Santos Futebol Clube
Santos Futebol Clube, mais conhecido apenas como Santos, é um clube poliesportivo brasileiro da cidade homônima, do estado de São Paulo. Foi fundado em 14 de abril de 1912. Inicialmente suas cores seriam o branco, azul e dourado, mas um ano após a sua fundação, ficou decidido que as cores do clube passariam a ser branco e preto (alvinegro). O clube manda as suas partidas no Estádio Urbano Caldeira, mais conhecido como Vila Belmiro. Seus maiores rivais no futebol são o Palmeiras, com quem disputa o Clássico da Saudade; o Corinthians, com quem disputa o Clássico Alvinegro; e o São Paulo, com quem disputa o San-São.
Século XX
O Santos Futebol Clube foi fundado no dia 14 de abril de 1912, por iniciativa de três esportistas da cidade, Francisco Raymundo Marques, Mário Ferraz de Campos e Argemiro de Souza Júnior, que convocaram uma assembleia na sede do Clube Concórdia para a criação de um time de futebol. Durante a reunião, surgiu a dúvida quanto ao nome que seria dado a essa agremiação, várias sugestões apareceram como, Brasil Atlético, Euterpe e Concórdia, mas os participantes da reunião decidiram por unanimidade a proposta de Edmundo Jorge de Araújo: a denominação Santos Foot-Ball Club. As cores iniciais do Santos FC eram o branco, o azul e o dourado, mas como era difícil na época a confecção de um uniforme nessas cores, ficou decidido no dia 31 de março de 1913 que o clube passaria a ser alvinegro.
Século XXI
Em 2002, ano em que o clube completou 90 anos, o Santos conquistou o Campeonato Brasileiro no sistema de mata-mata, vencendo o Corinthians nos dois jogos da decisão, sendo esse o sétimo título nacional do clube. O time campeão foi basicamente formado por jogadores revelados pelo clube, os destaques eram a dupla Diego e Robinho e o técnico responsável pelo título foi Emerson Leão. No ano seguinte, com a base mantida, o Peixe chegou aos vice-campeonatos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro. Em 2004, ainda com os ídolos Robinho, Elano e Léo, e tendo no banco o experiente técnico Vanderlei Luxemburgo, o Santos voltou a ser campeão brasileiro, desta vez no sistema de pontos corridos.
Estádio da Vila Belmiro
Antes de ter seu campo, o Santos chegou a mandar seus jogos em três locais diferentes: Campo da Avenida Ana Costa, Campo da Avenida Conselheiro Nébias e o Campo do Clubes dos Ingleses. Os treinos eram feitos em um campo distinto, localizado no Bairro do Macuco. Em 1915 os dirigentes passaram a procurar terrenos na cidade. Em 31 de maio de 1916, uma assembleia geral aprovou a compra de uma área de 16 650 metros quadrados, no bairro da Vila Belmiro, aprovado pelo presidente do clube, Agnello Cícero de Oliveira. A compra do terreno foi feita em 16 de junho de 1916. A construção do Estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro, foi concluída em 1916 e sua inauguração ocorreu em 12 de outubro do mesmo ano, mas a primeira partida foi realizada somente 10 dias depois, em 22 de outubro de 1916, válido pelo Campeonato Paulista. A partida de estreia foi entre Santos e Ypiranga, onde o Santos venceu por 2 a 1, cujo primeiro gol da partida e da história do estádio foi feito por Adolpho Millon Júnior, da equipe santista.
Centros de Treinamento
O Centro de Treinamento Rei Pelé foi inaugurado em 1 de outubro de 2005, com a finalidade de oferecer toda a estrutura necessária, para que os atletas e a comissão técnica possam realizar o trabalho físico. Localizado no bairro de Jabaquara em Santos, o CT é considerado um dos melhores do Brasil. A ideia de construir um campo próprio para treinos do clube surgiu em meados da década de 90, na primeira gestão de Marcelo Teixeira na presidência do Santos. Em 1992, o clube havia conseguido tomar posse de um terreno localizado perto da Santa Casa de Santos. Depois disso, iniciou-se a construção do que seria o primeiro centro de treinamentos do time Alvinegro. O nome do local é uma clara homenagem ao maior ídolo santista: Pelé.
