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Corumbá

Corumbá é um município brasileiro do estado de Mato Grosso do Sul, Região Centro-Oeste do país. Possuía, de acordo com estimativas de 2018 do IBGE, uma população de 110 806 habitantes distribuídos por 32 259 domicílios, sendo o quarto município mais populoso de Mato Grosso do Sul. É também o 18º mais populoso do Centro-Oeste do Brasil, o 5º município fronteiriço mais populoso do Brasil e o 285º município brasileiro em termos de população, com densidade demográfica de quase 1,80 hab/km². Com uma área de 64 721,719 km², em termos de área, Corumbá é o 11º maior município brasileiro e o maior do Mato Grosso do Sul e da Região Centro-Oeste.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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História

A etimologia do topônimo Corumbá origina-se do termo "curiba", que segundo os dicionários Nhêengatu reportam ao que tem volume e é úmido. As serras do grupo Jacadigo, que se distribuem em partes brasileira e boliviana, o Maciço do Urucum sendo uma delas, tendo as mais altas do Mato Grosso do Sul, são conhecidas por serem grandes volumes de onde se brota água. Segundo Campestrini e Guimarães apud Isquerdo, o Almirante Leverger, governador de Mato Grosso e Barão de Melgaço, em seus escritos, chama Corumbá a parte setentrional das serras Albuquerque (Jacadigo).

Origens

Dos registros arqueológicos e conhecimentos que se tem sobre o Pantanal, sabe-se que foi povoado por grupos indígenas das línguas Arawak, Guaicuru, Jê, Macro-Jê, Tupi Guarani e Zamuco. Sítios arqueológicos registram a presença dos povos indígenas que ocupavam a região antes da colonização. A diversidade de sítios, tanto de habitação, quanto de cemitérios, revela culturas amazônicas, da platina e do chaco. Domingo Martinez Irala chegou em 1536 ao rio da Prata, com a função de lugar-tenente de Juan de Ayolas, e em 1539, com o seu desaparecimento, morto pelos índios Paiaguás às margens do rio Paraguai, assumiu pela primeira vez a administração colonial espanhola como substituto do Adelantado. Em 1541 entregou o comando a Cabeza de Vaca, o novo Adelantado nomeado, a posteriormente o prendeu e o remeteu de volta à Espanha, assumindo assim, pela segunda vez o comando do rio da Prata.

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Geografia

Localização

O município de Corumbá está situado no sul da região Centro-Oeste do Brasil, sendo fronteiriço com a Bolívia e o Paraguai, estando a cidade localizada à beira do rio Paraguai. O município é também ponto de parada da ligação ferroviária entre o Brasil e a Bolívia, sendo a última cidade brasileira antes do território boliviano, do qual se separa por fronteira seca. Corumbá abrange 60% do Pantanal sul-mato-grossense, 37% do Pantanal brasileiro, 30% do Pantanal sul-americano e algo em torno de 10% do Chaco sul-americano. Sendo assim, considerada a capital do pantanal e a principal cidade às margens do rio Paraguai depois de Assunção, no Paraguai. Dentro do município está localizada a cidade de Ladário, que faz divisa apenas com Corumbá. Localiza-se na latitude de 19º00’33” Sul e longitude de 57°39’12” Oeste. Distâncias:

Geografia física

Os plintossolos (tipo de solo mais encontrado no pantanal) são originários de sedimentos arenoargilosos do quaternário, são pobres em húmus, com a propriedade de endurecer irreversivelmente quando submetido a ambiente oxidante e, em geral, de baixa fertilidade. A altitude na planície da região de Corumbá varia entre 100 e 200 metros. As partes mais altas que não são inundadas são chamadas de Cordilheiras (elevações arenosas, estreitas e alongadas, cobertas de vegetação do cerrado), as partes mais baixas que ficam alagadas recebem o nome de Baías (lagoas temporárias ou permanentes de dimensões e formas variadas). Corumbá está a uma altitude média de 118 metros.

