Corupá
Corupá é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 26º25'31" sul e a uma longitude 49º14'35" oeste, estando a uma altitude de 75 metros. Possui uma área de 405 km² e uma população estimada, em 2016, de 15.337 habitantes.
Imagem: Didier Descouens · BY-SA · Openverse
Origens e povoamento
A história de Corupá remonta ao ano de 1541 quando a expedição de Don Alvar Nuñes Cabeza de Vaca percorreu o célebre Peabiru: caminho indígena pré-cabraliano que ligava os Andes ao Oceano Atlântico. O Peabiru iniciava na desembocadura do Rio Itapocu, em Barra Velha, subindo por ele até a confluência dos rios Novo e Humboldt e dali pela atual Avenida Getúlio Vargas subia a Serra do Mar, pelo traçado da atual estrada de ferro até as nascentes do Rio Banhados e seguindo o Rio Negrinho, o Rio Negro, o Rio Iguaçu e o Rio Paraná até o Paraguai, além disso, também interligava trilhas indígenas menores. Este caminho foi muito usado até 1850, quando ele foi retalhado pela construção de rodovias e a ferrovia, mas ainda é possível percorrer o traçado geral.
Fundação
O primeiro nome de Corupá foi Hansa Humboldt, em homenagem ao naturalista alemão Alexandre von Humboldt. A data de fundação refere-se ao dia em que Otto Hillbrecht e seu filho e Wilhelm Ehrhardt compraram os primeiros lotes coloniais, respectivamente os de número 6, 7 e 1. Estes pioneiros, vindos da Alemanha, desembarcaram em São Francisco do Sul em 30 de junho de 1897 e em 7 de julho de 1897 chegaram a Hansa Humboldt vindos de barco pelo Rio Itapocu, sendo este o único caminho de acesso até 1900. Desembarcaram na confluência dos rios Humboldt e Novo, seguiram por um picadão, hoje a Avenida Getúlio Vargas, até o galpão dos imigrantes onde foram recebidos pelo agrimensor Eduard Krisch. O galpão não passava de um rancho feito de troncos tendo cobertura de folhas de palmito.
Imagem: Didier Descouens · BY-SA · Openverse
Limita-se ao norte com São Bento do Sul, ao sul com Rio dos Cedros, a oeste com Rio Negrinho e a leste com Jaraguá do Sul. Corupá está localizada no final do Vale do Itapocu, pouco antes da Serra do Mar, cadeia de montanhas que divide as regiões de planícies litorâneas dos grandes planaltos que se estendem pelo interior de Santa Catarina. O município possui área de 405,003 km² e é cortado por dezenas de rios. O Centro da cidade se situa em uma altitude de 75 metros acima do nível do mar. Algumas dependências na zona urbana do município, como o bairro Izabel, possuem altitudes próximas aos 500 metros de altitudes. A altitude máxima do município se encontra no cume do Morro do Boi, a 956 metros acima do nível do mar. Este fica a apenas 2 km do Centro do município e pode ser visto em grande parte da área urbana do município.
Clima
De acordo com a classificação climática Köppen-Geiger, a cidade de Corupá, bem como todo o estado de Santa Catarina, apresenta clima subtropical, com temperatura média anual de 19,4 °C. No verão as temperaturas frequentemente ultrapassam os 35 °C, e ocasionalmente chegam aos 40 °C. No inverno as temperaturas frequentemente chegam a 5 °C, mas raramente são negativas. O mês mais quente (fevereiro) tem temperatura média de 23,3 °C, enquanto o mais frio (julho) tem temperatura média de 14,9 °C. Todas as estações são úmidas e recebem quantidades satisfatórias de precipitação. A primavera e o verão recebem volumes maiores de chuva, decorrentes de tempestades de fim de tarde recorrentes, sendo fevereiro o mês mais chuvoso (199,5 mm). O inverno e o outono recebem menos precipitação, porém esta é melhor distribuída durante o dia. O mês menos chuvoso é julho (78,1 mm). No inverno não é rara a ocorrência de geada, principalmente nas áreas de maior altitude do município.
Imagem: ARTESonhos - Feltro e tecido - Sheila Sansão · BY-NC · Openverse
Corupá é um destino de beleza surpreendente para os apreciadores do ecoturismo. Aos pés da Serra do Mar, em um vale rodeado de quedas d'água e de Mata Atlântica. Dentre os atrativos turísticos de Corupá estão as inúmeras cachoeiras, o Seminário Sagrado Coração de Jesus e o Orquidário Catarinense.