Chácara Nicolau Moran
A Chácara Nicolau Moran foi o antigo local de concentração do Santos Futebol Clube. Localizada no quilômetro 34 da pista norte da Via Anchieta, em São Bernardo do Campo, a chácara foi fundada em 14 de setembro de 1968 e contava com campos de futebol, cozinha industrial, saguão, amplo espaço de descanso e lazer, alojamentos e uma capela. Com uma área de 60 000 metros quadrados, a chácara recebeu esse nome, em homenagem ao ex-diretor e ex-meia santista, Nicolau Moran Villar. No início da década de 90, o Santos deixou de se concentrar na chácara e o local foi abandonado, sendo cedido em regime de comodato ao São Bernardo no ano de 2009.
Valor de mercado
Em um relatório publicado em 2017 pela empresa de consultoria BDO, mostra o Santos como a nona marca mais valiosa do futebol brasileiro, com um valor de R$ 402,8 milhões, a maior parte das receitas do Peixe vem das cotas de televisão, em 2016, o Alvinegro ampliou as receitas com os direitos de televisão em 73%, um aumento de R$ 63 milhões. Nas redes sociais, em uma pesquisa feita em julho de 2021 pelo Ibope Repucom, o Santos aparece como o quinto clube brasileiro com mais seguidores com 9 539 284, no combinado Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e TikTok.
Uniformes
A primeira camisa seguia o padrão das cores oficiais do clube na época, era branca, com listras azuis, e tinha finos frisos dourados, este uniforme foi usado nas três primeiras e únicas apresentações do até então Santos Foot-Ball Club no ano de 1912. Contudo, em 31 de março de 1913, com a dificuldade de confeccionar uma camisa nessas cores, o sócio Paulo Peluccio, sugeriu que o time passasse a utilizar um uniforme diferente com a camisa listrada em preto e branco e calções brancos. Em 1915, o Santos teve que alterar o seu nome provisoriamente para disputar o Campeonato Santista, devido a APEA (liga no qual era afiliado) não o ter deixado usar seu nome oficial, então o clube adotou a denominação União Foot-Ball Club. O time se tornou campeão santista usando um uniforme branco, com um escudo em forma de losango no peito escrito o nome "União FC" em uma faixa diagonal branca e fundo preto. Em 1925, o time usou um uniforme que era totalmente branco com uma faixa preta na altura da cintura, como um cinto, este modelo foi usado no Campeonato Paulista de 1925, nele havia um escudo bastante semelhante ao usado atualmente pelo clube. Em meados dos anos 1930, o Santos chegou a utilizar talvez o que seja o uniforme mais inusitado de sua história, o calção era branco, porém a camisa era de um tom avermelhado, esse uniforme foi usado apenas em alguns jogos. O uniforme usado na conquista do Campeonato Paulista de 1935, era um totalmente branco, com exceção das meias que tinham detalhes pretos. No início da década de 1940, o Santos usou uma camisa que tinha largas listras horizontais em preto e branco, e o escudo usado era diferente do tradicional, nele o acrônimo SFC era entrelaçado e escrito em preto, dentro de um fundo branco.
Escudo
As cores iniciais do Santos eram azul, branco e dourado. Essas cores foram adotadas pela agremiação do clube logo no seu primeiro ano de existência, em 1912. Em 1913, o Santos passa a ser alvinegro, e então é criado o primeiro escudo. Era composto por um globo terrestre com os paralelos de latitude a partir de uma linha do equador e dos meridianos de longitude, os continentes eram na cor amarela e os oceanos em azul, tendo ao centro do globo um escudo com nove listras verticais alternadas em preto e branco, com uma bola de futebol no centro, escrito o acrônimo SFBC (Santos Foot-Ball Club), e por cima do escudo ainda havia uma coroa. Mesmo com toda essa elaboração, o escudo nunca foi utilizado na camisa, apenas na sede social do clube.
