Críton
O diálogo 'Críton', escrito por Platão, apresenta uma conversa profunda entre Sócrates e seu amigo Críton sobre os conceitos de justiça, injustiça e a maneira correta de reagir a elas. Sócrates defende firmemente que a injustiça jamais deve ser respondida com mais injustiça. Por essa razão, ele recusa a generosa oferta de Críton para financiar sua fuga da prisão. O diálogo também é notável por conter uma das primeiras formulações da teoria do contrato social, explorando a relação entre o cidadão e o Estado.
Pontos-chave
- Críton discute justiça e injustiça com Sócrates.
- Sócrates recusa a fuga, pois não se deve responder injustiça com injustiça.
- O diálogo apresenta uma antiga teoria do contrato social.
- Críton admira a calma de Sócrates diante da morte.
O diálogo inicia com Críton encontrando Sócrates em sua cela na prisão. Críton revela que ainda é muito cedo, e Sócrates expressa surpresa pela facilidade com que o amigo conseguiu acesso. Críton explica que subornou o guarda, pois tem boa relação com ele. Ele justifica não ter acordado Sócrates antes, pois queria poupá-lo de mais sofrimento em sua situação delicada, aguardando a execução. Críton elogia a serenidade e a paz com que Sócrates tem vivido, mesmo diante da morte iminente. Sócrates, por sua vez, considera essa atitude apropriada para sua idade e pergunta o motivo da visita tão matinal de Críton.