Geografia política

O fuso horário é de menos uma hora com relação a Brasília e de menos quatro horas ao Tempo Universal Coordenado (menos três durante o Horário de Verão). Possui atualmente área total de 64 721,719 km². A área urbana totaliza 21,57 km² segundo a Embrapa Monitoramento por Satélite.

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Demografia

A população de Corumbá se mantém em crescimento quase constante desde 1980, com taxas médias geométricas de crescimento anual abaixo de 2%, segundo os resultados dos Censos Demográficos de 1980, 1991 e 2000, nos quais se verificam taxas de 0,78%, 0,76%, e 1,81%, respectivamente. Nos últimos anos, em razão de uma melhor qualidade de vida, a população está envelhecendo e a taxa de fecundidade está diminuindo. A população corumbaense, segundo fontes do Censo de 2010 do IBGE, soma no total 103 772 habitantes, sendo o mais populoso centro urbano pantaneiro. Desse total, 93 452 residem na zona urbana (90,06%) e 10 251 na zona rural (9,88%). Ao mesmo tempo, 52 285 eram homens (50,38%) e 51 418 eram mulheres (49,55%). A densidade demográfica era de 1,6 habitantes por quilômetros quadrado. Ainda segundo o censo de 2010, entre os mais de 103 mil habitantes, 29.000 (27,96%) eram brancos, 7.367 (7,10%) eram pretos, 1.252 (1,21%) eram amarelos, 65.685 (63,34%) eram pardos e 398 (0,38%) indígenas.

Indicadores

O índice de desenvolvimento humano corumbaense é considerado alto de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Segundo o último relatório, divulgado no ano de 2010, seu valor era de 0,700, sendo portanto o 26º maior IDH do estado e entre os municípios do país ocupa a posição 1904º. Em um período de vinte anos, o IDH-M corumbaense cresceu de 0,509 em 1991 para 0,700 em 2010, ou seja, crescimento de aproximadamente 40%. Já entre 1991 e 2000 teve crescimento de mais de 15% (de 0,509 para 0,584) e entre 2000 e 2010 acima de 20% (0,584 para 0,700). É notável também que entre 1991 e 2010 o hiato de desenvolvimento humano - ou seja, a distância entre o IDH do município e o limite máximo do IDH - foi reduzido em mais de 35%.

Migração e imigração

Corumbá estava em contínuo progresso e seu porto era atracado por embarcações nacionais e estrangeiras de grande calado. Com o impulso do desenvolvimento local, mais estrangeiros foram chegando. Com isso já havia na cidade uma enorme composição de estrangeiros, que chegaram a superar numericamente o número de brasileiros. Em seu espaço de fronteira de linhas fictícias, permeado de indígenas, é palco de fluxos populacionais oriundos de outros lados do país, como cariocas, paulistas, nordestinos, mineiros e sulistas, confirmando assim seu caráter cosmopolita.

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Urbanização

Possui uma taxa de urbanização muito elevada, atingindo cerca de 90%. Atualmente, a população de Corumbá encosta nos 110 mil habitantes, colocando sua classificação de cidade média-pequena para média. Ao menos desde 2010, quando definitivamente ultrapassou os 100 mil habitantes. O alto grau de urbanização da população é retratado na arrecadação do Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana, 22,35% da renda municipal, e a prestação de serviços, 27,35%, indicando que a população é beneficiada pela prestação de serviços diversos como abastecimento de água e esgoto, telefonia fixa e móvel, dentre outros. Conserva prédios e casarios de influência europeia, com suas histórias, costumes e tradições.

Construções históricas

Do ponto de vista urbanístico, não tem nenhuma semelhança com as antigas cidades brasileiras (onde predominam o romântico estilo colonial português). Sua arquitetura foi erguido pelos comerciantes e é baseada em art nouveau e no neoclássico italiano, sendo o mesmo estilo existente na parte central de Assunção, nos subúrbios antigos de Buenos Aires, nas cidades do interior do Uruguai e a maioria das cidades gaúchas da Campanha. Em razão disso, tem características de uma cidade platina dentro do Brasil. Atualmente a arquitetura corumbaense mescla o antigo e o moderno. A cada dia surgem novas e modernas edificações no município, que é dividido em três setores: o centro, a parte baixa, no beira rio, e a parte alta, após os trilhos da Rede Ferroviária e próxima as morrarias.