Bandeira
Com base na frase: “O branco da paz e o preto da nobreza”, foram criadas as primeiras bandeiras da história do Santos. Em assembleia geral realizada no dia 31 de março de 1913, foi criada a primeira bandeira, também sendo definido o branco e o preto como as cores do clube, assim sugerido por Paulo Peluccio, um dos sócios do Santos na época. Por sugestão de Raymundo Marques, um dos fundadores do Santos, a primeira bandeira tinha uma faixa preta diagonal da esquerda para a direita com as inicias do clube em letras brancas. Anos mais tarde, foi criada uma bandeira triangular no formato de uma flâmula, que tinha um fundo branco com duas faixas pretas, sendo a horizontal ao centro e a vertical no primeiro terço, com o escudo na confluência das duas faixas. Outras bandeiras foram criadas, mas todas seguiram o mesmo padrão e modelo.
Mascote
De acordo com o Estatuto Social aprovado em 2011, o mascote oficial do Santos é a baleia. Ao longo dos anos, o mascote santista sofreu diversas modificações e teve até sugestões de adotar outros símbolos, como o marinheiro, por exemplo. Conforme as últimas pesquisas, a primeira vez que o time santista foi identificado por um mascote, foi em 1921 representado por um peixe. O jornal paulistano Ítalo Paulista, IL Pasquino Coloniale, se referiu ao Santos com o símbolo em uma charge, onde um representante do Palestra Itália à beira-mar, admirava um peixe, representante do time santista. Anos depois um português chamado João Brito (João do Charuto), começou a ilustrar o Peixe para se referir ao Santos nas páginas da A Gazeta Esportiva nos anos 30. Em 1943, o mesmo Brito sugeriu um marinheiro (Garboso) para ser o símbolo santista, na revista A Gazeta Esportiva Ilustrada. Em 1944, o símbolo ganhou grande popularidade com as divertidas charges da Gazeta Esportiva do artista Nino Borges. A baleia teria sido inventada nos anos 50 pelo cartunista Messias de Mello do Jornal A Gazeta Esportiva. A ideia era substituir o símbolo anterior, o peixe, por outro animal marinho mais forte e imponente. Na cidade de Santos, o cartunista JC Lobo foi o responsável por divulgar a baleia no jornal A Tribuna. Em 1955, o artista conhecido por Pace, sugeriu um pescador, já Otávio em 1962, um peixeiro e finalizando os palpites, Ziraldo, apostou no golfinho em 1989. Peixe, baleia, marinheiro, peixeiro, pescador e golfinho, o Santos sempre teve a forte identificação com a sua cidade litorânea, e mesmo com a maioria desses símbolos ou mascotes não sendo oficias do clube, os jornais e cartunistas sempre pensavam em algo relacionado ao mar para identificar o time santista. Em agosto de 2006, o clube criou a dupla Baleinha e Baleião, que animam a torcida antes do início das partidas e durante os intervalos dos jogos do Santos.
Hino
Há uma grande controvérsia quanto ao hino oficial do Santos Futebol Clube. Nas primeiras décadas de existência, os santistas adotaram como hino do clube uma paródia de uma canção que soldados ingleses entoavam durante a Primeira Guerra Mundial. A situação mudou quando Mangeri Neto e Mangeri Sobrinho resolveram homenagear o Santos, criando a marchinha "Leão do Mar" quando o clube foi campeão paulista de 1955. A revista Placar lançou dois álbuns com regravações de hinos do futebol brasileiro. O primeiro de 1996 tinha o hino santista em um rock gravado por Paulo Miklos, um dos vocalistas da banda Titãs. A segunda versão de 2004 contou com outro dos Titãs, Arnaldo Antunes, que visou uma versão mais dançante, com destaque para a batida do surdo para aludir à batucada da torcida na arquibancada.
