Pesquisa · Mapa mental

Críquete

O críquete é um desporto de taco e bola cuja origem remonta ao sul da Inglaterra, durante o ano de 1566. Considerado por muitos um desporto parecido com o basebol, foi inspirado num rudimentar jogo rural medieval chamado stoolball. Foi adotado pela nobreza no século XVII. Sofreu muitas transformações ao longo dos anos até se tornar um desporto bastante admirado no Reino Unido, na Índia e no Paquistão.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 25/07/2026
01

Objetivo do jogo

O críquete é um desporto que possui 2 objetivos básicos: Caso o time perca todos os seus 10 wickets (all out), a entrada se encerra e as posições de atacante e defensor são invertidas entre as equipes, de modo no qual quem até então defendia terá a chance de atacar para marcar corridas ao término das entradas (existem partidas de uma e de duas entradas para cada time). Caso seja a última entrada, a partida é finalizada automaticamente. Se em partidas de duas entradas (innings) o primeiro time que rebater for derrotado na segunda entrada e o somatório dos pontos da primeira e da segunda entrada for menor que os pontos obtidos somente da primeira entrada do time oponente (o que acontece muito raramente), a partida é concluída e a vitória da outra equipe é anunciada como "uma entrada e x corridas" (an innings and x runs), onde x é a diferença de pontos entre os times. Se o time que rebate por último é derrotado com o mesmo número de pontos do opositor, eles tem uma corrida curta para marcar (algo extremamente raro) para desempatar a partida.

02

Regras gerais

O jogo é praticado de acordo com as quarenta e duas leis do críquete, que foram desenvolvidas pelo Marylebone Cricket Club em discussões com os países praticantes do desporto. Algumas partidas em particular podem discutir regras únicas para as mesmas. Outras normativas suplementam as leis principais e as mudam para concordar em diferentes circunstâncias. Existe um número de modificações à estrutura de jogo e regras de posicionamento em campo que se aplicam a innings games, estando estas restritas a um determinado número de "justas entregas'' O time que está rebatendo sempre entra com dois batsmen em campo. Um é o rebatedor, conhecido como "striker". Outro batsmen é conhecido como "não striker" e fica no final do pitch para recolher as bolas rebatidas. A equipe que arremessa tem os seus onze jogadores no campo, que se revezam durante os arremessos. O jogador, conhecido como Bowler deve mudar após cada over. O wicket-keeper, que geralmente atua no papel toda a partida, se posiciona em pé ou agachado atrás do wicket. O capitão da equipe espalha os nove jogadores restantes, chamados defensores, em torno da Outfield para conseguirem cobrir a maior área possível. As posições mudam drasticamente de acordo com as estratégias da equipe.

Estrutura do jogo

Uma entrada (inning) no críquete consiste no turno em que cada equipe usa para defender (arremesso) ou atacar (rebater). Cada entrada no críquete pode ter diferentes quantidades de overs. Um over no críquete consiste em uma série de 6 arremessos válidos feita por apenas um jogador, dependendo das leis do jogo costuma-se ter entre 10 e 50 overs por entrada.

Jogadores

Cada equipe é formada por 11 jogadores. Dependendo das suas habilidades primárias, um atleta pode ser classificado como um batsman ou bowler especialista. Um time balanceado costuma ter os seus "especialistas", sendo 5 ou 6 batsmen e 4 ou 5 bowlers. Um jogador nestas duas posições é conhecido como craque. A posição de wicket-keeper é a mais especializada dentre as presentes no campo de jogo.

Árbitros

A partida é presidida por dois árbitros em campo. Um deles fica ao lado do wicket no final de onde a bola será arremessada e arbitrará a maioria das decisões. O outro atua próximo da posição de campo chamada leg-side, que oferece uma vista lateral do batsman, e assiste as decisões das quais ele tenha a melhor visão. Em algumas partidas profissionais eles podem pedir a presença de um terceiro juiz fora do campo, que tenha a assistência dos replays de televisão, sendo que este resguardará o jogo com suas regras.

