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Corpo humano

O corpo humano é a estrutura do ser humano. É composto por trilhões de células, a unidade fundamental da vida, que juntas são responsáveis pela formação de tecidos que protegem o organismo do mundo exterior, e vários outros que são responsáveis pela formação das cavidades internas. As células se agrupam e formam os órgãos, que são coleções estruturadas de células com funções específicas. Os órgãos estão interligados um ao outro e fazem partes de sistemas específicos, os quais mantém a manutenção da constituição física humana. Também é constituído por cerca de 60% de água e vários elementos, aproximadamente 25 quilogramas de um humano com 70 quilogramas, são células não humanas ou material celular, um dos quais são os ossos, que são responsáveis por suportar e proteger as estruturas internas mais importantes. A combinação de todos os fatores permite que o organismo garanta a homeostase, que é o estado de equilíbrio.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 04/07/2026
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Composição

O corpo humano é composto por vários elementos e quatro destes desempenham papéis fundamentais, pois são responsáveis por aproximadamente 95,2% da massa corporal de um humano, sendo eles: hidrogênio, oxigênio, carbono e nitrogênio. O restante dessa massa é formado por vários outros elementos que são encontrados em quantidades menores, tais como: cálcio, fósforo, potássio, sódio, cloro, magnésio, enxofre e micronutrientes (dos quais alguns, de acordo com evidências, são necessários para a vida). Nem todos os elementos encontrados em pequenas quantias são importantes para o corpo, sendo alguns considerados simples contaminantes que não possuem funções fundamentais, tal como o césio, enquanto outros são toxinas ativas dependendo da quantidade, como o mercúrio. Em humanos, o arsênio é tóxico e seu níveis em alimentos precisam ser monitorados a fim de reduzir ou eliminar sua digestão. O organismo de um humano contém pelo menos traços detectáveis de 60 elementos químicos, sendo 25 destes analisados a desempenhar um papel positivo na saúde e vida.

Células

O corpo contém trilhões de células, a unidade fundamental da vida. Na maturidade, existem cerca de 30-37 trilhões dessas partículas vivas em um humano, uma estimativa obtida pela totalização do número de células da estrutura humana. O corpo também hospeda cerca do mesmo número de microrganismos não humanos, bem como organismos multicelulares que residem no trato gastrointestinal e na pele. As células estruturam o corpo, absorvem os nutrientes dos comestíveis e, converte esses em energia, elas também realizam funções especificas no organismo e possuem o material hereditário do corpo, ou seja, podem fazer cópias de si mesmas. As células possuem uma estrutura interna com inúmeras partes, tendo cada uma função distinta. Algumas dessas partes são denominadas organelas, que são estruturas especializadas que realizam certas funções interiormente. As células humanas tem como partes principais: o citoplasma, citoesqueleto, retículo endoplasmático, complexo de golgi, lisossomos e peroxissomos, mitocôndria, núcleo, membrana plasmática e os ribossomos. O citoplasma é formado por um fluido gelatinoso chamado citosol, ele preenche o interior da célula. É composto principalmente de sais, água e outras matérias orgânicas. As suas propriedades físico-químicas influenciam funções celulares importantes, como o enovelamento de proteínas, catálise enzimática, sinalização intracelular, transporte intracelular e localização de moléculas e organelas, tal como o destino das nanopartículas e agentes terapêuticos direcionados às células.

Tecidos

O corpo humano consiste em muitas categorias de tecidos, definidos como células que atuam com uma função especializada. O estudo dos tecidos é denominado histologia e geralmente ocorre com um microscópio. O corpo consiste em quatro tipos principais de tecidos; células de revestimento (epitélios), tecido conjuntivo, tecido nervoso e tecido muscular. As células que se encontram em superfícies expostas ao mundo exterior ou trato gastrointestinal (epitélio) ou cavidades internas (endotélio) vêm em várias formas e formas; de camadas únicas de células planas a células com pequenos cílios como nos pulmões, para células como colunas que revestem o estômago. As células endoteliais são células que revestem as cavidades internas, incluindo vasos sanguíneos e glândulas. As células de revestimento regulam o que pode ou não passar por elas, protegem as estruturas internas e funcionam como superfícies sensoriais.