Divisão urbana

Ao mesmo tempo que a cidade, com os primeiros grandes edifícios, ensaia sua concentração vertical, ela amplia seu perímetro urbano em direção a via de acesso a Ladário. Corumbá estende-se por dois níveis: Está situada embaixo da elevação calcária e se comunica através de duas ladeiras, com uma elevação de mais ou menos 60 metros (esta parte que fica em contato com as águas do rio é o Porto Geral, conhecida também como Casario do Porto). É compreendido principalmente pelas vias: Rua Manoel Cavassa, Ladeira José Bonifácio, Ladeira Cunha e Cruz, Travessia Mercúrio e Travessia do Beco da Candelária. Possui edificações do final do século XIX e início do século XX com notável valor arquitetônico, como o Edifício Wanderley, Baís & Cia e o Edifício Vasquez e Filhos.

A chaga dos problemas urbanos

Na região a modernidade coexiste com o anacronismo que abarca o conjunto de práticas e conceitos da época dos pioneiros, e tal situação decorre da abismal desigualdade social: os nativos acabam engrossando a periferia urbana, já que seu território foi invadido e posteriormente expulsos, ficando nas cidades sem identidade cultural e sofrendo discriminação, devido às dificuldades de adaptação aos trabalhos que são submetidos. Aliada à situação de ruptura do desenvolvimento econômico de Corumbá, a grave situação das comunidades nativas que se encontram na periferia da cidade, condicionados à desigualdade e desestruturação econômica e social, e submetidos a exclusão social, marginalidade e miséria, com a perda do seu referencial cultural, religioso e étnico. Cabe mencionar os habitantes da zona rural, que sem perspectivas, acabam se juntando com as comunidades da periferia. Aliado a esse cenário, a população indígena tem suas terras devassadas pelo poder dominante e encontram-se sem amparo político. A desaceleração dos processos locais encontram expressão particular na dinâmica do município. Outros exemplos de problemas são o sobrecarregamento da Santa Casa, tráfico de drogas e a imigração ilegal de sul-americanos, especialmente bolivianos.

Habitação

O município de Corumbá tinha, no ano de 2010, 32 259 domicílios permanentes, sendo 27 710 recenceados. Desses, 24 787 são da zona urbana (89,45%) e 2 923 na zona rural (10,55%). Quanto ao tipo de domicílio, 24 931 eram casas (89,97%), 1 763 eram casas de vila ou em condomínio (6,36%), 885 eram apartamentos (3,19%) e 131 eram habitações em casa de cômodos ou cortiços (0,47%). Quanto ao tipo de ocupação, 17 172 domicílios eram próprios (61,97%) (sendo 16 334 já quitados (58,95%) e 838 em processo de aquisição (3,02%)), Há também 5 970 imóveis alugados (21,54%), 4 101 cedidos (14,80%) (sendo 1702 por empregador (6,14%) e 2399 de outra maneira (8,66%)) e os 467 restantes eram ocupados sob outras condições (1,69%). No Brasil está no 306º lugar entre todos os municípios e no estado é o 4º maior). O déficit habitacional está em torno de 4.500 moradias, principalmente nas famílias menos favorecidas, com tendência de favelização na periferia. Nos últimos anos está havendo uma mudança nesse quadro, com investimentos das autoridades em moradia.

Serviços urbanos

Com um total de 1.138 empresas de serviços, Corumbá é um importante centro de serviços do estado de Mato Grosso do Sul e o mais importante centro de serviços da região do Pantanal. Ali se concentram todos os principais bancos do Brasil e possui também uma boa densidade de logística ferroviária, rodoviária e da sua estrutura aeroportuária, que fazem ser um ponto de convergência para os transportes internacionais, até por que Corumbá é um centro fronteiriço por excelência. Essa situação resultou duma longa evolução, em particular das concepções centralizadoras da monarquias e república nacional, que dão um papel considerável à cidade e, nela, tendem a concentrar, ao extremo, muitas instituições públicas importantes das esferas municipais, estaduais e federais.

