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Coroa mural

A coroa mural foi uma antiga condecoração militar romana, que mais tarde se tornou um elemento heráldico. Principal peça heráldica na identificação de um brasão de armas de localidade, através dela podemos confirmar as categorias político-administrativas das localidades, isto é se a localidade é capital federal, capital, cidade, vila, aldeia ou povoado.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/07/2026
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Coroa Mural versus Coronel

A diadema, coroa ou coronel é uma pequena coroa com ornamentos fixados em um anel de metal, preenchidos com pedras preciosas. Ao contrário de uma coroa, o coronel nunca é representado com arcos. A palavra deriva do francês antigo coronete, sendo um diminutivo de co(u)Ronne(coroa), que por sua vez deriva do latim Corona. Tradicionalmente, o coronel, em alemão Adelskrone (literalmente "coroa de nobreza" ou "coronel de nobreza") é utilizado por nobres e príncipes em seus brasões de armas, e não por monarcas, para quem a palavra habitualmente utilizada é Coroa. A exceção de uma coroa, o coronel mostra a posição nobiliárquica do detentor. Da mesma forma, em alemão há o termo Rangkrone. Existem coroas para distinguir a posição das divisões administrativas de alguns países, tendo a designação de coroas murais. No Brasil e em diferentes países utilizam-se de coronéis em brasões de armas de localidades, isto é, como se coroa mural fossem.

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Heráldica

Na heráldica, a coroa mural é um ornamento externo do brasão, na forma de uma coroa modelada na forma de torres de castelos, a semelhante a condecoração romana. Ela é também utilizada para explicitar a autonomia de uma cidade ou a semiautonomia de uma vila, aldeia e povoado. De acordo com Veyrin-Forrer: "Esse uso parece não ser mais remota que os tempos de Napoleão Bonaparte [nota 2], que de acordo com a coroa nomeava a cidades como de primeira ou segunda ordem. Segundo O. Neubecker, a coroa mural passou a ser utilizada como símbolo heráldico de cidades autônomas a partir do século XVIII. (Grand livre de l'Héraldique, p.246). Em diversos países, as coroas murais tomaram diferentes cores e aspectos dependendo do significado da cidade.

França

No sistema heráldico desenvolvido por Napoleão, a coroa mural consistia de uma muralha acastelada com sete torres de ouro, para as cidades de primeira ordem (bonne ville), e com cinco torres de prata, para cidades de segunda ordem [nota 3]. Atualmente na França, as torres podem ser abertas e a fachada é geralmente composta no estilo de pedras. A cor pode ser dourada ou prateada. O número de torres é geralmente três para comunas simples, quatro para a capital de um departamento e cinco para a capital. Em países onde o regime monárquico foi substituída pela República, tornou-se comum a substituição das coroas reais, em brasões de armas públicos, por coroas murais, a exemplo da substituição da coroa ducal no brasão de armas de Coimbra. De modo análogo, após a dissolução do Império Austro-Húngaro no final da Primeira Guerra Mundial, a águia de cabeça única do brasão da República da Áustria passou a utilizar um mural ao invés da coroa real que adornava a águia bicéfala do brasão original.

Itália

Na Itália, as comunas possuem coroas murais em seus brasões de armas, geralmente douradas com cinco torres para as cidades e prateado com nove torres para as demais; algumas províncias e unidades militares também usam-na.

Portugal

Atualmente, a heráldica das autarquias portuguesas é regulamentada pela Lei n.º 53 de 1991, que, com algumas alterações, manteve as regras básicas que já haviam sido definidas por despacho do Ministério do Interior, de 14 de Abril de 1930. A Exceção de Caldas da Rainha que em seu brasão há um Coronel de duque. O Artigo 13.º dessa lei define a apresentação e disposição das coroas murais nos brasões:

Espanha

A Heráldica Municipal da Espanha estuda as características e história das armas e composições heráldicas que diferencia municípios e entidades locais espanholas. As Comunidades Autónomas da Espanha como Andaluzia, Catalunha, Extremadura, Navarra possuem suas regras próprias para a heráldica municipal. As coroas murais das disputações, comarcas, cidades, vilas e povoados estão regulamentadas pela Generalitat de Catalunya de acordo com a SCGHSVN, mediante ao Decreto 263/1991, posteriormente outorgado e substituído pelo Decreto 139/2007, que regula a denominação, os símbolos e os registros dos entes locais da Catalunha, publicado em 28 de junho de 2007.

Brasil

No Brasil, durante o período da Colônia (1500 a 1822), apenas quinze brasões de armas (brasões domiciliares) foram entregues às cidades e capitanias reais, sendo seis concedidas pelos portugueses e nove pelos holandeses. As Capitanias hereditárias agraciadas com brasões de armas por Maurício de Nassau foram: Igarassu, Ilha de Itamaracá, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe, Serinhaém, vila de Alagoas e Porto Calvo. Nenhum destes brasões de armas trouxe em si, uma coroa mural, apenas, uma coroa dourada símbolo do domínio holandês; dos nove que receberam, apenas quatro traziam em si, a referida coroa. Nenhum deles fazia uso da coroa mural, apenas das coroas reais: São Luís do Maranhão (por uma coroa de duque); Itamaracá, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

Romênia

Similarmente, os brasões municipais da Romênia possui a quantidade de torres conforme o estatus da localidade:

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Fontes consultadas

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