Marcadores

Nas leis do críquete existe a regulação da posição de marcador (ou em inglês scorer), que é o responsável por registrar todas as ações que geram pontos para os times: corridas (runs), wickets e (quando apropriado) os overs. Eles conhecem os sinais do árbitro, e para verificar a precisão do resultado regularmente, conferem suas marcações com os mesmos durante os intervalos. Na prática, os marcadores também podem acompanhar outros assuntos, tais como análises dos bowlers, a taxa de desempenho durante os overs, e as estatísticas da equipe como médias e registros. Em competições nacionais e internacionais de críquete, a mídia tende a requerer uma notificação dos registros e das estatísticas, sendo que os marcadores normalmente mantém correspondência oficial com comentaristas e jornalistas durante as transmissões das partidas. Os marcadores ocasionalmente cometem erros, mas estes podem ser corrigidos após o evento.

Campo de jogo

O campo de críquete consiste em um grande gramado em formato oval. Não existem dimensões fixas, mas seu diâmetro geralmente varia entre 137m e 150m. Em alguns campos uma corda demarca o seu perímetro, então nomeado como boundary. A maioria das ações tem lugar no centro do campo, em uma faixa retangular de barro batido ou grama baixa chamada pitch, cuja medição é de 3,05 m × 20,12 m (10 × 66 pés). Em cada extremidade do pitch são fincados ao chão 3 estacas de madeira chamados de stumps. Dois pedaços de madeira, chamados de bails, são encaixados no topo dos stumps, ligando-os aos seus vizinhos. Cada conjunto de 3 stumps e 2 bails é comumente conhecido como wicket.

Como marcar corridas

Se os rebatedores correm entre as áreas de batedores (as áreas onde o rebatedor rebate e o arremessador arremessa), ou se a bola vai ao fim do campo, isso vale pontos.

03

O críquete no Brasil

O críquete surgiu no Brasil via negócios com a Inglaterra, especialmente na construção de ferrovias. Os ingleses que chegaram ao país sul-americano não trouxeram apenas seus costumes e cultura, pois seus esportes em excelência acabaram aparecendo com força (críquete, futebol e rugby). Alguns historiadores, contudo, afirmam que o críquete chegou em solo brasileiro no ano de 1872 sob George Cox com a fundação do Rio Cricket Club. Mesmo sendo praticado por diversos clubes britânicos no final do século XIX e o início do século XX, o críquete não chegou a ser popularizar no país e com o tempo os antigos clubes abandonaram a prática do esporte, com a imensa popularização do futebol (também trazido pelos ingleses). Desta forma não houve uma entidade que, de maneira apropriada, zelasse por este desporto em solo brasileiro. Mesmo não sendo popular no país, existe o bete-ombro, que entre outros nomes, é uma brincadeira de rua que é considerada variante do críquete.

Clubes históricos

Durante a Belle Epóque brasileira, o esporte também estava surgindo em clubes britânicos e times locais em outras partes do país, incluindo: Além da prática do esporte em clubes há registro de partidas em locais como a mina de Morro Velho em Minas Gerais (1887), Frigorífico Anglo em Barretos (1913) e Fazenda dos Ingleses em Caraguatatuba (1927).

Situação atual

Em 2001 o críquete ganhou novo vigor no Brasil, com a fundação da ABC - Associação Brasileira de Críquete, na cidade de Brasília, no Distrito Federal. A entidade contabiliza ainda poucos praticantes e a maioria dos jogadores são estrangeiros naturalizados (ou ainda em trânsito para a naturalização). No ano de 2002 adentrou à ICC (em inglês: International Cricket Council) e, em 2003, passou a estar presente na categoria de membro afiliado. Atualmente, o país se faz presente como membro associado no ICC. No ano de 2021 a ABC conseguiu registro definitivo de confederação tendo como sede a cidade de Poços de Caldas. Através do Projeto Cricket Brasil iniciado em 2011, a ABC em parceria com a Prefeitura de Poços de Caldas, afirma ter realizado um feito inusitado: ter a cidade onde mais se pratica o críquete do que o futebol. A prática do críquete tornou-se parte do currículo de 52 escolas públicas locais. Segundo Matt Featherstone, ex-jogador de Críquete na Inglaterra e atual presidente da CBC, são mais de cinco mil crianças na cidade praticando o esporte e três mil na região. Em outubro de 2024, a CBC reinaugurou seu centro de treinamento focando no treinamento da seleção brasileira masculina e feminina de críquete para a Olímpiadas de Los Angeles 2028.

