Costa Rica
Costa Rica ), oficialmente República da Costa Rica, é um país da América Central, limitado a norte pela Nicarágua, a leste pelo mar do Caribe, a sudeste pelo Panamá e a oeste pelo Oceano Pacífico. O país possui entre os seus territórios a Ilha do Coco, no Oceano Pacífico. O país possui uma população de cerca de 4,9 milhões de habitantes em uma área de terra de 51 060 km2. San José, a capital e cidade mais populosa do país, é habitada por pouco mais de 330,6 mil habitantes. A nação é conhecida por sua democracia estável em uma região marcada por instabilidades políticas e por sua força de trabalho altamente qualificada, a maioria dos quais fala a língua inglesa. O país gasta cerca de 6,9% do seu orçamento em educação, acima da média global de 4,4%. Sua economia, antes altamente dependente da agricultura, diversificou-se para incluir setores como finanças, serviços corporativos para empresas estrangeiras, produtos farmacêuticos e ecoturismo. Muitas empresas estrangeiras operam nas Zonas Francas da Costa Rica, onde se beneficiam de investimentos e incentivos fiscais. Apesar do impressionante crescimento do produto interno bruto (PIB), da inflação baixa, das taxas moderadas de juros e de um nível de desemprego aceitável, a Costa Rica enfrentou, nos últimos anos, uma crise de liquidez devido à dívida crescente e ao déficit orçamentário. Outros desafios que o país enfrenta em suas tentativas de melhorar a economia, aumentando o investimento estrangeiro, incluem uma infraestrutura precária e a necessidade de melhorar a eficiência do setor público.
Era pré-colombiana
Os historiadores classificaram os povos indígenas da Costa Rica como pertencentes à Área Intermediária, onde as periferias das culturas nativas mesoamericana e andina se sobrepõem. Mais recentemente, a Costa Rica pré-colombiana também foi descrita como parte da área istmo-colombiana. Ferramentas de pedra, a evidência mais antiga de ocupação humana na Costa Rica, estão associadas à chegada de vários grupos de caçadores-coletores por volta de 10 000 a 7 000 anos a.C. no vale de Turrialba. A presença de pontas de lança e flechas do tipo Cultura Clóvis da América do Sul abre a possibilidade de que, nesta área, duas culturas diferentes coexistam. A agricultura tornou-se evidente nas populações que viviam na Costa Rica há cerca de 5 000 anos. Eles cultivaram principalmente tubérculos e raízes. Durante o primeiro e segundo milênios a.C., já havia comunidades agrícolas estabelecidas. Estes eram pequenos e dispersos, embora o momento da transição da caça e coleta para a agricultura como principal meio de subsistência no território ainda seja desconhecido.
Colonização espanhola
O nome "costa rica" foi, segundo alguns relatos, aplicado pela primeira vez por Cristóvão Colombo, que navegou para a costa leste da Costa Rica durante sua viagem final em 1502, e relatou grandes quantidades de joias de ouro usadas por nativos. O nome também pode ter vindo do conquistador Gil González Dávila, que desembarcou na costa oeste em 1522, encontrou nativos e obteve parte de seu ouro, às vezes por roubo violento e às vezes como presentes de líderes locais. Durante a maior parte do período colonial, a Costa Rica foi a província mais meridional da Capitania Geral da Guatemala, nominalmente parte do Vice-Reino da Nova Espanha. Na prática, a capitania-geral era uma entidade amplamente autônoma dentro do Império Espanhol. A distância da Costa Rica da capital da capitania da Guatemala, sua proibição legal de comércio com seu vizinho ao sul do Panamá, então parte do Vice-Reino de Nova Granada (ou seja, Colômbia), e a falta de recursos como ouro e prata, fizeram Costa Rica em uma região pobre, isolada e pouco habitada dentro do Império Espanhol. A Costa Rica foi descrita como "a colônia espanhola mais pobre e miserável de toda a América" por um governador espanhol em 1719.