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Economia

Com PIB de 2 782 779 912,26 reais em 2013 segundo o IBGE, o município de Corumbá figura como o 4º maior PIB do estado de Mato Grosso do Sul e seu PIB per capta é de 25.923,22 reais. Com 7028 empresas ativas ou 3,04% do total do estado (387º lugar no Brasil e 4º lugar no Estado) segundo o portal Empresômetro, sua economia é bastante diversificada, se destacando as atividades de mineração, pesca e turismo, comércio e serviços. Possui também um forte e competitivo segmento agropecuário. A arrecadação municipal segue a tendência das grandes capitais do país, sendo predominante às receitas proveniente dos setores de comércio e serviços (27,35%). Essa tendência é explicada pelo fato desses serem os setores da economia que mais agregam valores em seus produtos. O município é o terceiro em arrecadação de ICMS no estado. Os dados da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) apontam que a movimentação econômica de Corumbá saltou em 36%, passando R$ 1,88 bilhão no ano de 2006 a R$ 2,55 bilhões em 2007, crescimento mais expressivo de Mato Grosso do Sul.

Importância no Brasil e no mundo

Economicamente Corumbá já foi bem mais importante que hoje. Possuía o maior porto fluvial da América Latina e o terceiro maior de um modo geral, além de já ter sido também o principal e mais importante centro comercial da região Centro-Oeste entre 1880 e 1930. A cidade é considerada o embrião do Mercosul, pois foi a primeira a manter relações comerciais com países vizinhos, em especial Paraguai e Argentina. A retomada do desenvolvimento econômico começa a ganhar visibilidade. Com mais de 230 anos, a cidade prepara-se para um grande surto de crescimento com a implantação de seis megaprojetos: a volta do Trem do Pantanal, a pavimentação da rodovia Santa Cruz-Corumbá, a construção da Termopantanal, a construção do Polo Minero Siderúrgico, a hidrovia do Paraguai e a conclusão do gasoduto Bolívia-Brasil, entre outros investimentos de grupos empresariais que prometem alavancar a economia local. A América Latina, com a função de mercado especializado, teve um papel fundamental como região de fornecimento de matérias-primas e produtos coloniais (açúcar, café, tabaco, algodão, entre outros). A bacia platina, por impulso das relações dinâmicas do mercado importador-exportador, despertou um processo de ocupação e conquistas de suas fronteiras internas (tanto que, em 1912, o presidente de Mato Grosso declarou que grande área da província se encontrava desocupada e que havia necessidade de braços para a lavoura). Corumbá, por ser economicamente vulnerável, tornou-se permeável de todo tipo de influência externa, tanto econômica, quanto político, cultural e social. No pós-guerra de 1945, a repercussão do contexto global manifestou-se na pecuária, através de investimentos de produtores rurais regionais, substituindo os investidores estrangeiros, e dessa maneira pôde-se passar a exportar carne (seca e salgada) bovina através da Bacia do Prata para os Estados Unidos e Europa (especialmente Reino Unido).

Importância regional

Corumbá, com 100 mil habitantes e 1 relacionamento direto, é um Centro de Zona A. Nível formado por cidades de menor porte e com atuação restrita à sua área imediata; exercem funções de gestão elementares. Corumbá é uma das 192 cidades no Brasil com a classificação Centro de Zona A. A cidade exerce influência sobre o município de Ladário (Centro Local). Corumbá é o único centro urbano de significância relativa no Pantanal, exercendo na região as seguintes funções: comerciais (entreposto de exportação, entreposto comercial regional, comércio de abastecimento para as cidades bolivianas da fronteira e compras), industriais, de serviços (educação e capacitação profissional, administrativos, religiosos, de saúde, militares e sanitários, inclusive para o lado boliviano), cultura (centro de integração cultural fronteiriço e serviços de cultura para a população fronteiriça), turismo e eventos.

