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Caio Márcio Coriolano

Caio Márcio Coriolano foi um general da gente Márcia da República Romana no século V a.C. Ele recebeu seu cognome toponímico, "Coriolano", por causa do excepcional valor demonstrado no cerco romano à cidade volsca de Corioli. Posteriormente foi exilado de Roma e liderou os próprios volscos em um cerco a Roma. Segundo Plutarco, entre seus ancestrais estavam proeminentes patrícios como Censorino e Anco Márcio, o quarto rei de Roma.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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Biografia consensual

Cerco de Corioli

Coriolano ficou famoso ainda jovem servindo no exército do cônsul Póstumo Comínio Aurunco, em 493 a.C., durante o cerco da cidade volsca de Corioli. Enquanto os romanos estavam concentrados no cerco, uma outra força volsca chegou de Âncio e atacou os romanos, o que levou a um ataque simultâneo dos habitantes da cidade. Caio Márcio era o responsável pela vigilância no momento do ataque e rapidamente juntou uma pequena força de soldados para lutar contra os volscos que saíram de Corioli para atacá-los. Não apenas ele conseguiu repeli-los, mas também conseguiu atravessar os portões da cidade e incendiou algumas das casas que beiravam a muralha. Os cidadãos começaram a gritar e toda a força volsca se desesperou imaginando que a cidade havia caído e acabou derrotada pelos romanos. A cidade foi capturada e Márcio recebeu o cognome de "Coriolano" por sua bravura.

Conflito e exílio

Em 491 a.C., dois anos depois da vitória de Coriolano sobre os volscos, Roma estava se recuperando de uma falta de cereais. Uma importante quantidade era importada da Sicília e o Senado debatia a melhor forma de distribuir os alimentos para a plebe. Coriolano defendeu que os cereais só deveriam ser distribuídos se fossem revertidas as duas medidas pró-plebeias aprovadas depois da primeira secessão da plebe, no ano anterior. O Senado considerou a proposta dura demais, mas a população ficou furiosa e os recém-criados tribunos da plebe o colocaram em julgamento. Os senadores lutaram pela absolvição de Coriolano ou, pelo menos, por uma sentença misericordiosa. Porém, Coriolano desafiou os plebeus e se recusou a aparecer na corte no dia de seu julgamento e acabou condenado in absentia.

Deserção para os volscos

Coriolano então fugiu para os volscos e pediu asilo. Foi recebido e tratado com respeito, passando a morar na mansão do líder volsco, Átio Tulo Aufídio. O relato de Plutarco sobre esta deserção conta que Coriolano teria se disfarçado e entrado na casa de Aufídio como um fugitivo. Os dois então conseguiram convencer os volscos a violarem a trégua com Roma e prepararam um exército para invadir. Lívio conta que Aufídio enganou o Senado Romano, forçando-o a expulsar os volscos de Roma durante a celebração dos Jogos Romanos, criando o ímpeto para a guerra entre os volscos. Em 488 a.C., Coriolano e Aufício lideraram o exército volsco contra cidades, colônias e aliados de Roma, expulsando todos os colonos de Circeios. Em seguida, os dois conseguiram retomar as antigas cidades de Sátrico, Longula, Polusca e Corioli. Sem interrupção, os volscos capturaram ainda Lavínio, depois Córbio, Vitélia, Trébia, Lavici e Pedo.

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Ceticismo

Alguns estudiosos modernos questionam partes da história de Coriolano. É notável que os relatos da vida de Coriolano só aparecem em obras do século III a.C., mais de 200 anos depois de sua morte, e há poucos registros históricos autoritativos sobreviventes anteriores saque pelos gauleses em 387 a.C.. Se o próprio Coriolano é ou não uma figura história, sua saga preserva uma memória popular genuína das obscuras e infelizes décadas do início do século V a.C., quando os volscos invadiram o Lácio e ameaçaram a própria existência de Roma.

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Referências culturais

"Coriolano", de Shakespeare, é a última de suas "peças romanas". É o retrato de um herói que resultou em uma duradoura tradição de interpretações políticas do personagem como um líder antipopulista ou mesmo um protofascista. A versão de Bertolt Brecht, Coriolano (1951) é particularmente forte nesse aspecto. Suzanne Collins também faz referência a essa interpretação antipopulista, em sua trilogia Jogos Vorazes através da personagem Coriolano Snow, um ditador totalitário que preserva a ordem na sociedade degenerada dos livros, embora ele próprio tenha pouco em comum com a figura de Coriolano. A peça de Shakespeare também foi a base para o filme Coriolanus, de 2011, dirigido por Ralph Fiennes, o qual também interpretou o papel principal. A peça teatral Coriolan (1804), de Heinrich Joseph von Collin, retrata Coriolano como um herói trágico, segundo os ideais do romantismo alemão. A Ouvertüre Coriolan op.62 (1807), de Beethoven, foi escrita como música de cena para a peça de Collin.

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Fontes consultadas

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