Independência
Como o resto da América Central, a Costa Rica nunca lutou pela independência da Espanha. Em 15 de setembro de 1821, após a derrota final da Espanha na Guerra da Independência do México (1810–1821), as autoridades da Guatemala declararam a independência de toda a América Central. Essa data ainda é comemorada como o Dia da Independência da Costa Rica, embora, tecnicamente, pela Constituição espanhola de 1812 que foi readotada em 1820, a Nicarágua e a Costa Rica tenham se tornado províncias autônomas com capital em León. Após a independência, as autoridades da Costa Rica enfrentaram a questão de decidir oficialmente o futuro do país. Formaram-se duas bandas, os imperialistas, defendidos pelas cidades de Cartago e Heredia, que defendiam a adesão ao Império Mexicano, e os republicanos, representados pelas cidades de San José e Alajuela, que defendiam a independência total. Devido à falta de acordo sobre esses dois resultados possíveis, ocorreu a primeira guerra civil da Costa Rica. A Batalha de Ochomogo ocorreu no Morro do Ochomogo, localizado no Vale Central em 1823. O conflito foi vencido pelos republicanos e, como consequência, a cidade de Cartago perdeu a condição de capital, passando para San José.
Século XX
O voto direto foi instituído em 1913, mas o candidato à presidência mais votado não conseguiu a maioria e a Assembleia Legislativa elegeu Alfredo González Flores. Em 1917, um movimento liderado pelo general Federico Tinoco Granados depôs o presidente constitucional e instituiu uma ditadura. Dois anos mais tarde, Tinoco foi forçado a renunciar por pressões internas e do governo estadunidense, que não reconhecera o regime. Sucederam-se presidentes eleitos até 1948, ano em que os resultados eleitorais foram contestados por grupos de esquerda, o que desencadeou a breve guerra civil que levou José Figueres Ferrer ao poder. A junta revolucionária que assumiu o governo aboliu o Exército — o primeiro país do mundo a fazê-lo — em 1 de dezembro de 1948 e criou uma guarda civil, elaborou nova constituição e empossou o candidato vitorioso nas urnas, Otilio Ulate Blanco. Em 1953, José Figueres voltou ao poder, nacionalizou os bancos, impôs restrições à United Fruit e enfrentou uma invasão lançada por seus adversários exilados na Nicarágua. Figueres inscreveu seu nome na história do país com várias décadas dedicadas às reformas sociais, à abertura política para o exterior e aos ideais social-democratas.
A Costa Rica é um país da América Central situado numa das zonas mais estreitas do subcontinente. O terreno é constituído por um conjunto de cordilheiras escarpadas que atravessam o país de noroeste para sudeste, as Cordilheiras de Guanacaste e Talamanca, ladeadas por planícies costeiras de largura variável, sendo que as maiores são a do nordeste e o largo vale do rio Tempisque, a noroeste. As montanhas estão semeadas de vulcões, alguns dos quais ativos, e atingem a máxima altitude no Cerro Chirripó, com 3 810 m. Possui 212 km de litoral na costa caribenha e 1 016 km na costa pacífica. Costa Rica possui 309 km de fronteira com Nicarágua e 639 km de fronteira com o Panamá. A capital, San José, é a maior cidade do país e situa-se na zona das cordilheiras. Outras cidades importantes são Alajuela, próxima de San José, Puntarenas, na costa do oceano Pacífico e Limón (Costa Rica), na costa caribenha.
Meio ambiente
Em 2007, o governo da Costa Rica, anunciou planos para se converter no primeiro país do mundo neutro em carbono para o ano 2021, quando completar seu bicentenário como país independente. Embora o país tenha um dos menores índices de sustentabilidade ambiental (0,02% das emissões globais), o governo lançou o Plano Costa Rica Neutra, em que pretende-se diminuir significativamente as emissões de gases poluentes até 2021 e tornar o Costa Rica um país neutro em emissões. No caso, as ações do plano estão focadas nos dois principais setores que contribuem para a emissão dos gases, que são: (i) Transportes, em que pretende-se aumentar a oferta e a eficiência do transporte público, promover a eletrificação da frota, inclusive de táxis e também promover a substituição do petróleo por gás natural; (ii) Agricultura, em que o governo tem como ações a redução do uso de fertilizantes, a mudança na dieta do gado e até mesmo a implantação de sistemas agroflorestais. O resultado desse plano foi que, em março de 2015, o país ainda alcançou um recorde de 75 dias utilizando apenas energias renováveis, principalmente a energia hidrelétrica. Assim, a Costa Rica criou uma imagem internacional como um dos países que mais contribuem para a preservação do meio ambiente, tornando-se um exemplo de “democracia verde”. Atualmente a Costa Rica caminha para ser uma das maiores referências em sustentabilidade no mundo, tendo a possibilidade de manter um país ativo apenas com fontes de energia renováveis. Alterações essas que se mantiver com uma guinada social e cidadã (como o próprio nome do partido se refere) seu potencial de inovação nos setores sociais e de meio ambiente evidencia-se com uma grande possibilidade de passar a se tornar uma nação referência na soma das forças sociais e de sustentabilidade de um país em desenvolvimento.