Trabalhadores e profissionais

Corumbá acolhe um grande número de profissionais liberais, empreendedores e entidades ligadas ao agronegócio, indústria e comércio. A população economicamente ativa na faixa etária que atinge dos 18 aos 65 anos, totaliza 40.582 pessoas (25.674 homens e 14.908 mulheres). É no setor terciário (especialmente comércio de mercadorias e prestação de serviços) que há maior fluxo de contratações empregaticias. O mercado de trabalho em Corumbá começou a se aquecer nos últimos anos em função da instalação do Pólo Gás-Químico (Termopantanal), do Pólo Siderúrgico da Rio Tinto e dos alto fornos construídos pela EBX. Todavia, apresenta alto índice de desempregados, na faixa dos 24,46%. A necessidade de buscar qualificação profissional e estudo de nível superior de cursos não disponíveis na cidade de Corumbá provoca a saída de jovens para centros produtivos maiores do estado e do país (principalmente Campo Grande, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo), provocando uma mudança no perfil demográfico constituído pela falta de mercado.

Agricultura e pecuária

Corumbá totaliza, segundo o CAGED, 568 estabelecimentos agropecuários. Com cerca de 10% da população vivendo na zona rural, o município tem no campo uma importante fonte de renda. A produção agrícola baseia-se nas culturas do arroz, milho, mandioca, tomate, feijão, algodão herbáceo, banana e cana-de-açúcar. A produtividade ultrapassa as 15 mil toneladas anuais. As condições edafoclimáticas da região são favoráveis à agricultura, entretanto, apresenta algumas limitações em relação ao clima, principalmente no período chuvoso (dezembro a fevereiro), onde ocorrem veranicos (períodos secos); dificultando o sucesso da produção agrícola. Também são favoráveis à agricultura intensiva, mas a deficiência de água, em grande parte devida ao baixo índice pluviométrico, dificulta o sucesso da produção agrícola. Existem áreas inundáveis, bem como áreas semiáridas com dificuldade de estruturar um sistema de irrigação. Dessa forma não seria possível desenvolver culturas permanentes como é o caso de um grande número de espécies frutíferas. O município é o quinto produtor de lã e o quarto produtor de mel de abelha do estado. A região de Corumbá apresenta grande aptidão também para a pecuária, possuindo os maiores rebanhos ovinos, equinos e asininos de Mato Grosso do Sul. O rebanho bovino, que totaliza 1.811.254 cabeças, continua obtendo a 1ª posição entre os 5.564 municípios brasileiros.

Indústria e mineração

Apesar de o setor industrial ser incipiente, a arrecadação por ele gerada supera os setores de pecuária e agricultura, característicos do estado como um todo. Segundo o CAGED, Corumbá tem um total de 146 indústrias de transformação e extrativas. Na cidade é representativa a produção de cimento, calcário, laticínios e os estaleiros. Em razão da natureza das suas rochas, o Maciço do Urucum possui grandes reservas minerais. A exploração ali começou em 1930 e se destaca o manganês e o ferro. O manganês é extraído das minas subterrâneas do Maçiço do Urucum e o ferro a céu aberto. No caso do manganês, suas minas estão entre as maiores do mundo, podendo ser extraído 30 milhões de toneladas. No caso da Ferroligas, apenas é feito o beneficiamento do manganês. Corumbá é também maior produtora dos seguintes minérios: dolomito, cristal de rocha, areia, argila, água mineral, calcita ótica e industrial, cobre e mármore.

