era originalmente um personagem menor no mangá. Esta adaptação não está relacionada com quaisquer outras obras na franquia além do primeiro filme de Yu-Gi-Oh, lançado em 1999..

Filmes

Baseado na série de anime da Toei Animation, o primeiro filme tem duração de trinta minutos e gira em torno de um garoto chamado Shogo, que é alvo de Seto Kaiba após a obtenção de uma poderosa carta rara; o lendário "Dragão Negro de Olhos Vermelhos". Yugi tenta despertar a coragem de Shougo no duelo contra Kaiba, que planeja obter a carta rara de Shougo. O filme foi lançado nos cinemas japoneses em 6 de março de 1999 e, assim como o anime da Toei, não foi lançado fora do Japão. Yu-Gi-Oh! The Movie: Pyramid of Light, ou simplesmente Yu-Gi-Oh! The Movie, foi lançado na América do Norte no dia 13 de agosto de 2004. O filme foi desenvolvido especificamente para o Ocidente pela 4Kids baseado no grande sucesso da franquia Yu-Gi-Oh! nos Estados Unidos. No filme, que acontece após o arco "Batalha das Cidades" do anime Yu-Gi-Oh! Duel Monsters, Yugi enfrenta Anubis, o deus egípcio dos mortos. O filme também foi exibido na TV Tokyo em 2 de janeiro de 2005. No Brasil, Yu Gi Oh! O Filme estreou no dia 3 de setembro de 2004, apenas três semanas após sua estreia nos EUA.

Livros

Uma novelização gira em torno de algumas das partes iniciais do mangá e do arco da Morte-T, escrito por Katsuhiko Chiba. Foi publicado no Japão pela Shueisha em 3 de setembro de 1999 e tem quatro edições. A quarta edição é uma história original, ocorrendo apenas no romance Yu-Gi-Oh! Character Guide Book - The Gospel of Truth (遊戯王キャラクターズガイドブック―真理の福音― Yūgiō Kyarakutāzu Gaido Bukku Shinri no Fukuin) é um guia de personagens escrito por Kazuki Takahashi. Foi publicado no Japão em 1 de novembro de 2002 pela Shueisha sob sua marca Jump Comics e na França em 12 de dezembro de 2006 pela editora Kana. O livro contém os perfis de personagens, incluindo informações canônica, que nunca foram vistas em outras mídias da série, incluindo datas de nascimento, altura, peso, tipo de sangue e comida favorita. Ele também contém uma infinidade de informações compiladas da história, incluindo uma lista de nomes para os vários jogos que aparecem em Yu-Gi-Oh!.

Jogo de cartas

A série de mangá e anime Yu-Gi-Oh! introduz o jogo de cartas colecionáveis original criado por Kazuki Takahashi, desenvolvido e publicado pela Konami. O jogo começou a ser produzido em 1998, e hoje é jogado no mundo inteiro. O jogo possui algumas diferenças quanto ao fictício, pois este servia para se adequar ao enredo. Takahashi começou a fazer as cartas em 1996. Em agosto de 2008, a TV Tokyo relatou que o jogo de cartas da série já vendeu mais de 18 milhões de cartas em todo o mundo. Em 9 de junho de 2009, em seu aniversário de 10 anos, foi adicionado ao Guinness World Records como o jogo de cartas mais bem sucedido, tendo vendido mais de 22 bilhões e meio de cartas ao redor do mundo desde o início de sua fabricação. Em 31 de março de 2011, a Konami já vendeu mais de 25 milhões de cartões em todo o mundo desde 1999. O jogo continua a ganhar popularidade, já que é jogado em todo o mundo, principalmente no Japão, América do Norte, Europa e Austrália, e foi ampliado com novas regras e adições conforme a franquia cresce.

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Recepção

Imagem: animepapertoys · BY-NC-ND · Openverse

John Jacala do Anime News Network analisou o mangá Yu-Gi-Oh! em 2003, como parte da revisão da Shonen Jump. Jakala disse que, enquanto a comercialização para Yu-Gi-Oh! Duel Monsters fez o anime aparecer "completamente desinteressante", o mangá "é inesperadamente sombrio e mal-humorado." Jakala acrescentou que em um momento a série lhe "lembrou da obra de Neil Gaiman: Yugi se vê arrastado para um mundo mágico de antigas forças onde há regras definidas que devem ser obedecidas." Jakala concluiu que o fato de a série usar os jogos como instrumento de enredo "abre uma série de possibilidades de histórias" e que ele temia que a série tinha o potencial para "simplesmente transformar-se em um tie-in para o popular jogo de cartas". Jason Thompson, editor da versão em Inglês do mangá, classificou Yu-Gi-Oh! como o terceiro lugar de suas cinco séries favoritas que ele editou, afirmando que ele pensa que "a história é realmente muito sólida para um mangá shōnen" e que "você pode dizer que foi escrito por um homem mais velho por causa da obsessão com a morte, e o que pode vir após a morte, que domina o arco final de história", desfrutando de todo o RPG e a terminologia de jogos de cartas encontrada dentro da série.

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Pânico satânico

Imagem: animepapertoys · BY-NC-ND · Openverse

No Brasil, as cartas de Yu-Gi-Oh!, ambas originais e falsificadas, tornaram-se populares nos anos 2000. Porém, em 2003, o apresentador de televisão da Rede Bandeirantes, Gilberto Barros, acusou no programa Boa Noite Brasil por quatro edições seguidas que o jogo seria o "baralho do diabo" e teria ligação com a máfia japonesa. A edição de 5 de junho foi dedicada inteiramente ao jogo de cartas. Suas principais fontes para a montagem da reportagem foram pastores evangélicos. Até 2024, os programas são considerados uma mídia perdida.[carece de fontes?] Houve reação da fanbase na internet e sites especializados tentaram rebater as acusações, mas a reportagem levou a um pânico satânico no país, e muitas crianças foram proibidas de jogar e até mesmo tiveram seus baralhos queimados. O pânico satânico também abrangeu outros jogos e obras de ficção, como RPGs e Dragon Ball. Em 2004, o Ministério da Justiça reclassificou o anime como inadequado para menores de 12 anos, o que impedia a série de ser exibida antes das 20h, forçando a TV Globo a retirar Yu-Gi-Oh! de sua programação no primeiro trimestre de 2004, o que prejudicou a promoção dos produtos relacionados à série.

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Fontes consultadas

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