Flora e fauna
A Costa Rica conta com maior superfície marítima que continental dado que a zona oceânica é de 500 000 km² aproximadamente, que inclui a Ilha do Coco a qual está situada a uns 480 km ao sudoeste da Península de Osa, na costa do Oceano Pacífico. Esta ilha foi declarada Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO no ano de 1997. Os bosques da Costa Rica possuem ricas reservas de ébano, balsa, caoba e cedro, além de carvalho, ciprestes, manglares, helechos, guácimos, ceibas e palmas. O país conta com mais de mil espécies de orquídeas, sendo Monteverde (no centro do país) a região com mais densidade de orquídeas do planeta. Ao todo a Costa Rica abriga mais de 10 mil espécies de plantas. Cerca de 38% da superfície total do país encontra-se coberta de bosques e selvas e 25% do território encontra-se protegido. A Costa Rica é o país com maior variedade de flora e fauna de toda a América Central.
Composição étnica
O censo de 2011 registrou uma população de 4 301 712 habitantes. Brancos, castizos e mestiços somam 83,63% da população, enquanto 1,05% são negros ou afro-caribenhos, 6,12% pardos, 2,4% nativos americanos, 0,2% chineses e 6,6% outros. Uma média de 67,5% tem ascendência europeia, 29,3% ameríndia e 3,2% africana. Há também mais de 104 mil habitantes americanos ou indígenas nativos, o que representa 2,4% da população. A maioria deles vive em reservas isoladas, distribuídos em oito grupos étnicos: Quitirrisí (no Vale Central), Matambú ou Chorotega (Guanacaste), Maleku (norte de Alajuela), Bribri (Atlântico Sul), cabécar (Cordillera de Talamanca), Guaymí (sul da Costa Rica, ao longo da fronteira com o Panamá), Boruca (sul da Costa Rica) e Térraba (sul da Costa Rica).
Religião
O cristianismo é a religião predominante da Costa Rica, com o catolicismo sendo a religião oficial do estado de acordo com o artigo 77 da Constituição do país, que ao mesmo tempo garante a liberdade religiosa. É o único país nas Américas que é um estado confessional católico;[nota 1] outros desses países são microestados na Europa: Liechtenstein, Mônaco, Malta e Vaticano. Uma pesquisa nacional sobre religião na Costa Rica, realizada em 2007 pela Universidade da Costa Rica, descobriu que 70,5% da população se identificam como católicos (com 44,9% praticantes), 13,8% são evangélicos, 11,3% relatam que não têm religião e 4,3% declaram pertencer a outra religião.
Governo
A Costa Rica é uma república organizada sob um sistema presidencialista unitário, de acordo com a sua constituição, promulgada em 1949. O Presidente da República, é eleito por voto popular direto, secreto e por sufrágio universal para um mandato de 4 anos. O presidente é responsável por nomear os governadores das províncias e o Conselho de Ministros. A atual presidência é ocupada por Carlos Alvarado Quesada, desde 8 de maio de 2018. O presidente também governa ao lado de dois vice-presidentes, que também são eleitos por eleições diretas a cada 4 anos. Os atuais vice-presidentes da Costa Rica são: Epsy Campbell Barr e Marvin Rodríguez Cordero.
Pacifismo
A Costa Rica não tem exército, pois foi abolido em 1.º de dezembro de 1948, abolição que foi perpetuada no artigo 12 da Constituição do país, promulgada em 1949. Esse mesmo artigo contempla a formação de um exército por acordo continental ou por defesa nacional, que sempre estará subordinado ao poder civil. Desde 1983, a Costa Rica tem uma Lei de Neutralidade que a inibe de participar de conflitos armados de maneira perpétua, ativa e desarmada, e em 2014 aprovou a Lei de Proclamação da Paz como Direito Humano e da Costa Rica como país neutro, em que estabelece que o país deve assumir uma posição neutra nos conflitos armados internacionais, além de obrigar o Estado a incluir conteúdos em seus programas educacionais que cultivam a cultura da paz.
