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Cosplay

O cosplay é o ato ou prática de se vestir como um personagem de uma obra de ficção preexistente. O cosplay se tornou comum entre fãs de histórias e personagens retratados em várias formas de mídia de massa, incluindo anime, histórias em quadrinhos, jogos eletrônicos, televisão e cinema. A maioria dos cosplays é feita por amadores por diversão, embora modelos profissionais de cosplay e competições de cosplay também sejam populares.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Etimologia

O termo é derivado da palavra japonesa kosupure (em japonês: コスプレ), montada com as palavras kosuchuumu (“fantasia”) e pure (“brincadeira”). A cunhagem reflete um método japonês comum de abreviação, no qual as duas primeiras moras de um par de palavras são usadas para formar um composto independente. A anglicização "cosplay" é uma abreviação de costume play, do inglês costume - traduzido como "fantasia" ou "figurino" - e play, traduzido como "jogo" ou "dramatização". Desta forma, o termo é composto pelas duas contrapartes acima mencionadas – figurino e dramatização. O termo foi cunhado por Nobuyuki Takahashi, do Studio Hard, depois que ele compareceu à Convenção Mundial de Ficção Científica (em inglês: World Science Fiction Convention, Worldcon) de 1984, em Los Angeles, e viu fãs fantasiados, sobre os quais ele escreveu mais tarde em um artigo para a revista japonesa My Anime. Takahashi decidiu cunhar uma nova palavra em vez de usar a tradução existente do termo inglês "masquerade", porque isso se traduz em japonês como "uma festa à fantasia aristocrática", o que não condizia com sua experiência na Worldcon.

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História

Antes do século XX

Talvez o primeiro evento documentado do cosplay tenha sido um baile de máscaras organizado pelo escritor francês de ficção científica, Júlio Verne, no final do século XIX. Embora não fosse um requisito do evento, muitos dos participantes usavam fantasias inspiradas em personagens dos livros de Júlio Verne. Festas à fantasia se tornaram populares a partir do século XIX. Os guias de figurino da época, como o Male Character Costumes de Samuel Miller (1884) ou o Fancy Dresses Described de Ardern Holt (1887), apresentam trajes principalmente genéricos, sejam trajes de época, trajes nacionais, objetos ou conceitos abstratos como "Outono" ou "Noite". Os trajes mais específicos descritos são para figuras históricas, embora alguns sejam provenientes de ficção, como Os Três Mosqueteiros ou personagens de Shakespeare.

Origem das convenções de fãs

O personagem da tira de ficção científica Mr. Skygack, from Mars de A.D. Condo. (um etnógrafo marciano que comicamente não entende muitos assuntos terrestres) é indiscutivelmente o primeiro personagem fictício que as pessoas imitaram usando fantasias, como em 1908, o Sr. e a Sra. William Fell de Cincinnati, Ohio, teriam assistido a um baile de máscaras em um rinque de patinação vestindo trajes de Mr. Skygack e Miss Dillpickles. Mais tarde, em 1910, uma mulher não identificada ganhou o primeiro prêmio no baile de máscaras em Tacoma, Washington, vestindo outra fantasia de Skygack. As primeiras pessoas a usarem fantasias para participar de uma convenção foram os fãs de ficção científica Forrest J Ackerman e Myrtle R. Douglas, conhecida como Morojo. Eles compareceram à 1ª Convenção Mundial de Ficção Científica de 1939 (Worldcon) no Caravan Hall, Nova York, vestidos com um traje que foi apelidado de "futurecostume" (figurino futurista), incluindo capa verde e calções, baseados na arte da revista pulp de Frank R. Paul e o filme de 1936 Things to Come, projetados e criados por Morojo. Ackerman mais tarde afirmou que achava que todos deveriam usar uma fantasia em uma convenção de ficção científica, embora apenas ele e Douglas o fizessem.

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Prática do cosplay

Os trajes de cosplay variam muito e podem variar de roupas temáticas simples a trajes altamente detalhados. Geralmente é considerado diferente das fantasias usadas no Halloween ou no carnaval, pois a intenção é replicar um personagem específico, em vez de refletir a cultura e o simbolismo de um feriado ou de uma celebração. Como tal, quando em trajes, alguns cosplayers muitas vezes procuram adotar o afeto, maneirismos e linguagem corporal dos personagens que retratam (com pausas em que "saem do personagem"). Os personagens escolhidos para o cosplay podem ser provenientes de qualquer filme, série de TV, livro, história em quadrinhos, videogame, banda de música, anime ou mangá. Alguns cosplayers até optam por fazer cosplay de um personagem original de seu próprio design ou uma fusão de diferentes gêneros (por exemplo, uma versão steampunk de um personagem), e é parte do ethos do cosplay que qualquer um pode ser qualquer coisa, incluindo personagens do sexo oposto ou de outra etnia.