Comércio

Segundo o CAGED, a cidade soma 882 estabelecimentos comerciais, sendo 815 varejistas e 67 atacadistas. Em Corumbá há vários centros comerciais como galerias, supermercados, lojas de conveniências e mercearias. Corumbá cada vez mais chama a atenção de novas empresas, como as Lojas Americanas, entre outros. Do outro lado da fronteira há uma zona franca com vários centros comerciais e shopping centers (Dutty Free) que vendem produtos a preços bem mais baixos que do lado brasileiro, inclusive alimentos. Segue abaixo alguns estabelecimentos comerciais existentes em Corumbá: Esse tipo de comércio é composto por centros de compras que contém vários estabelecimentos comerciais como lojas, lanchonetes, restaurantes, salas de cinema e caracterizado por ter infraestrutura fechada em relação à cidade. Atualmente vários comerciantes aceitam pagamento via cartão de crédito ou débito para oferecer uma série de produtos, como eletrônicos e vestuários. Em Corumbá há a Galeria Pantanal, e o Centro Comercial Popular

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Turismo

Corumbá é a cidade do estado que mais recebe turistas, sendo conhecida como Cidade Branca pela coloração de seu solo, rico em calcário. Hoje, com o Pantanal ocupando 60% de seu território, é considerada a Capital do Pantanal, sendo também sua porta de entrada. O turismo vem ajudando a desenvolver o mercado de trabalho associado com a pesca esportiva. Está em estudo o lançamento do Capital do Pantanal Convention & Visitors Bureau.

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Cultura

Como parte do patrimônio cultural do Município de Corumbá, há a descoberta do fóssil do cnidário pré-histórico Corumbella wernerii. Esta espécie marinha possui cerca de 550 milhões de anos de idade, sendo datado do Período Ediacarano. A espécie é reconhecida como o primeiro ser vivo da história da evolução da vida a ter esqueleto. Isso coloca os fósseis encontrados em Corumbá entre os mais importantes já descobertos pela paleontologia mundial. Com relação à cultura social, a corumbaense é composta de influências originárias dos estados e países de seus povoadores: entre as principais destas influências estão as culturas carioca, nordestina, paulista e sulista e de países como Itália, Síria, Palestina, Líbano, Bolívia e Paraguai. Ainda partilha a cultura do estado em que está inserido, o Mato Grosso do Sul. Nesse caso poderemos retornar ao passado recente na época em que a cidade sofreu a influência dos países do prata, herdando grande parte de seus costumes e hábitos, e no caso dali foi mais fácil pois a cidade era isolada geograficamente. Dessa época acabou conservando os seus prédios históricos de influência europeia, sua histórias, tradições e costumes. Atualmente a cidade é considerada o centro cultural mais adiantado do estado de Mato Grosso do Sul.

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Religião

Em Corumbá a religião predominante é a católica. Apesar disso, a religião evangélica cresce consistentemente, possuindo muitos adeptos e apresenta crescimento mais acentuado do que o catolicismo, especialmente na periferia. Como a maioria das cidades brasileiras, Corumbá começou a se desenvolver a beira de um rio e a sombra de uma igreja, sendo que algumas edificações se mesclam a história da cidade. Conforme o Censo de 2010 do IBGE, a população do município de Corumbá é formada por vários grupos religiosos. O maior deles são os cristãos, com 90,80% da população, que se divide em católicos e ortodoxos (65,14%), protestantes, sendo os evangélicos neopentecostais (15,47%) e evangélicos de missão (4,32%), restauracionistas (0,54%) e outras religiosidades cristãs (5,33%). Também estão presentes os grupos reencarnacionistas (2,24%), africanos (0,75%), orientais ou asiáticas (0,40%), tradições indígenas (0,01%), não determinada e múltiplo pertencimento (0,39%) e os sem religião (5,43%).

