Coroa Imperial do Brasil
A Coroa Imperial do Brasil, também conhecida como Coroa de Dom Pedro II, foi criada em 1841 para o Imperador Dom Pedro II e integrava as Joias do Império. Após a Proclamação da República, passou a integrar o Tesouro Nacional e, atualmente, faz parte do acervo do Museu Imperial de Petrópolis. Esta coroa substituiu a de Dom Pedro I e esteve presente no antigo Brasão de Armas do Brasil até 1889. Em 1935, por meio da lei nº 25, tornou-se oficialmente propriedade do Estado brasileiro.
Pontos-chave
- A Coroa Imperial foi fabricada em 1841 para Dom Pedro II.
- Utilizou brilhantes e pérolas da coroa de Dom Pedro I.
- Atualmente, está exposta no Museu Imperial de Petrópolis.
- Houve um longo processo judicial para a União adquirir a coroa.
- A coroa possui regras específicas de representação em heráldica.
A Coroa de Dom Pedro II foi confeccionada pelo ourives Carlos Martin, no Rio de Janeiro. Ficou pronta e foi exibida publicamente em 8 de julho de 1841, poucos dias antes da coroação do Imperador, que ocorreu em 18 de julho do mesmo ano. Na sua fabricação, foram reutilizados brilhantes e um fio de pérolas que pertenciam à coroa de Dom Pedro I. Após a Proclamação da República, a coroa foi guardada no Tesouro Nacional até 1943, quando foi transferida para o Museu Imperial, onde permanece até hoje.
A estrutura da Coroa Imperial é inteiramente feita de ouro. Sua base sustenta oito semiarcos que se unem no topo, culminando em uma cruz com um globo crucífero. A peça mede 0,310 m de altura e 0,205 m de diâmetro, pesando aproximadamente 1.955 gramas. É adornada com 639 brilhantes e 77 pérolas. Uma perícia realizada entre 1988 e 1989 pela Caixa Econômica Federal avaliou a coroa em um milhão de dólares.
Após a Proclamação da República em 15 de novembro, a Princesa Isabel foi impedida de herdar as Joias do Império, incluindo a Coroa Imperial. Ela iniciou um processo contra a União, que foi concluído em 1930, após seu falecimento, com decisão favorável aos descendentes de Dom Pedro II. Em 1935, a compra das joias pelo Estado foi autorizada, e o Governo Brasileiro indenizou a família em 1.140:149$600 réis, valor equivalente a cerca de 17 milhões de reais atualmente. A família imperial optou por não ficar com as peças, considerando-as parte da história nacional.
Especialistas em heráldica e vexilologia apontam uma distinção importante na representação da coroa brasileira: quando utilizada na composição heráldica do Brasão de Armas, posicionada sobre o escudo, o forro da coroa deve ser representado em 'goles' (vermelho). Contudo, no desenho físico da coroa, o forro é representado na cor verde. Milton Luz, em sua obra 'A História dos Símbolos Nacionais' (2005), detalha essa especificidade.