Órgãos

Os órgãos são formados por tecidos, ou seja, por coleções de células estruturadas que mesmo não sendo idênticas trabalham entre si. Por exemplo, o coração é composto principalmente por cardiomiócitos e pelo tecido conjuntivo. Os órgãos são considerados estruturas de extrema importância, e o corpo humano possui cinco órgãos vitais: cérebro, coração, pulmões, fígado e rins, sem os quais não é possível a sobrevivência do organismo, pois caso algum deles pare de funcionar o óbito é a consequência se não houver intervenção médica de urgência. Na maioria das vezes os órgãos estão localizados em cavidades internas, com exceção da pele que é considerada a maior estrutura do organismo, e as cavidades são subdividas em dorsal e ventral, dentro destas estão localizados os órgãos internos. Para fins de pesquisa e localizações mais exatas, as cavidades dorsal e ventral são também subdivididas: a dorsal em cavidade craniana (onde está localizado o cérebro) e canal vertebral (no qual passa a medula espinhal, que é o prolongamento do sistema nervoso central); a ventral em: cavidade torácica (localidade em que o coração e pulmões, as partes torácicas dos grandes vasos e outras estruturas importantes estão), e a abdominopélvica que é dividida em cavidade abdominal (onde está o estômago, fígado, vesícula biliar, baço, pâncreas, intestino delgado e grosso, glândulas suprarrenais e rins) e pélvica (região em que se situam os órgãos reprodutivos e também o reto, bexiga e uretra).

Sistemas

Os órgãos do corpo estão associadas frequentemente em sistemas, os quais são a reunião de estruturas que cooperam entre si para realizar funções complexas e consideráveis dentro do organismo. Existem vários sistemas que são necessários para a sobrevivência da espécie, cada um tendo funções diferentes, e portanto, papéis exclusivos para desempenhar na fisiologia. São eles: o circulatório (dividido em dois outros sistemas para fins de pesquisa: cardiovascular, responsável por transportar nutrientes e oxigênio para todas as células através do sangue e o linfático que recolhe as impurezas e conduz os glóbulos brancos e vários outros, através da linfa), digestivo (onde acontece a transformação dos alimentos em nutrientes e, a eliminação do não necessário através das fezes), endócrino (faz a regulação e administração das funções do corpo através de glândulas, que produzem e liberam hormônios), imunológico (defende o organismo da invasão de patógenos), tegumentar (protege do mundo exterior, regula a temperatura corporal e é responsável pela sensibilidade), locomotor ou musculoesquelético (fornece a estrutura e locomoção, também é dividido em dois outros sistemas que são o muscular e esquelético), nervoso (centro de controle do corpo, incumbido pela transmissão de sinais), reprodutor (garante a descendência da espécie através dos gametas, que posteriormente pós fertilização transformará em um embrião no útero), respiratório (traz oxigênio do ar para o organismo) e urinário (filtra o sangue e remove as toxinas e resíduos, transformando em urina).

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Anatomia

A anatomia humana é o estudo da forma e do formato do corpo humano. O corpo humano tem quatro membros (dois braços e duas pernas), uma cabeça e um pescoço que se conectam ao torso. A forma do corpo é determinada por um esqueleto forte feito de osso e cartilagem, cercado por gordura, músculos, tecido conjuntivo, órgãos e outras estruturas. A coluna vertebral na parte posterior do esqueleto que envolve a medula espinhal, que é uma coleção de fibras nervosas que conectam o cérebro ao resto do corpo. Nervos conectam a medula espinhal e o cérebro ao resto do corpo. Todos os principais ossos, músculos e nervos do corpo são nomeados, com exceção de variações anatômicas, como ossos sesamóides e músculos acessórios. Os vasos sanguíneos transportam sangue por todo o corpo, que se move por causa das batidas do coração. Vênulas e veias coletam o sangue com baixo teor de oxigênio dos tecidos do corpo. Estes se agrupam em veias progressivamente maiores até atingirem as duas maiores veias do corpo, a veia cava superior e inferior, que drena o sangue para o lado direito do coração. A partir daqui, o sangue é bombeado para os pulmões, onde recebe oxigênio e é drenado de volta para o lado esquerdo do coração, aonde é bombeado para a maior artéria do corpo, a aorta e, em seguida, artérias e arteríolas progressivamente menores até atingir o tecido. Aqui, o sangue passa de pequenas artérias para os capilares, depois para pequenas veias e o processo começa novamente. O sangue transporta oxigênio, produtos residuais e hormônios de um lugar para outro no corpo. O sangue é filtrado nos rins e no fígado.

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Fisiologia

A fisiologia humana é o estudo de como o corpo humano funciona. Isso inclui as funções mecânicas, físicas, bioelétricas e bioquímicas de humanos com boa saúde, desde os órgãos até as células que os compõem. O corpo humano consiste em muitos sistemas de órgãos em interação. Eles interagem para manter a homeostase, mantendo o corpo em um estado estável com níveis seguros de substâncias como açúcar e oxigênio no sangue. Cada sistema contribui para a homeostase, de si mesmo, de outros sistemas e de todo o corpo. Alguns sistemas combinados são chamados de nomes conjuntos, por exemplo, o sistema nervoso e o sistema endócrino funcionam juntos como o sistema neuroendócrino. O sistema nervoso recebe informações do corpo e as transmite ao cérebro por meio de impulsos nervosos e neurotransmissores. Ao mesmo tempo, o sistema endócrino libera hormônios, que ajudam a regular a pressão arterial e o volume. Juntos, esses sistemas regulam o ambiente interno do corpo, mantendo o fluxo sanguíneo, postura, suprimento de energia, temperatura e equilíbrio ácido (pH).