Relações exteriores
A Costa Rica é um membro ativo das Nações Unidas e da Organização dos Estados Americanos. Devido a sua política pacifista e de desmilitarização, o país é sede de várias organizações internacionais relacionadas com os direitos humanos e a democracia, como a Corte Interamericana de Direitos Humanos, a Universidade da Paz e a Comunidade das Democracias. Um dos principais objetivos da política externa da Costa Rica é fomentar os direitos humanos e o desenvolvimento sustentável como forma de garantir a estabilidade e o crescimento. Em 10 de setembro de 1961, alguns meses depois de Fidel Castro ter declarado Cuba um estado socialista, o presidente costarriquenho Mario Echandi rompeu relações diplomáticas com Cuba. Esse congelamento durou 47 anos até que o presidente Óscar Arias Sánchez restabeleceu as relações diplomáticas com o país. Em março de 2009, Arias declarou: "Se pudéssemos virar a página com regimes tão profundamente diferentes da nossa realidade como ocorreu com a União Soviética ou, mais recentemente, com a República da China, como não o faríamos com um país que é geograficamente e culturalmente muito mais perto da Costa Rica?" Arias anunciou também que os dois países trocariam embaixadores.
A Costa Rica é composta por sete províncias, que por sua vez são divididas em 81 cantões (espanhol: cantón, cantones no plural), cada um dos quais dirigido por um prefeito. Prefeitos são escolhidos democraticamente a cada quatro anos por cada cantão. Não há legislaturas provinciais. Os cantões são divididos em 473 distritos (distritos).
A economia da Costa Rica é dependente do turismo, agricultura e exportações de produtos eletrônicos. A economia emergiu de uma recessão em 1997 e desde então mostra um crescimento forte. A localização da Costa Rica no istmo da América Central dá-lhe um acesso fácil aos mercados norte-americanos, visto que se situa no mesmo fuso horário dos Estados Unidos centrais, e acesso direto por oceano à Europa e à Ásia. A economia tem melhorado significativamente na Costa Rica porque o governo implementou um plano de sete anos destinado à expansão da indústria de alta tecnologia. Existem isenções fiscais para os investidores que quiserem investir no país. Com o seu nível elevado de residentes formados, a Costa Rica é um local de investimento atraente. Várias empresas globais de alta tecnologia já se instalaram na área. Em 2006, a instalação da fábrica microprocessadores da Intel foi responsável sozinha por 20% das exportações da Costa Rica e de 4,9% do seu PIB.
Turismo
A Costa Rica é a nação mais visitada na região da América Central, com 2,9 milhões de visitantes estrangeiros em 2016, um aumento de 10% em relação a 2015. Em 2015, o setor de turismo foi responsável por 5,8% do PIB do país, ou 3,4 bilhões de dólares. Em 2016, o maior número de turistas veio dos Estados Unidos, com 1 milhão de visitantes, seguido pela Europa com 434 884 chegadas. Segundo a Costa Rica Vacations, quando os turistas chegam ao país, 22% vão para Playa Tamarindo, 18% vão para Nuevo Arenal, 17% passam pela Liberia (onde fica o Aeroporto Internacional Daniel Oduber Quirós), 16% vão para San José, o capital do país (passando pelo Aeroporto Internacional Juan Santamaría), enquanto 18% escolhem Manuel Antonio e 7% Monteverde.
Energia
Na Costa Rica são extraídas cinco fontes de energia, em ordem de importância: hídrica, térmica, geotérmica, eólica e solar. Na América Latina o país se destaca como líder na produção de energia renovável, principalmente devido à produção de energia hidroelétrica, de acordo com o relatório dos Líderes em Energia Limpa da Organização World Wildlife Fund (WWF). Em 1949, o Instituto Costarriquenho de Eletricidade (ICE) é criado como resposta ao clamor pelo manejo nacional de desenvolvimento e a apresentação de serviços elétricos. Sua Lei Constituinte designa as seguintes atribuições como suas necessidades básicas: construir usinas de energia; unificar toda a capacidade instalada em um único sistema e expandir serviços através da construção de redes de distribuição. Quando o Instituto foi criado, em 1949, cerca de 15% do território continental possuía cobertura elétrica. Cinquenta e um anos depois, em 2000, esse porcentual era de 94,4%. Já em 2009, a porcentagem da cobertura elétrica passou para 98,6% do país, percentual comparável ao de países desenvolvidos.