Cristãos

É de longe o maior grupo religioso presente no município de Corumbá, onde é composto por 90,80% dos seus habitantes. Corumbá está localizada no país mais católico do mundo em números absolutos. A Igreja Católica teve seu estatuto jurídico reconhecido pelo governo federal em outubro de 2009, ainda que o Brasil seja atualmente um estado oficialmente laico. A Igreja Católica reconhece como padroeira da cidade Nossa Senhora da Candelária. De acordo com a divisão resolvida pela Igreja Católica, o município de Corumbá pertence à Província Eclesiática de Campo Grande, mais precisamente à Diocese de Corumbá. Apesar de pertencer a Arquidiocese de Campo Grande, a Diocese de Corumbá foi fundada antes desta, tendo sido erguida em 10 de março de 1910, originando a Diocese de Campo Grande 47 anos depois em 10 de junho de 1957 e a arquidiocese 68 anos depois, em 27 de novembro de 1978. A diocese corumbaense foi a primeira do atual Mato Grosso do Sul a ser criada, originando direta e indiretamente as outras dioceses do estado citado. Seu atual bispo é, desde 2004, Dom Segismundo Martínez Álvarez. O município pertence à Circunscrições eclesiásticas da Regional Oeste I (que atende Mato Grosso do Sul) e é sede de nove paróquias. Com 65,14% da população, a igreja católica e ortodoxa em Corumbá é formado por representantes da Igreja Católica Apostólica Romana (64,91%), Católica Apostólica Brasileira (0,08%) e Católica Ortodoxa (0,15%).

Outras denominações

O município de Corumbá é representado por variados credos. Na cidade existem também religiões de várias outras denominações. São elas: Possui 2,24% do total local, sendo 0,02% Espiritualista e 2,22% Espírita. Com total de 0,75%, sendo 0,73% Umbanda, 0,01% Candomblé e 0,01% de outras declarações de religiosidades afro-brasileira. Com 0,40% da população, se divide entre o Judaísmo (0,11%), Budismo (0,04%) e Islamismo (0,25%). As Tradições indígenas respondem por 0,01% da população.

Não determinada

Opções não determinadas e de múltiplo pertencimento respondem por 0,39% da população, sendo os mal definidos respondendo por 0,22% e 0,17% dos que não sabem definir.

Sem religião

O Grupo das pessoas sem religião respondem por 5,43% da população, sendo os não religiosos 5,20%, ateus 0,22% e os agnósticos 0,01%.

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Esporte

Possui vários equipamentos esportivos que impulsionam mais o turismo esportivo e atraem milhares de pessoas: um estádio, quatro ginásios e um time de futebol.

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Política

A Constituição de 1988 determina um novo perfil a gestão de Corumbá, que passa a obter mais recursos financeiros do governo federal e adquire a si responsabilidades na saúde, educação e gestão ambiental. A política de Corumbá, através da legislação e gestão, desenvolve um papel importante através das ações que podem transformar seu destino nas áreas social, econômico, ambiental e territorial, já que a classe política (vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores, ministros e presidentes) é detentor de poder. Nos últimos anos está havendo uma preocupação maior em criar mecanismos eficientes para definir a importância de Corumbá nas escalas estadual, nacional e mundial, através das ações políticas que foram desenvolvidas para esse fim. Com toda a aparelhagem legal disponível, dispõe de instrumentos que permitam a gestão do território ou que auxilie os grupos sociais organizados de forma eficiente nas reivindicações, visto que há leis para essa finalidade.

Poderes

O poder legislativo em Corumbá é representado pela Câmara de Vereadores, que são responsáveis pela apreciação e aprovação de leis municipais. A cidade é representada por um total de 15 vereadores. O poder executivo em Corumbá é representado pelo prefeito, vice-prefeito e secretários municipais, que são responsáveis pela promulgação e aplicação das leis municipais. A gestão do prefeito torna-se mais fácil para o mesmo quando recebe apoio dos vereadores. O poder judiciário em Corumbá é representado por seis Varas da Justiça Estadual de Mato Grosso do Sul, uma Vara da Justiça Federal da 3ª Região e uma Vara do Trabalho da 24ª Região, que são responsáveis pelo julgamento dos processos judiciais em primeira instância. Em segunda instância, os processos são remetidos aos respectivos Tribunais, localizados em Campo Grande (Justiça Estadual e Justiça do Trabalho) ou São Paulo (Justiça Federal).

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Fontes consultadas

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