Trajes

Cosplayers obtêm suas roupas através de muitos métodos diferentes. Os fabricantes produzem e vendem roupas embaladas para uso em cosplay, com diferentes níveis de qualidade. Esses trajes geralmente são vendidos on-line, mas também podem ser comprados de revendedores em convenções. Os fabricantes japoneses de trajes de cosplay relataram um lucro de 35 bilhões de ienes em 2008. Cosplay representa um ato de incorporação. O cosplay tem sido intimamente ligado à apresentação de si mesmo, mas a capacidade de desempenho dos cosplayers é limitada por suas características físicas. A precisão de um cosplay é julgada com base na capacidade de representar com precisão um personagem através do corpo, e cosplayers individuais frequentemente são confrontados por seus próprios "limites corporais", como nível de atratividade, tamanho do corpo e deficiência que muitas vezes restringem e limitam como preciso que o cosplay é percebido. A autenticidade é medida pela capacidade individual de um cosplayer de traduzir a manifestação para o próprio cosplay. Alguns argumentam que o cosplay nunca pode ser uma representação verdadeira do personagem; em vez disso, ele só pode ser lido através do corpo, e a verdadeira encarnação de um personagem é julgada com base na proximidade com a forma original do personagem. O cosplay também pode ajudar algumas pessoas com problemas de autoestima.

Apresentação

O cosplay pode ser apresentado de diversas formas e lugares. Uma subcategoria da cultura do cosplay é focada no apelo sexual, com cosplayers escolhendo especificamente personagens conhecidos por sua atratividade ou trajes reveladores. No entanto, vestir um traje revelador pode ser uma questão sensível ao aparecer em público. Nos anos 1970, era tão comum que pessoas aparecessem nuas em convenções de fãs de ficção científica americanas que foi introduzida uma regra de "nenhum traje é nenhum traje". Algumas convenções nos Estados Unidos, como a Phoenix Comicon (agora conhecida como Phoenix Fan Fusion) e a Penny Arcade Expo, também estabeleceram regras nas quais reservam o direito de pedir aos participantes que saiam ou mudem de traje se considerarem inapropriado para um ambiente familiar ou algo de natureza semelhante.

Fotografias

A presença de cosplayers em eventos públicos os torna um atrativo popular para fotógrafos. Quando isso se tornou aparente no final da década de 1980, uma nova variante de cosplay se desenvolveu em que os cosplayers participavam de eventos principalmente com o objetivo de modelar seus personagens para fotografia estática, em vez de se envolver em dramatizações contínuas. Regras de etiqueta foram desenvolvidas para minimizar situações embaraçosas envolvendo limites. Cosplayers posam para fotógrafos e fotógrafos não os pressionam para obter informações de contato pessoal ou sessões privadas, os seguem para fora da área ou tiram fotos sem permissão. As regras permitem que a relação colaborativa entre fotógrafos e cosplayers continue com o mínimo de inconveniência entre si.

Competições

À medida que a popularidade do cosplay aumentou, muitas convenções passaram a incluir um concurso de cosplay que pode ser o destaque principal do evento. Os participantes apresentam seus cosplays e, frequentemente, para concorrer a um prêmio, o cosplay deve ser feito por eles mesmos. Os participantes podem optar por realizar uma encenação, que pode consistir em um roteiro curto encenado ou uma dança, com a opção de áudio, vídeo ou imagens exibidas em uma tela acima. Outros participantes podem simplesmente escolher posar como seus personagens. Frequentemente, os participantes são brevemente entrevistados no palco por um mestre de cerimônias. A plateia tem a oportunidade de fotografar os cosplayers. Os cosplayers podem competir individualmente ou em grupo. São concedidos prêmios, e estes podem variar consideravelmente. Geralmente, há um prêmio para o melhor cosplayer, um prêmio para o melhor grupo e prêmios para os segundos colocados. Também podem haver prêmios para a melhor encenação e várias subcategorias de habilidades em cosplay, como mestre alfaiate, mestre fabricante de armas, mestre armeiro, entre outros.

Crossplay

Retratar um personagem do sexo oposto é chamado de crossplay. A praticidade do crossplay decorre em parte da abundância nos mangás de personagens masculinos com características delicadas e um tanto andróginas. Esses personagens, conhecidos como bishōnen (lit. "menino bonito"), são equivalentes asiáticos do arquétipo do menino élfico representado na tradição ocidental por figuras como Peter Pan e Ariel. Cosplayers masculinos e femininos podem ter problemas ao tentar retratar uma personagem feminina porque é difícil manter a feminilidade sexualizada de uma personagem. Os cosplayers masculinos também podem ser sujeitos a discriminação, incluindo comentários homofóbicos e serem tocados sem permissão. Isso afeta os homens possivelmente com ainda mais frequência do que as mulheres, apesar do contato inadequado já ser um problema para as mulheres que fazem cosplay, assim como o slut-shaming.

Questões de assédio

Cosplay is Not Consent (ou Cosplay Não é Consentimento), um movimento iniciado em 2013 por Rochelle Keyhan, Erin Filson e Anna Kegler, trouxe à tona, para o público em geral, a questão do assédio sexual na comunidade de cosplayers que frequenta convenções. O assédio a cosplayers inclui fotografias sem permissão, abuso verbal, toques e apalpadas. O assédio não se limita a mulheres com trajes provocativos, pois cosplayers masculinos também relataram serem intimidados por não se encaixarem em determinadas fantasias e personagens. A partir de 2014, a New York Comic Con colocou grandes placas na entrada do evento afirmando que "Cosplay Não é Consentimento". Os participantes foram lembrados de pedir permissão para fotos e respeitar o direito da pessoa de dizer não. O movimento contra o assédio sexual a cosplayers continuou a ganhar impulso e conscientização desde que foi divulgado. Meios de comunicação tradicionais, como Mercury News e Los Angeles Times, noticiaram o tema, trazendo consciência sobre o assédio sexual para aqueles fora da comunidade do cosplay.

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Fontes consultadas

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