O Santos Futebol Clube possui uma grande legião de torcedores espalhados pelo Brasil, além de milhões de fãs em outras partes do planeta, que teve o seu crescimento associado ao time de Pelé e cia que encantaram o Brasil e o mundo na década de 1960. Estima-se que o Santos tenha um contingente de fãs ao redor do mundo que pode variar de 12 até 24 milhões de pessoas, com base na soma de torcedores brasileiros estimados por institutos nacionais de pesquisa e de pesquisas globais de popularidade que colocam o Santos em posição de destaque na América do Sul. O Santos é o clube brasileiro mais popular fora do Brasil de acordo com pesquisa global realizada pela companhia internacional Chiliz com mais de 8.000 entrevistados em diferentes países de todos os continentes. A mesma pesquisa informa que o Santos possui 0,56% da preferência dos fãs de futebol espalhados pelo mundo, sendo o 2º clube mais popular das Américas, superado somente pelo Boca Júniors da Argentina (0,70%). Convertendo-se o resultado dessa pesquisa em números absolutos, o percentual de apoiadores estrangeiros do Santos pode ser estimado entre 4 910 000 (considerando somente a população dos países amostrados nessa pesquisa) e 19 600 000 (considerando as mais de 3,5 bilhões de pessoas no mundo que acompanham futebol).
Torcidas organizadas
Atuais torcidas legalizadas pela Federação Paulista de Futebol.
O Santos mesmo não sendo um clube com sede na capital, tem como principais rivais o Trio de Ferro paulistano formado por Palmeiras, Corinthians e São Paulo. Na cidade de Santos, o clube mantem uma relação de amistosidade com a Portuguesa Santista. Nos anos 50 e 60, o clube realizou grandes partidas com o Botafogo, este confronto ganhou notoriedade devido a presença de Pelé e Garrincha e também entre outros jogadores que estiveram presentes no bicampeonato mundial da Seleção em 1958 e 1962.
Clássico Alvinegro
O Clássico Alvinegro é o confronto contra o Corinthians e recebe esse nome em referência às cores dos dois clubes. O confronto entre Santos e Corinthians, é considerado um dos clássicos mais antigos do futebol brasileiro. O primeiro jogo entre as duas equipes aconteceu em 22 de junho de 1913, no campo do Parque Antarctica, a partida terminou 6 a 3 para o Santos. Em jogos finais decisivos, os dois se enfrentaram seis vezes no Campeonato Paulista, em três delas o Santos saiu vitorioso, sendo que em 1935, o Santos conquistaria o seu primeiro título paulista no jogo contra o Corinthians, as duas equipes também se enfrentaram na final do Campeonato Brasileiro de 2002, em que o Santos se sagrou campeão. Na Libertadores, os dois clubes se enfrentaram nas semifinais em 2012 onde o Corinthians avançou para a decisão do torneio.
Clássico da Saudade
Clássico da Saudade é no futebol paulista o confronto entre Santos e Palmeiras. Recebe esse nome, em referência aos dois maiores times do futebol paulista durante o auge do futebol-arte brasileiro, na década de 1960, quando o Palmeiras tinha Ademir da Guia e o Santos tinha Pelé. A primeira partida aconteceu em 3 de agosto de 1915, no Velódromo de São Paulo, o Santos venceu o Palmeiras, que ainda tinha o nome Palestra Itália, pelo placar de 7 a 0. No dia 6 de março de 1958, Santos e Palmeiras fizeram no Pacaembu aquele que recebeu a alcunha de jogo mais emocionante da história, o primeiro tempo acabou 5 a 2 para o Santos, no segundo tempo, o Palmeiras conseguiu virar o placar para 6 a 5, mas nos minutos finais o Santos venceu o jogo por 7 a 6, com dois gols de Pepe.
San-São
O clássico com o São Paulo é chamado de San-São, foi apelidado em 1956 por Tomás Mazzoni, jornalista de A Gazeta Esportiva. O primeiro jogo entre as duas equipes, ocorreu no dia 11 de maio na Vila Belmiro, válido pelo Campeonato Paulista de 1930, o jogo terminou empatado em 2 a 2. Os dois times fizeram em 1933, o primeiro jogo de futebol profissional do país. Foi nele em que o apelido do Santos, "peixe", foi dito pela primeira vez. Tratou-se de uma provocação antes do início do jogo, da torcida tricolor com os jogadores do Santos, chamando-os de "peixeiros" de maneira pejorativa, a torcida santista retrucou dizendo "Somos peixeiros e com muita honra!". A partir daí o apelido foi adotado pelo clube santista, e a mascote, a Baleia, foi criada.