Rota das Cachoeiras
Em seus 1.153,66 hectares, a reserva tem uma grande importância ecológica, pois está inserida em um dos últimos remanescentes de Floresta Atlântica de Santa Catarina, ecossistema brasileiro que apresenta hoje menos de 8,8% de sua área original. Apesar da grande riqueza representada pela biodiversidade deste ecossistema, a RPPN é procurada fundamentalmente pela existência de 14 cachoeiras de excepcional beleza, em que através de um percurso de 2.950 metros pela trilha denominada Passa Águas situada ao longo do Rio Novo, é possível realizar a observação da fauna e flora, com suas exuberantes árvores encontradas no local, bem como admirar a beleza cênica proporcionada pelas cachoeiras formadas no Rio Novo. A última cachoeira, denominada Salto Grande, tem 143,6 metros de queda (aferida com telêmetro) e é localizada nas coordenadas geográficas 26.39265S 49.35577W. O percurso leva em média 4 horas para ser realizado com segurança. A Rota das Cachoeiras é administrada pela Associação de Preservação e Ecoturismo Rota das Cachoeiras. Possui infraestrutura de estacionamento, banheiros com chuveiro e churrasqueiras.
Seminário Sagrado Coração de Jesus
Da Congregação do Sagrado Coração de Jesus, o Seminário destaca-se por sua edificação em estilo arquitetônico gótico-romano, construído em 1929. Possui 20 mil metros quadrados de área construída abrigando: capela, museu, adega, café colonial, loja de souvenirs, teatro, rancho da lagoa, aeromodelismo, fábrica de velas, pavilhão de eventos, restaurante e quadras poliesportivas. O local é aberto diariamente para livre acesso da população e funciona como parque.
Museu Irineu Luiz Godofredo Gartner
Anexo ao Seminário, um dos museus mais antigos do estado de Santa Catarina. Conta com uma exposição permanente - taxidermia (animais empalhados) - que constitui-se numa coleção de aves, répteis, anfíbios, mamíferos e peixes, que mostram a diversidade natural da região. No decorrer do ano também abriga exposições temporárias.
Orquidário Catarinense Alvim Seidel
Há mais de 100 anos o Orquidário atua na produção e comercialização de orquídeas, bromélias e plantas ornamentais.
Parque Nacional Braço Esquerdo
O PNBE faz parte da APA Rio Vermelho/ Humboldt e situa-se nos contrafortes da Serra do Mar entre São Bento do Sul e Corupá. A sua posição geográfica privilegiada nos presenteia com atrativos como: a Cachoeira Braço Esquerdo com mais de 90m, a Caverna da Fuga e a Trilha do Vale Perdido com inúmeros riachos, quedas d’água e formações rochosas de milhões de anos. O PNBE oferece atividades como escalada para iniciantes, rapel/cachoeirismo e condutores para as trilhas. Possui estacionamento, lanchonete, área de camping.
Imagem: Carlos Fro · BY-NC · Openverse
Corupá possui doze bairros em sua área urbana, sendo estes: Ano Bom, Bomplandt, Caminho Pequeno, Centro, Itapocu, Izabel, João Tozini, Pedra de Amolar, Poço D'Anta, Rio Novo, Seminário e XV de Novembro. De acordo com o Censo do IBGE de 2010, quando o município contava com 13.852 habitantes, na zona rural viviam 3.183 habitantes (22,97% da população) e 10.669 viviam na zona urbana (77,03% da população). O bairro mais populoso era o bairro Seminário (3.112 habitantes), seguido pelos bairros João Tozini (1.931 habitantes), Ano Bom (1.293 habitantes), Centro (1.264 habitantes) e Bomplandt (1.024 habitantes).
Imagem: 'Chester' Alexandre Arins · BY-NC-ND · Openverse
Corupá conta com um Pronto Atendimento 24 horas, mantido pelo Hospital e Maternidade Jaraguá, além de seis postos de saúde nos bairros Bomplandt, Centro (duas unidades), Seminário, Izabel e João Tozini.
Imagem: Scott Zona · BY-NC · Openverse
O município conta com uma escola estadual, que atende alunos do 8º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, nos três turnos; além de cinco escolas municipais, que atendem estudantes até o 9º ano do Ensino Fundamental. A rede pública conta com cerca de 4.000 alunos, incluindo aqueles das creches municipais, espalhadas pelo município.
Imagem: Scott Zona · BY-NC · Openverse
Corupá é a cidade natal da atriz Bruna Linzmeyer, revelada pela Rede Globo de Televisão na década de 2010. A cidade também é a cidade natal de Harri Lorenzi importante engenheiro agrônomo brasileiro, autor de dezenas de artigos e livros sobre plantas e fundador do Instituto Plantarum.