Educação
A taxa de alfabetização na Costa Rica é de aproximadamente 97% e o inglês é amplamente falado principalmente devido à indústria do turismo da Costa Rica. Quando o exército foi abolido em 1949, dizia-se que o "exército seria substituído por um exército de professores". A educação pública universal é garantida na constituição; a educação primária é obrigatória e a pré-escola e a escola secundária são gratuitas. Os alunos que concluem a 11ª série recebem um Diploma Bachillerato da Costa Rica, credenciado pelo Ministério da Educação da Costa Rica. Existem universidades públicas e privadas. A Universidade da Costa Rica foi premiada com o título de "Instituição Meritória de Educação e Cultura Costarriquenha". Um relatório de 2016 do relatório do governo dos Estados Unidos identifica os desafios atuais que o sistema educacional enfrenta, incluindo a alta taxa de evasão escolar entre os alunos do ensino médio. O país precisa de cada vez mais trabalhadores com fluência em inglês e idiomas como português, chinês e francês. Também se beneficiaria com mais graduados em programas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática, de acordo com o relatório.
Saúde
De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em 2010, a esperança de vida ao nascer para os costarriquenhos era 79,3 anos. A Península de Nicoya é considerada uma das Zonas Azuis do mundo, onde as pessoas vivem ativamente após a idade de 100 anos. A New Economics Foundation (NEF) classificou a Costa Rica em 2009, pela primeira vez, em seu Índice de Planeta Feliz e novamente em 2012. O índice mede a saúde e a felicidade que se produz por unidade de insumo ambiental. De acordo com o NEF, a vantagem da Costa Rica é devido à sua elevada esperança de vida, que é a segunda mais alta das Américas — maior do que a dos Estados Unidos. O país também experimentou bem-estar maior do que muitas nações mais ricas e uma per capita pegada ecológica de um terço do tamanho dos Estados Unidos.
Em novembro de 2017, a revista National Geographic nomeou a Costa Rica como o "país mais feliz do mundo" e a nação costuma ter uma alta classificação em várias métricas de felicidade. A Costa Rica está em 12º lugar no Happy Planet Index de 2017 no Relatório de Felicidade Mundial da Organização das Nações Unidas (ONU), mas o país é considerado o mais feliz da América Latina. As razões incluem o alto nível de serviços sociais, a natureza atenciosa de seus habitantes, longa expectativa de vida e corrupção relativamente baixa.
Culinária
A culinária costa-riquenha é uma mistura das origens da culinária nativa americana, espanhola e africana. Pratos tradicionais como o tamale e outros de milho são os mais representativos da influência indígena e semelhantes aos de outros países mesoamericanos vizinhos. Os espanhóis trouxeram muitos ingredientes novos para a cozinha do país, especialmente especiarias e animais domésticos. Posterior ao século XIX, o sabor africano influenciou na gastronomia do país.
Esportes
O futebol é o esporte mais popular do país. O país conta com importantes clubes de futebol que participam de competições da CONCACAF. Os principais clubes da Costa Rica são Saprissa, Club Sport Herediano, Liga Deportiva Alajuelense e o Cartagines. Na natação tem sua maior atleta, a nadadora Claudia Poll, dona de 3 medalhas olímpicas sendo uma de ouro em 1996 em Atlanta e 2 de bronze em Sydney em 2000, sua irmã, Silvia Poll, também detém uma medalha de prata olímpica conquistada também na natação, nos Jogos de Seul 1988. Em 2014, a seleção costarriquenha conseguiu seu maior feito no futebol ao se consolidar como a maior surpresa da Copa do Mundo do Brasil 2014, classificando-se em primeiro lugar no grupo D, considerado o mais forte do Mundial, que contava com os campeões mundiais Inglaterra, Uruguai e Itália. A seleção da Costa Rica terminou sua participação na Copa do Mundo de forma invicta, sendo eliminada apenas nas quartas de finais pela badalada Holanda, na disputa de pênaltis. Atualmente a seleção costa-riquenha de futebol masculino ocupa o 13º lugar no Ranking da Fifa.