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Desenvolvimento

O desenvolvimento do corpo humano é o processo de crescimento até a maturidade. O processo começa com a fertilização, onde um óvulo liberado do ovário de uma mulher é penetrado pelo esperma. O óvulo então se aloja no útero, onde um embrião e, posteriormente, o feto se desenvolvem até o nascimento. O crescimento e o desenvolvimento ocorrem após o nascimento e incluem o desenvolvimento físico e psicológico, influenciado por fatores genéticos, hormonais, ambientais e outros. O desenvolvimento e o crescimento continuam ao longo da vida, desde a infância, adolescência e desde a idade adulta até a velhice, e são referidos como o processo de envelhecimento.

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Sociedade e cultura

Estudo profissional

Os profissionais de saúde aprendem sobre o corpo humano por meio de ilustrações, modelos e demonstrações. Além disso, estudantes de medicina ganham experiência prática, por exemplo, por dissecação de cadáveres. A anatomia humana, a fisiologia e a bioquímica são ciências médicas básicas, geralmente ensinadas a estudantes de medicina no primeiro ano da faculdade de medicina.

Representação

A anatomia tem servido às artes visuais desde os tempos da Grécia Antiga, quando o escultor Policleto do século V a.C. escreveu seu cânon sobre as proporções ideais do nu masculino. No renascimento italiano, artistas como: Piero della Francesca (c. 1415–1492) em diante, incluindo Leonardo da Vinci (1452–1519) e seu colaborador Luca Pacioli (c. 1447–1517), aprenderam e escreveram sobre as regras da arte, incluindo a perspectiva visual e as proporções do corpo humano.

Filosofia

A palavra corpo é uma das mais ricas da língua portuguesa. O corpo sempre foi objeto de curiosidade por ser uma engrenagem misteriosa. Esse fato levou com que cada área do conhecimento humano apresentasse possíveis definições para o corpo como seu objeto de estudo. Platão definiu o homem composto de corpo e alma. A teoria filosófica de Platão baseia-se fundamentalmente na cisão entre dois mundos: o inteligível da alma e o sensível do corpo. O pensamento platônico é essencial para a compreensão de toda uma linhagem filosófica que valoriza o mundo inteligível em detrimento do sensível. A alma é detentora da sabedoria e o corpo é a prisão quando a alma é dominada por ele, quando é incapaz de regrar os desejos e as tendências do mundo sensível.

História da anatomia

Na Grécia Antiga, o Corpus Hippocraticum descreveu a anatomia do esqueleto e dos músculos. O médico do século II Cláudio Galeno compilou o conhecimento clássico da anatomia em um texto que foi usado durante a Idade Média. Na Renascença, Andreas Vesalius (1514–1564) foi o pioneiro no estudo moderno da anatomia humana por dissecação, escrevendo o influente livro De humani corporis fabrica. A anatomia avançou ainda mais com a invenção do microscópio e o estudo da estrutura celular de tecidos e órgãos. A anatomia moderna usa técnicas como ressonância magnética, tomografia computadorizada, fluoroscopia e ultrassom para estudar o corpo em detalhes sem precedentes.

História da fisiologia

O estudo da fisiologia humana começou com Hipócrates na Grécia Antiga, por volta de 420 a.C., e com Aristóteles (384-322 a.C.), que aplicou o pensamento crítico e a ênfase na relação entre estrutura e função. Galeno (126–199) foi o primeiro a usar experimentos para sondar as funções do corpo. O termo fisiologia foi introduzido pelo médico francês Jean Fernel (1497–1558). No século XVII, William Harvey (1578-1657) descreveu o sistema circulatório, sendo pioneiro na combinação de observação próxima com experimentos cuidadosos. No século XIX, o conhecimento fisiológico começou a se acumular em um ritmo rápido com a teoria celular de Matthias Schleiden e Theodor Schwann em 1838, de que os organismos são feitos de células. Claude Bernard (1813–1878) criou o conceito de milieu intérieur (ambiente interno), que Walter Cannon (1871–1945) mais tarde disse que era regulado para um estado estacionário na homeostase. No século XX, os fisiologistas Knut Schmidt-Nielsen e George Bartholomew ampliaram seus estudos para a fisiologia comparada e a ecofisiologia. Mais recentemente, a fisiologia evolutiva tornou-se uma subdisciplina distinta.

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Fontes consultadas

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