Clássicos internacionais
A rivalidade contra os argentinos começou na semifinal da Libertadores de 1964, o Santos brigava por seu terceiro titulo consecutivo da América contra o Independiente. Em junho de 2014, a TV argentina trouxe à tona gravações telefônicas entre Abel Gnecco, representante argentino no comitê de arbitragem da Conmebol e o ex-presidente da AFA, Julio Grondona, morto em 2014. Nas escutas telefônicas, Grondona dá a entender ter conspirado com a arbitragem da semifinal entre Santos e Independiente da Libertadores daquele ano, para que o time brasileiro, que jogou ambas as partidas sem as suas maiores estrelas, não se classificasse. Julio Grondona diz no áudio: "Em 64, quando jogamos contra o Santos, ganhei o (árbitro) Leo Horn, que era holandês, com os dois bandeiras". Para os ex-jogadores santistas, a escuta foi uma confissão de Grondona: "A arbitragem foi estranha no jogo que fizemos no Rio ...deixou o Independiente bater a vontade. Nos lances duvidosos, o apito era contra o Santos. Nos contra-ataques, os bandeiras marcavam impedimentos inexistentes contra o Santos, às vezes o árbitro dava uma falta para impedir nosso ataque. São situações não tão claras de interferência da arbitragem, mas que há um prejuízo ... Então não fico surpreso do caso ter sido retomado", disse o ex-atleta do Santos, Lima.
Elenco atual
Última atualização: 3 de fevereiro de 2026.
Treinadores
O Santos teve como primeiro treinador o irlandês Harold Cross que dirigiu o time em 1912. Em 1913, o lendário Urbano Caldeira que de 1913 a 1932, em períodos alternados, assumiu a função de treinar a equipe. Urbano que leva nome ao estádio da Vila Belmiro, além de treinador, também foi jogador e vice-presidente do Santos. De 1916 a 1922, dois estrangeiros ficaram a frente da equipe, os uruguaios Juan Carlos Bertone (1916 a 1919) e Ramón Platero (1920 a 1922). No ano de 1923, o diretor geral de esportes, José Caetano Munhoz, era quem comandava a equipe. O primeiro treinador do Santos após a era profissional do futebol no Brasil, foi Joaquim Loureiro em 1933.
Seleção Brasileira
O Santos sempre foi ao longo dos tempos uma equipe que cedeu vários atletas para a Seleção Brasileira. Nas 5 Copas do Mundo que o Brasil faturou, em 3 delas, estavam presentes jogadores do Santos, só de campeões mundiais o Peixe cedeu 11 atletas. Na história das Copas o Alvinegro teve 16 de seus jogadores convocados para defender a Seleção, sendo o meia-atacante Araken Patusca o primeiro santista à disputar um mundial, em 1930, no Uruguai. Na época havia uma briga entre a Associação Paulista de Esportes Atléticos (Apea) e a Confederação Brasileira de Desportos (CBD), pois nenhum paulista estava na comissão técnica, por este motivo a Apea alegou não haver tempo hábil para que chefes de famílias deixassem tudo organizado e partissem para ficar tanto tempo afastados de casa. Isto fez com que o Brasil embarcasse apenas com jogadores que atuavam no Rio de Janeiro, com exceção de Araken Patusca, único paulista entre os convocados e que estava brigado com a direção santista.
Outras seleções
Em 2006, na Alemanha, o Peixe foi representado pelo zagueiro Julio Manzur da Seleção Paraguaia. O jogador santista disputou a sua primeira Copa do Mundo, já tendo ajudado a seleção de seu país à conquistar a medalha de prata, nos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, na Grécia. Nesta edição do mundial o Paraguai não passou da fase de grupos. Na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, o Santos foi representado pelo lateral esquerdo chileno Eugenio Mena. Mena foi titular nos 4 jogos da Seleção Chilena no mundial. O Chile foi eliminado pelo Brasil nas oitavas de final, nos pênaltis, após empate de 1 a 1 no tempo normal.
Santos B
O Santos B, também conhecido por ser o sub-23, tem como função auxiliar os jogadores para que cheguem na equipe principal, foi fundado em 2003 para ser a equipe reserva oficial. Inspirados pelo modelo espanhol, no qual grandes clubes como Barcelona e Real Madrid têm suas equipes secundárias participando das divisões inferiores da La Liga, a diretoria do clube inscreveu naquele ano o Santos B na Copa Paulista de 2004, o time fez uma excelente campanha, sendo campeão do torneio ao bater o Guarani na final. Atualmente participa do Campeonato Brasileiro de Aspirantes.
Futebol Feminino
Conhecidas como as Sereias da Vila, a história do futebol feminino começou em 1997. Para formar sua primeira equipe, o Santos teve como parceira a Marvel Consórcios, que mantinha uma equipe feminina de futebol de salão. Houve também a realização de peneiras, chefiada pelo ídolo Manoel Maria, que também foi o primeiro treinador da equipe feminina do clube. Para disputar o Campeonato Paulista de 1997, o Santos foi em busca de três atletas que fizeram parte da Seleção Brasileira que ficou em quarto lugar nas Olimpíadas de Atlanta: Elane, Fanta e Solange, pois o regulamento do campeonato permitia apenas três jogadoras acima de 23 anos na equipe. E logo em seu primeiro ano de vida, o time feminino chegou na final do Campeonato Paulista, e sagrou-se vice-campeão após perder para o São Paulo. No ano de 2000 veio o primeiro título da modalidade, a equipe conquistou os Jogos Abertos do Interior.
Futsal
Em 2011, com a parceria da Cortiana Plásticos, o Santos formou um grande time para a modalidade, sendo a base da Seleção Brasileira de Futsal, chegando a ter sete convocados de uma só vez. O time foi comandado pelo técnico Fernando Ferretti, tendo o melhor do mundo nas quadras, Falcão, além de grandes jogadores como Pixote, Neto, Índio, Valdin, Jackson e Jé. Em apenas 1 ano, o time conquistou a Liga Futsal e a Copa Gramado, sendo que a Liga Futsal foi vencida nos pênaltis, contra o tradicional Carlos Barbosa na Arena Santos (onde o clube mandou os jogos). E com essa conquista, o Santos foi o primeiro clube paulista a conquistar a Liga Futsal.
Voleibol
O voleibol tanto no masculino como feminino, passou a ser relacionado pela Comissão de Esportes a partir de 1940, programando a participação do clube em torneios oficiais. A primeira conquista na modalidade, veio no ano de 1946, quando a equipe feminina faturou o Torneio Início da Liga Santista. Em 1968, o ano do auge, o time masculino realizou uma vitoriosa excursão para Europa, realizando 14 jogos com 13 vitórias e apenas uma derrota (para a Seleção da Alemanha Oriental, na época considerada a 4ª melhor equipe do mundo). Ainda em 1968, devido as grandiosas atuações, os atletas Décio Viotti, Victor, Feitosa e Sérgio Telles, defenderam a Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos na Cidade do México. Já em 1972, nos jogos disputados em Munique, foi a vez de Negrelli ser convocado.
Homenagens
Em 14 de abril de 2007, a data do aniversário de fundação do clube foi incluída no calendário oficial de comemorações do Calendário Turístico do Estado de São Paulo, onde diversos eventos são realizados em sua homenagem. No dia 4 de novembro de 2008, a Estação Imigrantes foi rebatizada de Estação Santos-Imigrantes, para homenagear o clube e também por estar localizada numa das principais vias de acesso à cidade de Santos. Uma citação curiosa que o Santos recebeu, é o fato do nome do clube estar presente no hino oficial do Olympiacos da Grécia. Esse fato ocorreu, graças a um jogo do Santos contra o time grego em 1961, em que o Olympiacos saiu vitorioso por 2 a 1 com Pelé em campo, a dimensão da vitória foi tão grande para o clube grego, que o nome do Santos foi adicionado no hino oficial.