04

Organização internacional

O Conselho Internacional de Críquete (em inglês: International Cricket Council - ICC) é a instituição global responsável pela organização do esporte. Sua sede está localizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e inclui representantes das doze nações test-playing members, assim como uma parcela representante dos membros não permanentes. Cada país tem uma organização interna que regula o esporte, tal como ocorre com as mais variadas associações desportivas nacionais. As nações são separadas em dois tipos de associação, dependendo do nível de estrutura existente para o críquete e de fatores com caráter histórico. No primeiro escalão estão os membros permanentes (oficialmente conhecidos como full members, sendo também chamados de membros fundadores ou test-playing members). Os membros associados (denominados como associate members) formam a segunda base dentro da ICC.

Organização interna dos países membros

Os países que fazem parte da ICC são divididos em dois grupos diferentes, chamados de full members e associate members. Anteriormente existia um terceiro grupo, denominado affiliate members (do qual o Brasil fazia parte) e que, na Conferência Anual da ICC de 2017 realizada em Londres, acabou sendo extinto (e todas as nações nele inseridas passaram a ser do grupo associate members).

Curiosidades

Todos os full members possuíam, até 2015, vagas asseguradas na Copa do Mundo de críquete (fato este que mudou para os sete melhores qualificados no ICC One Day International rankings), que chegou a ser disputada por um total de catorze seleções nas edições de 2011 e 2015, mas que voltou a ter dez participantes para a edição de 2019. Atualmente, duas vagas ficam destinadas para serem preenchidas via eliminatórias mundiais. Para a Copa do Mundo de Críquete de 2023 (que terá a Índia como sede), será mantido o total de dez nações participantes. A distribuição das vagas será entre o país sede, seguido dos sete melhores qualificados do novo evento mundial (sendo este a ICC ODI League Tournament 2020-22, cujos participantes serão os full members da entidade), além das duas equipes melhor posicionadas na Qualificatória para a Copa do Mundo de Críquete, a ser disputada em 2022 (em inglês: 2022 Cricket World Cup Qualifier).

05

O críquete na internet

A ICC tem investido no chamado críquete on line. Prova disso é a parceria feita entre o conselho e o Youtube para transmitir jogos da Indian Premier League (a maior liga local de críquete do mundo, podendo ser comparada à NBA norte-americana ou aos principais campeonatos de futebol do mundo, por exemplo). Muito se falou em um projeto de parceria entre o ICC e o YouTube, visando as transmissões de partidas disputadas na Copa do Mundo de Críquete. De concreto, várias partidas do Campeonato Indiano de Críquete (na edição de 2010) foram transmitidas via streaming pelo YouTube.

06

O críquete nos Jogos Olímpicos

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) Jacques Rogge teria dito, em 2011, ser a favor do retorno do críquete como modalidade do maior evento multidesportivo do mundo. O formato adotado para disputa seria o T20, cujas partidas possuem vinte overs de duração. Historicamente, o críquete fez parte do programa oficial em apenas uma oportunidade, nos Jogos de Paris em 1900. Foi descartada a entrada do críquete para os Jogos do Rio de Janeiro em 2016, que contou com o retorno do rugby no formato de seven-a-side e do golf. Para as Jogos de Tóquio em 2020, o críquete ainda precisaria entrar na lista de esportes candidatos ao programa desportivo olímpico (sendo este o caso de seis esportes incluídos no programa olímpico em solo japonês), fato este que não acabou ocorrendo. Conversações foram estabelecidas sobre o críquete voltar ao programa olímpico, visando os Jogos de Paris em 2024. Mesmo com as dificuldades para que o fato possa se concretizar, a MCC World Cricket (nas palavras de um dos seus membros e levando adiante o ideal proposto pela Board of Control for Cricket in India), vê uma possibilidade real no retorno deste esporte às Olimpíadas, nos Jogos de Los Angeles em 2028, mesmo com a existência de uma postura contrária sobre o críquete se fazer presente no movimento olímpico.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando