Crase
Crase é um dos metaplasmos por supressão de fonemas a que as palavras podem estar sujeitas à medida que uma língua evolui.
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O termo crase significa fusão, junção. Em português, a crase é o nome que se dá à contração da preposição "a" com: Obs.: Nunca haverá crase no termo a que, mesmo quando puder ser substituído por à qual. Ex.: A questão a que me refiro é esta. (A questão à qual me refiro é esta.) Quando à que é correto: Ouvimos uma voz igual à que o monstro enjaulado soltava. O "à", neste caso, é preposição com o pronome demonstrativo "a". (À que = àquela que.) O sinal que indica a fusão, que indica ter havido crase de dois aa, é o acento grave. Obs.: As palavras terra e casa são casos especiais de crase. A preposição "a" antes da palavra casa (lar) só recebe o acento grave quando vier acompanhada de um modificador, caso contrário não ocorre a crase. Já com a palavra terra (chão firme, oposto a bordo) só ocorre crase quando vier acompanhada de um modificador — da mesma maneira que existe a expressão "a bordo", enquanto que com a palavra terra (terra natal ou planeta) sempre ocorre crase.
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Para saber se a crase é aplicável, ou seja, se deve ser usada a contração à (com acento grave) em vez da preposição a (sem acento), aplique-se uma das regras de verificação: 1) Substitui-se a preposição a por outra preposição, como em ou para; se, com a substituição, o artigo definido a permanecer, então a crase é aplicável. Com crase, porque equivale a Pedro viajou para a Região Nordeste. Sem crase, porque equivale a Pedro viajou para Uberaba. 2) Troca-se o complemento nominal, após "a", de um substantivo feminino para um substantivo masculino; se, com a troca, for necessário o uso da combinação ao, então a crase é aplicável. Com crase, porque ao se trocar o complemento — Prestou relevantes serviços ao povo — aparece a combinação ao. Sem crase, porque ao se trocar o complemento — Chegarei daqui a um minuto — não aparece a combinação ao. 3) Quando se refere a locais para onde se dirige o sujeito, faz-se a pergunta inversa, a fim de se verificar se há ou não a necessidade do uso da crase. Essa regra pode ser definida pela frase: "SE VENHO DA.... CRASE HÁ; SE VENHO DE..., CRASE PRA QUE?".
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A crase é facultativa nos seguintes casos: Antes de pronome possessivo feminino no singular (minha, tua, sua, dela, nossa e vossa), desde que seja pronome adjetivo:
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Tendo por princípio basilar que a palavra "à" é o feminino de "ao", não existe crase onde também não cabe o uso de "ao". Portanto, nas seguintes situações: Antes de substantivos masculinos, salvo no já supracitado caso de estar subentendida a expressão "à moda de": Antes de plural sem o emprego do artigo definido "as", no sentido genérico: Mas: Caminhamos até à (a) casa. (no caso específico de "até", a crase é facultativa) Antes de pronomes pessoais, relativos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos, possessivos masculinos e de tratamento (com exceção de senhora, senhorita): Obs.: Em pronomes demonstrativos aquele, aqueloutro (não mui corrente)... pode haver crase: Mas: Voltei a (à) minha cidade natal. (No caso dos pronomes possessivos, a crase é facultativa)) Antes de topônimos de cidades que não admitem "a": Obs.: substituir por "Fui à" ou "Vim da" (craseia-se) — "Fui a" ou "Vim de" (não se craseia).


